Mostrar mensagens com a etiqueta Adeganha. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Adeganha. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Adeganha - Festas 2012 - Recreação de segada e malhada tradicional

A freguesia da Adeganha no concelho de Torre de Moncorvo, no dia 14 de julho de 2012, irá recrear as segadas e malhadas tradicionais, não faltando animação e diversão. 

Visite Adeganha e reviva o tempo das segadas e malhadas. 

Nota: Para visualizar o programa em tamanho maior, clique com o botão direito do rato em “Abrir Hiperligação”.

sábado, 30 de julho de 2011

Fragada de Estevais (Casa do Padre e Ninho do Corvo)

Ao longo da fragada de Estevais (freguesia  da Adeganha - concelho de Torre de Moncorvo), com vista para o vasto Vale da Vilariça, são muitas as fragas, que ali se encontram de formas diversas, sendo muitas delas conhecidas por um nome, ao qual têm uma lenda associada.
Além de muitas fragas ali existentes, esta postagem refere-se apenas a duas: a fraga do "Ninho do Corvo" e a fraga conhecida como a "Casa do Padre".
Estas duas fragas, encontram-se no meio do fragaredo, um pouco mais abaixo do Miradouro de S. Gregório. Apesar de se encontrarem, no meio do fragaredo e algum monte, não são difíceis de encontrar, devido à sua altura e configuração, estando as duas lado a lado.
A fraga do "Ninho do Corvo", de grande porte e altura, requer alguma agilidade para se subir ao cimo dela. Consoante se vai subindo, começa-se a avistar grande parte do Vale da Vilariça
No cimo desta fraga, há ainda destaque para outras pequenas fragas, que parecem esculturas naturais. Já no topo da mesma, existem umas aberturas, conhecidas por "razão" e "raza", estando também associada a estes nomes, uma lenda.

A outra fraga conhecida por "Casa do Padre", também ela de uma altura considerada, tem no topo, uma outra, com uma abertura virada para o Vale da Vilariça, sendo esta fraga a origem do nome, por ser toda ela oca por dentro, com abertura.
Do interior dessa fraga e através da tal abertura, consegue-se ver grande parte do vasto Vale da Vilariça, destacando-se, o verde das vinhas, as Quintas e algumas aldeias.

Próximo destas, duas fragas, cheias de beleza, encanto e lendárias, existe uma outra conhecida, como a "Fraga da Cobra", estando gravada nesta a figura de uma serpente, à qual também está associada uma lenda. A mostrar numa próxima postagem.
.
Apenas deixo aqui uma referência: Estas fragas, e suas lendas, estam retratadas num dos livros de Literatura Infantil, de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada  "Uma Aventura nas Férias de Natal" , onde à fraga do "Ninho do Corvo", chamam fraga do "Ninho das Águias".  Um livro muito interessante, que merece ser lido, onde se fala de toda a fragada, suas lendas e história.

Algumas dessa lendas, também serão publicadas aqui no blogue.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Fraga do Sobreiro ou "Cogumelo" - Estevais (concelho de Torre de Moncorvo)

Esta fraga, é mais um exemplo de uma verdadeira escultura natural. Encontra-se   no termo da aldeia de Estevais, no concelho de Torre de Moncorvo.
É conhecida por "fraga do sobreiro ou cogumelo". Fraga do sobreiro, talvez por ter um sobreiro ao lado, agora "cogumelo", por ter a forma de um cogumelo gigante, neste caso em granito.
Esta é apenas uma das muitas maravilhas/esculturas naturais, que se podem encontrar nesta região.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Giesta Piorneira (Genista florida L. ssp. polygaliphylla)

Algumas zonas do Vale da Vilariça, são dominadas por dois tipos de giesta: Giesta Branca (Cytisus multiflorus) e a Giesta Piorneira (Genista florida L. ssp. polygaliphylla).
Enquanto a primeira, é mais rasteira, está última é maior no tamanho, podendo atingir 4 a 5 metros de altura.
Quanto a floração, apresenta-se com uma flor amarela pequena e inicia-se depois da terminar a da giesta branca, durante os meses de Maio e Junho.
.
Fotografias: Fragada de Estevais - Adeganha (concelho de Torre de Moncorvo)

quinta-feira, 31 de março de 2011

Fragada de Estevais/Adeganha

Quem passa na EN 102, bem no Vale da Vilariça, fica deslumbrado, com estas imagens que a fragada de Estevais/Adeganha, proporcionam, agora revestida de verde dos carrascos e dos zimbros e o branco das giestas.
Como é lindo o Nordeste Transmontano!

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Cardo em flor

Esta imagem do cardo em flor, foi conseguida junto à Ponte da Junqueira no concelho de Torre de Moncorvo, aquando de uma visita a esta ponte no dia 2 de Junho.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Ponte da Junqueira

Já algum tempo durante as minhas viagens de ida e volta a Torre de Moncorvo, me surgiu a ideia de parar e fotografar a velha Ponte da Junqueira sobre a Ribeira da Vilariça.
Quem passa sobre a ponte nova, que liga o Concelho de Vila Flor ao Concelho de Torre de Moncorvo, pode ver a antiga ponte. Ponte esta destruída por uma cheia a 17 de Junho do ano de 1955.
Foi então no dia 2 de Junho, que decidi parar e dirigir-me até à ponte. O carro pôde ir mesmo junto desta, ficando à sombra dos ciprestes que ali existem, enquanto eu explorava aquela antiguidade.
No início da ponte mantém-se o piso de alcatrão, seguindo-se depois a estrutura em ferro que aguentava o tabuleiro, agora inexistente.
Depois de fotografar a parte superior da ponte, desci até a ribeira, que ainda leva alguma água, mas não com a abundância como alguns meses atrás.
Dali debaixo, observei a ponte e a fotografei, podendo ver alguns pormenores da sua construção. Constatei então, que a parte do tabuleiro agora inexistente era aguentada por uma estrutura em ferro, cuja plataforma era sustentada por dois arcos de cantaria, ainda existentes.
Para enfrentarem a força da corrente foi reforçada por contrafortes nos pegões, por talha-mare e talhantes triangulares. Duas plataformas destinadas aos peões, assentam numa sucessão regular de cachorros.
Depois deixei a ponte e dirigi-me um pouco mais abaixo, ao longo da ribeira fazendo algumas fotografias da mesma, como se pode ver na postagem anterior (Ribeira da Vilariça).

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Ribeira da Vilariça

Estas imagens da Ribeira da Vilariça, foram captadas, junto à antiga ponte da Junqueira, onde o verde da vegetação, dos choupos e o branco da flor do embude prevalece.

A água que corre na ribeira, já não é em grande quantidade, como se pôde ver neste último Inverno, mas ainda core alguma, mas o mais provável é que chegue mesmo a secar, devido ao calor que se tem feito sentir e que ainda esta para vir durante a estação mais quente do ano, que é o Verão

Como referi anteriormente, ao longo da ribeira, prevalece o branco da flor do embude (Oenanthe crocata). Esta planta de folhas recortadas, semelhantes às da salsa, e de flor branca na Primavera, as suas raízes contêm compostos tóxicos extremamente activos que provocam vómitos, diarreia e convulsões tetânicas, podendo causar a morte.

É sempre agradável fazer um passeio ao longo da Ribeira da Vilariça, apreciando a paisagem e aliviar o stress do dia a dia, ouvindo o cantar dos pássaros.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Igreja Matriz da Adeganha

Como referi na postagem Ao encontro do Santuário de Nossa Senhora do Castelo, não tive tempo para visitar a Adeganha, mas como no dia 22 de Maio, voltei ao Santuário Nossa Senhora do Castelo, desta vez, não podia deixar de visitar esta aldeia, mais propriamente a sua Igreja Matriz. Adeganha fica situada no cimo de um enorme morro altaneiro, nos confins da Serra de Bornes, que se ergue a grande altura sobre a vasta extensão do Vale da Vilariça. É uma freguesia do concelho de Torre de Moncorvo, donde dista cerca de 18Km, freguesia esta composta por: Adeganha, Estevais, Póvoa, Junqueira e Nozelos.

Um dos monumentos marcantes da adeganha, é a sua Igreja Matriz, Igreja de Santiago Maior. Foi edificada no século XII, sendo um templo com vários estilos conjuntos: religioso, românico, gótico, maneirista e barroco. Em 1944 foi considerada monumento nacional.

É composta por uma só nave, com capela mor mais estreita e baixa e sacristia no lado esquerdo. A fachada principal é composta por um arco apontado, existindo por cima deste uma cruz esculpida, do lado esquerdo existe um relevo que representa três mulheres e que segundo a tradição popular representa o parto. Nas paredes vêem-se pedras embutidas com figuras esculpidas em meio relevo, figuras grotescas de homens com orelhas ou focinhos de animais, lobos ou raposas.Na parte lateral do poente avulta a figura de um frade esculpida em baixo relevo. De cada lado abrem-se nas paredes sepulturas.

Como estava fechada não pude visitar o seu interior, mas por aquilo que pesquisei vim a saber que o interior conserva um conjunto ímpar de pinturas murais, possivelmente sobreposições de pinturas de épocas distintas, o que dificulta a sua leitura, algumas delas parecem ser medievais, outras renascentistas, mas só um estudo por especialistas o pode confirmar.

Esta visita à Adeganha, permitiu-me admirar a beleza desta Igreja, mas a Adeganha tem muito mais para visitar e explorar, que ficará para uma próximo visita.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Mais uma visita à Sr.ª do Castelo

No dia 22 de Maio, voltei a fazer mais uma visita à Nossa Senhora do Castelo. Já no dia 14 de Março deste ano, tinha subido ao Santuário.

Desta vez, deparei com uma paisagem diferente, em que o amarelo, o roxo e o branco são predominantes. Ao longo do caminho deparei com várias flores campestres, entre as quais os lirios roxos e já junto do Santuário vi algumas açucenas, já quase a flurir.

Falar em açucenas, é já no próximo fim de semana (Sabádo), que se vai realizar a Festa das açucenas. Pois conta a Lenda: "Há já muitos, muitos anos, vinha para aqui guardar o rebanho uma pastorinha das redondezas. Logo que chegava, entrava na capela e rezava à Senhora do Castelo. Dava dó, a capela! Já chovia no altar. E as raposas acoitavam-se ali de noite. Um dia Nossa Senhora sorriu-lhe. Ficou a pastorinha muito assustada! Mas logo a Mãe de Deus a sossegou: "não tenhas medo, minha filha. Gosto muito das tuas visitas. E quero pedir-te um favor. Diz ás pessoas do Vale e da Fragada que venham rezar aqui e que me componham a capela". Perguntou a pastorinha como acreditariam nela. Mas logo a Senhora a sossegou prometendo um sinal.

Sr.ª Castelo (5)

Foi-se logo ela dali. E aonde não foi, mandou. No domingo seguinte muita gente veio cantar e rezar à Senhora do Castelo. Até o Sr. Padre. Com a estola e água benta, não fosse o Demónio tecê-las. Lamentavam todo o estado de abandono em que se encontrava a capela. E logo fizeram o peditório para a compor quanto antes. De repente gritou a pastorinha: "Olhem para o monte de São João". Todos olharam. Até as ovelhas! Foi tão grande o clamor, que ainda hoje, em certas alturas, ela ecoa pela Fragada fora. O monte de São João estava todo cobertinho de açucenas! E desde então, até ao dia de hoje, sempre ali floresceram em Maio..."

Sr.ª Castelo (2)

Depois de estar no Santuário, subi ao cimo do monte, junto da Capela de São João, chamado pelo povo de São Joãozinho, onde pude apreciar o vasto vale da vilariça, como mostram as imagens seguintes:


É esta a paisagem que se pode apreciar do miradouro da Capela de São João, onde olhamos o vasto vale até a vista se perder no horizonte.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Ao encontro do Santuário de Nossa Senhora do Castelo

No dia 14 de Março, eu e a família, saímos de Vila Flor para um passeio ao Santuário de Nossa Senhora do Castelo, pertencente à freguesia da Adeganha no Concelho de Torre de Moncorvo.

Ao chegar ao cruzamento da Portela, viramos há esquerda apanhando a EM 611 em direcção à Adeganha, estrada esta cheia de curvas e sempre a subir até aos Estevais, mas com uma vista magnífica, donde fiz algumas panorâmicas.

Depois de subir ao longo de várias curvas, chega-mos a Estevais. A primeira paragem que fizemos em Estevais foi nuns lameiros juntos à estrada para tirar umas fotos a dois burricos que ali pastavam. Em Estevais, encontramo-nos com umas pessoas amigas e foi altura de conhecer um pouco da aldeia, com destaque para a Igreja Matriz e para a Capela no centro da aldeia, bem como algumas casas mais antigas.

De seguida entramos no carro e seguimos em direcção à Póvoa, uma das aldeias do concelho de Torre de Moncorvo, esquecidas no tempo. Actualmente esta aldeia tem algum movimento por ali se localizar o estaleiro da Barragem do Sabor. Esta aldeia com aproximadamente 10 habitantes, não tem saneamento básico, não tem uma rede de água a funcionar na perfeição e as ruas encontram-se em terra batida cheias de buracos. Quem sabe se a construção da Barragem apesar de por fim ao último rio selvagem da Europa, não trará benefícios para esta aldeia esquecida no tempo.

A seguir deslocamo-nos para a Cardanha, onde a primeira paragem foi junto ao Senhor da Pedra, nicho este com gradeamento e portas em vidro com uma imagem em pedra de Cristo crucificado. Logo do outra lado da rua existe a Capela de Nosso Senhor dos Aflitos e mais há frente a Capela de S. Sebastião. A seguir visitamos a Igreja Matriz, admirando os seus interiores de tons vermelhos contrastando com o dourado.

Como já estava a ficar tarde eram horas de partir para o Santoário Nossa Senhora do Castelo, seguindo a estrada para a Adeganha. Ao chegar à Adeganha a vontade de visitar a aldeia era muita, mas se ali parássemos pouco tempo teríamos para visitar o Santuário, pois o caminho dali até ao Santuário não é muito propicio para um carro ligeiro, limitando-me apenas a fazer uma panorâmica da aldeia.

Sendo assim viramos há esquerda para o caminho em terra que nos levaria até ao Santuário, fazendo ainda algumas paragens para uma ou outra fotografia da natureza, mas sempre com precaução devido ao mau estado do caminho.

Chegamos ao Santuário, eram já 18:00 horas. O Santuário, localiza-se no cimo de uma fragada, donde se avista o extenso Vale da Vilariça.
Aqui fazem uma romaria à Senhora do Castelo, no último fim-de-semana de Agosto, sendo visitado por muitos emigrantes.

O Santuário é composto por duas capelas principais: a de São João Baptista e a da Senhora do Castelo, também por outras duas capelinhas, a de Nossa senhora de Fátima e a de Santa Filomena. Existe ainda um coreto e a casa das promessas, sendo feito recentemente um palco, a casa das bebidas e um recinto para bailes. É um lugar profundamente agreste, de rochas, carvalhas, zimbros e carrascos, cheio de lendas (a das açucenas que não murcham e a do soldado que vem da guerra) e de ruínas arqueológicas, pois diz-se que ali, existiu uma antiga fortaleza.

Ao subir à capela de S. João Baptista bem no cume da fragada pôde-se ver o vasto Vale da Vilariça, com o sol a pôr-se por traz da Lousa. Ali estivemos a apreciar a magnífica paisagem até ao por do sol, regressando já com a noite a cair.
Assim terminou um passeio com vontade de repetir, mas com mais tempo e sozinho, permitindo-me explorar estas e outras maravilhas.