domingo, 10 de outubro de 2010

Poema ao Sabor


Lembras-me águias-reais
Deslizas tão... indolente,
...
Saudades cada vez mais
Deste rio desta... gente.

No teu espelho de... água
Onde me delicio a rigor,
Apenas me fica a mágoa
Não te ver mais vezes...Sabor

Em ti, deito o meu olhar
E ao descansar no teu leito,
Quanto mais me aproximar
Mais tu te colocas a preceito.

Cresce em mim a... ansiedade
Em ti... coloco o meu peito,
Este rio de... saudade
Lembra-me um amor-perfeito.

As tuas águas deveriam ser livres
Passam calmas e silenciosas,
Ultrapassam pequenos declives
Nas imensidões... invernosas.

Nas tuas margens... verdejantes
Olho tudo em teu... redor,
E as papoilas... saltitantes
Lembram-me o meu amor.

Quando te ouço cantar
Imagino-te uma sereia
Que vontade... de te amar
Que saudade da minha aldeia

Poema de Fernando Silva

Fotografia: Rio Sabor na Foz do Sabor no concelho de Torre de Moncorvo

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