Quem vai a Urros - concelho de Torre de Moncorvo, não pode deixar de visitar Nossa Senhora do Castelo. Para além do aspecto religioso, o lugar da Senhora do Castelo é também um Miradouro Natural, com vista para o Rio Douro e para a Serra da Marofa.
Ali, já foram feitas duas prospecções arqueológicas, onde foram encontrados materiais da época pré-romana, vestígios de castro fortificado e ocupação desde o período do calcolítico até à época medieval.
No mês de Outubro de 2010, na companhia do Sr.º Pe. Leite, subi ao cimo do Cabeço de Santa Marinha, localizado a poente da aldeia de Sampaio. O cabeço com uns 450 metros de altitude, é visível por todo o Vale da Vilariça, desde a Burga, onde começa o vale, até à Foz do Sabor, onde termina.
Na encosta virada para Sampaio, não parece ter uma grande inclinação, sendo suave, toda ela revestida por pinheiros, enquanto do lado virado para a Junqueira, predomina mais o sobreiro e esteva, noutro dos lados virado para a Quinta de Castelares e o Nabo, a vegetação é mais rasteira, havendo algum cultivo das terras até bem próximo do cabeço, mas é desse lado, que o declive é maior, composto por enormes rochas, penedos, voltadas para a Foz do Sabor, sendo por vezes sobrevoados por algumas aves rapinas, que bem me lembro de as ver sobrevoar esses rochedos, ainda no meu tempo de juventude, uma vez que morava numa quinta junto ao cabeço.Noutra lado virado para a Quinta do Calhau, a inclinação é mais suave, havendo até bem próximo do cabeço, uma vasta floresta de eucaliptos.
Bom, foi por um caminho por entre essa floresta de eucaliptos, que subimos ao cimo do monte. Ao cimo da floresta dos eucaliptos deixamos o caminho e seguimos pelo monte, por entre zimbros e estevas, trepando algumas pedras. Falando em pedras chegamos a um determinado local onde encontramos um amontoado/aglomerado de Pedras, seriam vestígios do então falado fortificado castrejo que ali terá existido, Castro de "Santa Marinha" (504 - XXXV Grande Enciclopédia de Portugês e Brasileiro)?!Ficou a dúvida.
Depois de subirmos mais um pouco por entre fragas, chegamos finalmente ao cimo do monte, onde há um planalto com mais ou menos meio quilometro de cumprimento e uns 80 metros de largura. Toda essa área é plana, composta por arbustos rasteiros (giestas de flor branca,estevas, urze, entre outras espécies) e por outros arbustos de maior porte (pinheiro, carrasco, sobreiro e zimbro), também ao longo do planalto encontram-se alguns aglomerados de fragas/rochas, algumas de cor amarela. Ao começarmos a percorrer o planalto deparamos, num espaço com aveia, pois alguém a teria ali semeado, talvez para os coelhos. Depois de percorrermos alguns metros, deparamos com o Marco Geodésico (que por sinal foi construído com a ajudo do meu bisavô). Ao chegarmos perto deste, vi-mos que não éramos os únicos naquele local, pois um casal com um filho, ele natural de Sampaio, também tinham nesse dia decidido subir ao cimo do monte.
Foi então a partir dai que tivemos companhia no resto do percurso pelo longo planalto. Este casal tinha procurado a antiga capela, agora em ruínas, mas sem sucesso, mas eu como já conhecia o local, soube logo identifica-la, alias fica localizada, quase onde acaba o planalto na vertente virada para a Junqueira.
Chegamos por fim junto às ruínas da capela da Santa Marinha, ai compreendi a razão por que esse casal, não tinha dado com ela, pois as paredes, encontravam-se praticamente todas roídas e também um ramo de um sobreiro caído em cima delas, por isso a não terem visto.
De paredes bastante largas, feitas de pedra (xisto) e barro, mas na entrada encontra-se o granito, onde assentava a porta. Entramos então no seu interior e vimos que a capela não era assim tão desconhecida, pois nas paredes existem algumas inscrições recentes, também ali se encontrava uma vela, num buraco feito numa das paredes. O chão agora em terra, encontrando-se alguma amontoada, parece ter havido ali escavações, pois ouvi dizer na aldeia, que houve quem sonha-se que havia ali riqueza e fosse lá escavar no intuito de encontrar alguma coisa.
Antes da capela ser deitada ao abandono, encontrava-se no interior desta, a imagem de Santa Marinha, estando agora na igreja matriz em Sampaio, razão pela qual o cabeço ter o nome de Santa Marinha.
Continua... Toda a descrição e fotografias, desta Subida ao Cabeço de Santa Marinha, no meu outro blogue dedicado à aldeia de Sampaio, em: Subida ao Cabeço de Santa Marinha
No dia 12 de Fevereiro, fiz um passeio fotográfico por algumas aldeias do concelho de Torre de Moncorvo, sendo uma delas a aldeia de Urros. Depois de fazer algumas fotografias no interior da aldeia, desloquei-me à ermida de Santo Apolinário, partindo de seguida para a Senhora do Castelo, também conhecida por Nossa Senhora dos Prazeres, cuja romaria decorre na Pascoela. Para chegar ao alto do monte, onde se encontra a capelinha da Senhora do Castelo, subi o caminho, em terra batida, por entre amendoeiras e vinhas, o que não é muito apropriado para um carro ligeiro, mas devagar e com cuidado lá subi, parando mesmo junto à capela. A capela não é muito grande, mas é de um design interessante. Esta tem uma cruz junto ao telhado e uma outra por cima da porta, nas paredes laterais encontram-se duas pequenas janelas, mas não é possível ver-se o interior da mesma.
Mas para além do aspecto religioso, o lugar da Senhora do Castelo é também um Miradouro Natural, com vista para o Rio Douro e para a Serra da Marofa. Ali, já foram feitas duas prospecções arqueológicas, onde foram encontrados materiais da época pré-romana, vestígios de castro fortificado e ocupação desde o período do calcolítico até à época medieval.
De facto é um lugar maravilhoso, onde se pode respirar fundo, aliviando o stress do dia a dia, espalhando a vista ao encontro do Rio Douro, de serras e montes, o que não é de estranhar, pois aqui, é Trás-Os-Montes.
Numa próxima postagem falarei deste passeio fotográfico e das aldeias por onde passei nesse dia, inclusive a aldeia de Urros.
Depois da Caminhada - St.º André das Arribas, retratada aqui no blogue já há algum tempo, no regresso, ao subir de Barca d'Alva para Freixo de Espada à Cinta , não conseguimos ficar indiferentes ao enorme rochedo que se vê do lado esquerdo, estou-me a referir ao Penedo Durão.
Foi então que decidimos virar no cruzamento antes de chegar a Freixo com direcção a Ligares até à estrada que segue para Poiares, depois de subir, no alto de Poiares ao pé dum Cruzeiro, chegamos ao cruzamento donde parte uma estrada em direcção ao alto do Penedo Durão. Ao chegarmos lá ficamos fascinados com o que conseguíamos ver dali.
O Miradouro do Penedo Durão, fica então situado a cerca de 2km da vila de Freixo de Espada à Cinta, perto de Poiares, situado na margem direita do Rio Douro, devido a ser bastante alto e com bastante declive, com mais de 700 m de altitude, oferecendo uma visão panorâmica deslumbrante sobre a barragem de Saucelle no Rio Douro e sobre a foz do rio espanhol Huebra, avistando-se a vastidão planáltica de Salamanca e Zamora, sendo também um local ideal para se observarem aves, sendo o caso do grifo ou abutre e o abutre do Egipto, símbolo do Parque Nacional do Douro Internacional. Mas estas aves voam muito alto, o que é aconselhável o uso de binóculos para as observar.
O Miradouro, é composto por parque de estacionamento, parque de merendas com mesas e parque para as crianças, é constituído por vários terraços ligados por escadas, até chegar aquele donde se consegue ter uma visão mais profunda sobre toda a vasta zona rochosa quer do lado português, quer do lado espanhol , bem como sobre o Rio Douro.
Ali existe também uma imagem de Nossa Senhora (Nossa Senhora do Douro) colocada ali no ano de 2002. A toda a volta existe um varandim para segurança dos visitantes, mas que requer sempre algum cuidado.
Este local é visitado por muita gente, quer por portugueses, quer mesmo por espanhóis. Falando em espanhóis, havia bastantes que tinham vindo a Portugal em visita, não deixando de subir a este miradouro.
Tendo conversado com alguns deles, mostrando-se interessados pelas fotografias que me viram fazer, onde lhes falei do blogue, dizendo-lhes que ai podiam ver estas fotografias e outras do nosso Nordeste Transmontano.
Depois de uns dedos de conversa despedi-me deles e logo de seguida segui para o carro, deixando assim este lugar para regressarmos a Freixo, onde ficariam os nossos amigos, enquanto eu e minha esposa regressamos a Vila Flor, depois de um dia cheio de aventuras.
Quem sobe à Santa Leocádia, consegue ter uma visão aérea sobre a vila de Torre de Moncorvo, como se pode verificar nas imagens.
Ali existe uma capela com as imagens de S. Bento, com um livro na mão e um báculo de Abade e um corvo aos pés, Stª Escolástica (irmã de S. Bento) e Santa Leocádia.
Ao lado da capela tem um rochedo onde está fixada uma cruz, a qual se avista desde a vila e à volta do miradouro existe uma grade servindo de segurança para quem queira apreciar e ter uma visão geral da vila.
Quem ali subir, além da vista magnífica da vila, também tem o prazer de respirar o ar puro dos pinheiros da serra e apreciar toda a fauna e flora envolvente, principalmente agora nesta altura do ano, podendo encontrar plantas e arbustos floridos, embelezando e perfumando do ambiente.
Acessos: Seguir a antiga estrada Moncorvo - Pocinho e virar no cruzamento para a Açoreira e depois à esquerda, agora por estrada asfaltada até à Santa Leocádia.