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terça-feira, 13 de setembro de 2011

Castedo

Terra onde nasci
Terra onde brinquei
Terra onde vivi
Onde algum tempo estudei.

Cedo me viste partir
Hoje estou a recordar
O dia em que tive que ir
Para longe para ultramar.

Aldeia de Trás-os-Montes
Recordo a água pura
Que atravessava os montes
E jorrava em tuas fontes.

Recordo mulheres que levavam
Que levavam água fresca
Em cântaros que transportavam
E os levavam à cabeça.

Recordo-me do bem e do mal
Recordo tudo tão bem
Que uma criança normal
Em sua memória retém!


Viste-me regressar mais tarde
Mais tarde quando voltei
Eu não pude ai ficar
Mas foi bem perto que fiquei.
.
Muito perto e tão longe
Quando te quero visitar
Faço-o de longe a longe
Mas sempre a recordar.

Há saudades que ainda
Ainda não consegui matar
Lugares desta terra minha
Que ainda não fui visitar.

Por isso Castedo digo
Eu digo e volto a dizer
Gostava Castedo amigo
De ai voltar a viver.



(Poema de Abílio Aires, extraido das páginas 16 e 17 do Livro "Castedo Minha Terra")

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segunda-feira, 18 de julho de 2011

"Poemas de Amor para Vila Flor" (O Dia do Lançamento)

Ontem, dia 17 de Julho de 2011, às 17:00 horas, realizou-se no Centro Cultural de Vila Flor, o lançamento de mais um, livro de poemas de Abílio Aires: "Poemas de Amor para Vila Flor". 
"Abílio Aires, nascido na freguesia do Castedo, Torre de Moncorvo. Foi adoptado e acarinhado por Vila Flor desde 1976. Em 1960 emigrou para Moçambique onde permaneceu até 1976. Actualmente é reformado, amante de agricultura, artesanato e acima de tudo poesia, tendo publicado o livro "á vila das flores Vila Flor Capital do Mundo"."
Na mesa de honra, além do autor, encontrava-se a Vereadora da Cultura (Dr.ª Gracinda Peixoto) que deu abertura ao lançamento do livro e o Eng.º Luís Teixeira, que apresentou o livro "Poemas de Amor para Vila Flor". Sendo ele um amigo do autor, falou um pouco da vida deste e do seu trabalho, acabando por recitar dois poemas do livro: "Pelo teu querido filho" (pág. 12) e "O melro que as comia" (pág. 26).
Depois de recitados estes dois poemas, Abílio Aires, dirigiu algumas palavras de agradecimentos à Dr.ª Gracinda e ao Município de Vila Flor, bem como ao Eng.º Luís Teixeira, à Local Visão TV e aos restantes presentes, que se deslocaram ao Centro Cultural, para o lançamento de mais um seu livro.
No final os presentes puderam adquirir os livros do autor, autografados pelo próprio.
Para mim foi um enorme prazer, ter estado presente no lançamento deste livro, onde muitos dos poemas, fazem referência a Vila Flor e suas vivências.
PARABÉNS AMIGO ABÍLIO!

Apenas deixo aqui um pequeno reparo: Verifiquei, que não foram muitos os que se deslocaram ao Centro Cultural para o lançamento do livro, o que é de lamentar. É um facto, que o Município de Vila Flor, tudo tem feito, para valorizar a cultura desta terra,  mas  também toda a população de Vila Flor e do concelho, tem um papel importante para a divulgação e desenvolvimento da nossa região a nível cultural, e é ao participarmos e estarmos presente nestes eventos, que contribuímos para tal.

Vídeo: LocalVisão TV

sábado, 16 de julho de 2011

Lançamento do Livro: "Poemas de Amor para Vila Flor"

Oh gentes de Vila Flor
.

Oh gentes de Vila Flor
Parem pensem um segundo
Reparem no grande valor
Que tendes em todo o mundo.

Oh gentes de Vila Flor
Os que de Vila Flor não são
Se, estão em Vila Flor
Como os de Vila Flor são. 
Oh Vila de Vila Flor
Tu me deixas meditabundo
Os concelhos ao teu redor
Elegem-te CAPITAL DO MUNDO!


(Abílio Aires)

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sexta-feira, 8 de julho de 2011

Adeus Rio Sabor (Poema de Abílio Aires)


 Adeus rio Sabor
Que corres livre para o mar
Deixas de correr fica a dor

Por ver tuas águas travar.

Na barragem que avança
E que detém tuas águas
Vais ficar na lembrança
Lembrança que causa mágoas.

Só por não vermos correr
Livremente as tuas águas
Águas que dão de beber

A passarinhos e águias
Se, vemos pouco correr
Em vez de água tens lágrimas.


(Abílio Aires)


Fotografias: Obras da albufeira criada a jusante, com uma extensão de cerca de 9,6 km, que ficará compreendida entre as duas barragens, localizadas no concelho de Torre de Moncorvo.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Nuvens, céu e sol (Poema da autoria de Abílio Aires)

Nuvens, céu e sol Tudo vive em harmonia
Que lindo o arrebol
Que vemos em fotografia!

Que linda és Vila Flor
Quem sente por ti paixão
Aprecia este sol pôr
Que nos alegra o coração!

Teu coração hospitaleiro
Na barragem do Peneireiro
Tens a sala de visitas

Tens nuvens, céu e sol
Tens o cantar do rouxinol
Tudo em ti são belas vistas!


(Abílio Aires)

Fotofrafias:
1.ª - Avenida Vasco da Gama em Vila Flor
2.ª - Barragem do Peneireiro em Vila Flor

quarta-feira, 25 de maio de 2011

"SONETO", Por Fernando Silva


              Oh terra Santa e afectuosa                           Paisagem amistosa sedutora
             Cuja pulcritude não fenece                       Tão natural e harmoniosa natureza
                És Flor, botão de Rosa                             És a minha Terra encantadora
             És sítio que não se esquece                          És requinte sublime de riqueza


          Cativante pedaço da minha alma                   Detentora do sol mais saboroso
          Que brilha no peneireiro brioso                     Com que delicias meu alento
           Que em tarde de amena calma                        Desse Mundo Maravilhoso

(Autor Fernando Silva)



 Fotografia: Barragem do Peneireiro, em Vila Flor
Click na imagem para aumentar em modo panorâmico

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Lançamento do Livro de Poesia "À Vila das Flores" de Abílio Aires (Vila Flor)


Dia 7 de Maio, pelas 15 horas, o Auditório pequeno do Centro Cultural recebe o Dr.º Fernando Filipe de Almeida para apresentar o Livro: Á Vila das Flores, da autoria de Abílio Aires, com apoio da Câmara Municipal.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Poema ao Rio Sabor

Lembras-me águias-reais
Deslizas tão indolente
Saudades cada vez mais
Deste rio desta gente

No teu espelho de água
Onde me delicio a rigor
Apenas me fica a mágoa
Não te ver mais vezes...Sabor

Em ti deito o meu olhar
E ao descansar no teu leito
Quanto mais me aproximar
Mais tu te colocas a preceito

Cresce em mim a ansiedade

Em ti coloco o meu peito
Este rio de saudade
Lembra-me um amor-perfeito

As tuas águas tão livres
Passam calmas e silenciosas
Ultrapassam pequenos declives
Nas imensidões invernosas

Nas tuas margens verdejantes
Olho tudo em teu redor
E as papoilas saltitantes
Lembram-me o meu amor

Quando te ouço cantar
Penso seres uma sereia
Que vontade de te amar
Que saudade da minha aldeia


Autor: Fernando Silva

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Fotografia: Margem direita do Rio Sabor (do outro lado da Quinta da Laranjeira - 04/2010)

sábado, 22 de janeiro de 2011

Tua...Encanto (Poema de Fernando Silva)


Neste Rio...atractivo,
Ouço o canto das aves
Sempre tão receptivo,
Escuto a serenata aos peixes,
Destruir a tua beleza não deixes.

Neste...jardim de eleição,
Do qual, guardo
Os aromas, a verdade,
Os momentos da...saudade,
Da minha predilecção.

Quantos sabores...encantos,
Esses amores, tais recantos,
Desfrutam de água cristalina aos molhos.
Que deixam na paixão dos meus olhos,
A paisagem, que emerge desse quadro.

Que vai para sempre ficar guardado,
na menina da minha... íris,
Porque deténs o mais belo arco-íris,
Da natureza pura...bela.

Heide colar-me à janela,
Ver-te lá longe do horizonte,
Porque só Tua...és a fonte,
Onde anseio diariamente beber,
Do encanto... do teu ser.

E, sempre que me apetever,
Quero ver-te livre...sem amarras,
Poderes cantar ao som das cigarras,
E eu, te possa ouvir.

Na ternura desta inclinação,
Que ambiciono...contribuir,
Na continuidade desta...paixão.

Poema da autoria de Fernando Silva, retirado do livro "Na Sombra da Ternura"
Fotografia do Rio Tua, que ganhou a votação na minha página do facebook , do album "Rio Tua"

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

"ESTA ESTRADA" (Poema de Fernando Silva)


Estrada que me leva,
Que me arreda, do meu ser,
Que fomenta em mim ansiedade
E usurpa felicidade…
Sem jamais meditar em mim.
Que me afasta de dos meus amores,
Provoca… tantas dores,
Sem saber o que fazer
Do sentimento sentido.
Dessa mágoa que se esconde
Sem me dizer o lugar aonde
Esta estrada me encaminha
Deixa minha alma sozinha
Esta estrada feita do nada
E feita de quase tudo
É a mesma que me traz
Quando de ti estou atrás
E por ti estou ansioso
Que me provoca um nervoso
Um penar de agitação
Que me corta o coração
Quando tenho que partir
Mas tenho o mais merecido
Quando volto, enlouquecido
E pego… a mesma estrada.

(Fernando Silva)


Fotografia: panorâmica de Vila Flor desde o Alto da Caroça

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

"CASTANHEIRO" (Poema de Fernando Silva)



Neste souto serrano
Há um velho castanheiro
Apesar… de tanto ano,
...Tem sido um bom parceiro

Mas a velhice chegou
Sentiu-se injustiçado
Toda a gente… o maltratou,
Melindrou-se de… desprezado

De repente… envelheceu,
Ninguém mais o acarinhou
Esse castanheiro, morreu
Todo o souto por ele chorou

E num dia de pouca sorte
Apesar de anos vividos
Do seu superior… porte
Ressentiu-se dos mexidos

Cortaram, aquele castanheiro
Ficou o souto… mais pobre,
Deixou de ser um parceiro
Essa arvore… tão nobre

Nesse campo há outros agora
Com saudades do castanheiro
Mas naquele lugar já…não mora
Esse tão bom… companheiro

Ficou um lugar…sagrado,
De meditação e altaneiro
Actualmente, neste coutado
Choram o fim do castanheiro

Fernando Silva

.

Este poema foi deixado por Fernando Silva, um Vilaflorence,  na minha página do facebook num comentário à ligação "Castanheiro Centenário em Zedes (Concelho de Carrazeda de Ansiães)", acompanhado com a seguinte mensagem:
"Jorge o prometido é devido, como tal, ofereço este meu poema a ti e a quem gosta de soutos transmontanos. Como sabes e bem documentas nas imagens de uma aldeia fantasma que se chama Gavião, que por certo vais ouvir falar aquando da minha peça de teatro, mas, isso fica para outras oportunidades, também os castanheiros se sentem desprezados por várias índoles, a mais escabrosa “o fogo”. Como amante da natureza repugna-me o facto de ver a decadência da nossa paisagem tão rica. Um abraço."

Obrigado Fernando pelo poema, pelo comentário, por essas palavras cheias de inspiração de um amante da natureza. Um Abraço para ti Também!

Fotografia: Castanheiro centenário na aldeia de Zedes (Concelho de Carrazeda de Ansiães)

domingo, 10 de outubro de 2010

Poema ao Sabor


Lembras-me águias-reais
Deslizas tão... indolente,
...
Saudades cada vez mais
Deste rio desta... gente.

No teu espelho de... água
Onde me delicio a rigor,
Apenas me fica a mágoa
Não te ver mais vezes...Sabor

Em ti, deito o meu olhar
E ao descansar no teu leito,
Quanto mais me aproximar
Mais tu te colocas a preceito.

Cresce em mim a... ansiedade
Em ti... coloco o meu peito,
Este rio de... saudade
Lembra-me um amor-perfeito.

As tuas águas deveriam ser livres
Passam calmas e silenciosas,
Ultrapassam pequenos declives
Nas imensidões... invernosas.

Nas tuas margens... verdejantes
Olho tudo em teu... redor,
E as papoilas... saltitantes
Lembram-me o meu amor.

Quando te ouço cantar
Imagino-te uma sereia
Que vontade... de te amar
Que saudade da minha aldeia

Poema de Fernando Silva

Fotografia: Rio Sabor na Foz do Sabor no concelho de Torre de Moncorvo

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Ave Turquesa do Antigo Sabor


Ave turquesa e de boa ventura
No Sabor do peixe e da contrafacção
Súbita flecha entre as árvores
A morrer na enchente com o sonho
Submerso na esteira do rio-pântano

Guarda-rios fiscal de farda e boné azul
Subornado e pressionado na fronteira
Circulatória dos ventrículos do rio

Retarda um rancor pelos órgãos
e pelas igrejas submersas por
soldados de linhas direitas

Aguarda pela recapitulação das aves
Porque uma barragem é mais uma falha
Da natureza do que um edifício perpétuo
É a infusão do homem pelo cimento
Na sua lenta eutrofização


Poema: Tiago Patrício ( Revista de Poesia Saudad vol. 11)

Fotografia: Rio sabor, junto à Ponte no Concelho de Torre de Moncorvo

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Linha do Tua em Poema

A conferencia de imprensa junto à Estação de Abreiro, começou por ser assinalada com um poema recitado por M.ª dos Anjos Azevedo Carneiro, o qual refere uma mensagem ao Sr. Primeiro Ministro: “Sr. Primeiro Ministro ouça bem o que lhe digo mande p’ra linha do Tua um comboio mesmo antigo”.

Poema

Resolvi ir viajar

E fui seguindo à toa

Fui à cidade do Porto

Depois segui para Lisboa

.

Sr. Primeiro Ministro

Ouça bem o que lhe digo

Mande p’rá linha do Tua

Um comboio mesmo antigo

.

Linha do Tua parada

Isto é o que se vê

Se Mirandela mandasse

Já andava a TGV

.

Linda paisagem do Tua

Que é linda e bela

E que o comboio venha

Do Tua a Mirandela

.

(Vieiro, 2009)

Por : M.ª dos Anjos Azevedo Carneiro