Quem se desloca pela estrada de Vila Flor para Abreiro, não lhe passa desprecebida esta beleza paisagistica, que o Rio Tua proporciona, podendo ser apreciada logo depois da Ponte de Abreiro. Como é Lindo o Rio Tua!
Toda a paisagem envolvente ao Rio e à Linha do Tua, é deslumbrante. Ao chegar à proxima ponte sobre o rio (Ponte da Brunheda), foi altura de mais uma paragem para umas fotografias.
Do cimo da ponte da Brunheda, tem-se uma vista magnífica do rio e da linha, bem como da Estação.
Ainda sobre a ponte pude fotografar o rio e o troço da linha onde se deu o últomo acidente.
Num dos comentários à mensagem “ Linha do Tua (Abreiro - Cachão)", fala-se na Ponte do Diabo. Já tinha colocado uma fotografia da mesma num dos postais postados na mensagem “Linha do Tua (Codeçais-Abreiro-Codeçais". Para quem não sabe nada da "Ponte do Diabo", aqui fica uma pequena explicação:
”Diz a Lenda que a Ponte foi construída de noite pelo Diabo, que prometeu também fazer uma Estrada da Ponte à Povoação, a troco da alma que uma Moça lhe entregaria para mais comodamente passar o Rio, a fim de ir buscar água a uma Fonte, sita na margem esquerda. Segundo as cláusulas do contrato, o Diabo daria a Ponte construída numa só noite, antes de cantar o Galo. Quando mais afanosa trabalhava uma Legião de Demónios, carreando, aparelhando e assentando pedras, cantou o Galo.
Dia 11 de Abril, foi dia de mais uma caminhada na Linha do Tua, desta vez de Abreiro até ao Cachão, onde percorri 12,60 quilómetros, em seis horas.Saí de casa em direcção ao Cachão, onde cheguei às 9:30 horas, esperando pelo táxi que ia para o tua, o qual ali chegou quando faltavam 10 minutos para as dez da manhã, era o Sr. Fernando que já conhecia da caminhada que fiz do S. Lurenço à Foz Tua.
O dia estava óptimo, favorável à fotografia, umas poucas de nuvens entre o céu azul, o que torna as fotografias magníficas, quando fotografamos as águas do rio reflectindo-se nelas as nuvens brancas.

Continuando a caminhada, um pouco antes de chegar ao quilometro 33, deixo a linha e dirijo-me para o rio para fazer umas fotografias do rio, seguindo por este até bem perto da Ribeirinha.
Depois de deixar a Estação da Ribeirinha, desço até a margem do rio, para filmar e fazer umas fotografias à açude que ali se encontra.

Deixei o rio e voltei à linha, mas quando já estava perto do Vilarinho, regressei novamente ao rio, voltando a fazer mais umas fotografias com as nuvens reflectidas no rio.
Passando por algumas hortas, regressei à linha chegando assim à Estação do Vilarinho. Logo a seguir encontra-se a ponte que faz ligação ao outro lado do rio.
Depois de uma paragem na ponte para umas fotos, sigo em direcção ao Cachão, pois já não havia mais nenhuma estação ou apeadeiro até lá.
Um pouco mais a frente deparo com uns enormes rochedos do outro lado do rio, sem dúvida, belo de se ver!
Já bem perto do Cachão encontrei algumas papoilas, entre as quais havia uma branca, fiquei impressionado, pois nunca tinha visto uma papoila branca.
Ao longo do rio encontrei alguns pescadores, que esperavam com ansiedade que algum peixe pica-se.
Depois de passar a Estação, podemos ver os pilares de uma antiga ponte que o rio levou, que fazia em tempos a ligação entre os dois concelhos.
Como já estava a ficar tarde e estava a ameaçar chover resolvi voltar para traz fazendo o percurso sentido contrario, teve que ser com o passo mais longo pois estava para vir chuva. Quando cheguei à ponte da Cabreira, os pescadores que tinha visto, também já estavam a por pés a caminho. Eu ainda tinha que chegar a Estação de Codeçais onde tinha deixado o carro, ainda comecei por apanhar umas pingas de chuva mas já estava a uns 500 metros da Estação.
Mais uma etapa ganha!