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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Eucísia - Terra das Feiticeiras (A Lenda)

Eucísia encontra-se localizada no Vale da Vilariça e dista 17  quilómetros da sede de concelho (Alfândega da Fé). 
Eucísia é também conhecida como a terra das feiticeiras:
"Reza a lenda que quando a freguesia pertencia ao arcebispado de Braga, havia um padre, do Minho, que costumava visitar a Igreja para verificar se tudo estava bem. Uma noite, após um lauto jantar na casa onde estava hospedado, o padre foi-se deitar. Durante a noite, depois de sentir necessidades fisiológicas, dirigiu-se à cavalariça onde acabou por adormecer e ficar até ao dia seguinte. De manhã, quando o descobriram, o padre desculpou-se dizendo que tinham sido as feiticeiras a levá-lo para tal local. Assim começou a correr a história de que esta freguesia era terra de feiticeiras."

Será que as há!?

Fotografia: Panorâmica da aldeia em dia de nevoeiro.



quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

A Lenda do Convento da Lousa

Uma vez que na última postagem "Ao encontro da Lousa no concelho de Torre de Moncorvo", faço referência ao Convento da Lousa, deixo então aqui a Lenda do Convento da Lousa. 
O Convento da Santíssima Trindade de Lousa, que pertenceu à Congregação dos Trinitários e fora escola de humanidades, foi fundado em 1474, por Santo Antão, natural de Seixo de Ansiães (concelho de Carrazeda) e falecido em Lousa a 15 de Janeiro de 1510 com fama de Santo, tendo sido sepultado na Capela Mor da Igreja do Convento. A origem da construção do Convento anda ligada a uma lenda, narrada pelo Agiólogo Lusitano da seguinte forma: "Frei Antão era filho de ricos e honrados pais, logo nos anos da adolescência se retirou afazer vida solitária nas brenhas vizinhas ao dito lugar (da Lousa), onde para se mortificar usava de vários rigores e penitências a que o céu correspondia com particulares consolações e favores. Entre eles, conta a tradição, que certa noite lhe apareceu um anjo, que da parte de Deus lhe mandou edificasse uma Igreja em honra da Santíssima Trindade no cume daquela montanha. Amanheceu, veio aos moradores do lugar, manifestou lhes a visão, a que eles não deram crédito. Apareceu lhes segunda vez o anjo e lhe disse que tornasse e que se preservassem na dúvida, mandassem vir ante si um enfermo, que no dito lugar estava já no últinao, ao qual, em testemunho desta verdade, e em nome da Santíssima Trindade, daria saúde. Tudo sucedeu pontualmente, porque o enfermo se levantou tão rijo e valente como se não houvera tido enfermidade alguma. Espantados os moradores de tal manifesto milagre, obedecendo ao divino oráculo, deram crédito ao que o santo mancebo dizia e logo levantam a Igreja, que em breve se acabou. Outra vez lhe voltou a aparecer o anjo e dadas as graças de estar há a Igreja acabada e perfeita, lhe disse que levasse a ela frades da Santíssima Trindade, pois era da própria invocação. Obedeceu, veio ao mosteiro de Santarém da mesma ordem, contou o sucedido, assentiram os religiosos e assinaram alguns, que levou consigo para a nova fundação. Ele também se recolheu em sua companhia, tomando o hábito, em cujo religioso estado floresceu em tanta santidade, ilustrada com maravilhas, que toda aquela comarca o venera depois de morto como um Santo, gloriando se de que foi seu compatriota e natural. Cujos ossos no ano de 1633 foram achados mui alvos e cheirosos em abono da sua virtude ".

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Gavião e a lenda (Concelho de Vila Flor)

Já aqui falei da aldeia do Gavião, abandonada à mais de 50 anos, mas num comentário à postagem: "Ao encontro da aldeia abandonada do Gavião", perguntavam-me se sabia as razões do abandono desta aldeia.
Fica aqui então uma pequena explicação para tal facto, bem como a lenda do Gavião. A aldeia abandonada do Gavião, é agora um local em ruínas visitado por quem lá deixou as suas raízes e por aqueles que tem curiosidade em conhecer o local. 
Algumas pessoas que viveram naquele lugar, ainda se encontram em Seixo de Manhoses, para onde se deslocaram as famílias que desistiram de viver no gavião. Dizem que ali não havia condições para viverem, não tinham água nem electrecidade, eram tempos de muita fome, sem terem grande coisa para comer, tendo então alguns ido viver para o Seixo de manhoses, enquanto outros emigraram para o estrangeiro.

Deste lugar ficaram as ruínas e a lenda de que no Gavião havia 13 moradores e 14 loucos, porque um lavrador tinha um burro e diziam que até o animal era doido.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

A Lenda da "Ponte do Diabo"

Num dos comentários à mensagem “ Linha do Tua (Abreiro - Cachão)", fala-se na Ponte do Diabo. Já tinha colocado uma fotografia da mesma num dos postais postados na mensagem “Linha do Tua (Codeçais-Abreiro-Codeçais". Para quem não sabe nada da "Ponte do Diabo", aqui fica uma pequena explicação:

Quem se desloca pela Linha do Tua, de Abreiro em direcção ao Cachão, a seguir à Estação de Abreiro avista as ruínas da antiga ponte. Diz-se que de construção, era muito bela e ficava situada num abismo. Mas, a grande cheia de 1909, devido à grande quantidade de árvores que as águas do Rio Tua traziam, fizeram-na ruir e, nunca mais foi reconstruída.”Diz a Lenda que a Ponte foi construída de noite pelo Diabo, que prometeu também fazer uma Estrada da Ponte à Povoação, a troco da alma que uma Moça lhe entregaria para mais comodamente passar o Rio, a fim de ir buscar água a uma Fonte, sita na margem esquerda. Segundo as cláusulas do contrato, o Diabo daria a Ponte construída numa só noite, antes de cantar o Galo. Quando mais afanosa trabalhava uma Legião de Demónios, carreando, aparelhando e assentando pedras, cantou o Galo.
Que Galo é?
Perguntou o Rei das Trevas infernais.
Galo Branco, responderam-lhe.
Ande o canto! Ordenou ele. A breve espaço novo Có-Cró-Có se ouviu. Que Galo é? Tornou o mesmo.
Galo Preto.
Pico quedo!!! Vociferou ele. Falta apenas uma pedra por assentar nas guardas da Ponte e assim ficou, pois, por mais vezes que os Homens a tenham lá colocado, aparece derrubada no Rio na noite seguinte".

A nova Ponte sobre o Rio Tua, que agora existe, foi inaugurada em 11 de Setembro de 1941. É de uma altura estrondosa, donde se pode ver a Estação de Abreiro e a bela paisagem do Rio Tua.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

São Martinho

A Lenda de São Martinho: Diz a lenda que quando um cavaleiro romano, viu um velho mendigo cheio de fome e frio, estando quase nu. O dia estava chuvoso e frio, e o velho mendigo estava encharcado. O cavaleiro, chamado Martinho, era bondoso e gostava de ajudar as pessoas mais pobres. Então, ao ver aquele mendigo, ficou cheio de pena e cortou a sua grossa capa ao meio, com a espada dando metade da capa ao mendigo e partiu. Passado algum tempo a chuva parou e apareceu no céu um lindo Sol.

No dia de São Martinho a 11 de Novembro, fazem-se os magustos, tradição que remota de há muitos anos, fogueiras ao ar livre, reunindo-se familiares e amigos em quanto as castanhas estalam na fogeira. Comem-se castanhas assadas acompanhadas de vinho novo, jeropiga ou água-pé, já o velho ditado assim diz: "No dia de São Martinho, vai à adega e prova o vinho. No Nordeste Transmontano não se esquece esta tradição, o que não poderia deixar de ser, uma vez que é predominante o cultivo de castanha.

Alguns dos Provérbios do São Martinho:

- No dia de S. Martinho vai à adega e prova o teu vinho.

- Mais vale um castanheiro do que um saco com dinheiro.

- Dia de S. Martinho fura o teu pipinho.

- Pelo S. Martinho mata o teu porquinho e semeia o teu cebolinho.

- Se queres pasmar teu vizinho lavra, sacha e esterca pelo S. Martinho.

- Dia de S. Martinho, lume, castanhas e vinho.

- Pelo S. Martinho, prova o teu vinho, ao cabo de um ano já não te faz dano.

- Pelo S. Martinho mata o teu porco e bebe o teu vinho.