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terça-feira, 26 de julho de 2011

Cortiços - Solar da família Charula

O nome Cortiços, tem a ver com os cortiços usados no fabrico do linho e com uma velhíssima feira que aqui se realizava, provavelmente relacionada com esta mesma indústria. A freguesia dos Cortiços foi sede de concelho até à sua extinção em 1853. Em 1755 aparece agregada à comarca de Moncorvo, em 1839 à de Bragança, em 1852 à de Chacim e a partir de 1853 é anexada ao concelho de Macedo de Cavaleiros e actualmente, tem como anexa a aldeia de Cernadela.
Os Cortiços têm um grande património histórico, sendo o caso da Igreja Matriz, o Solar da famíla Charula, a Capela de Santo António, ligada ao  a este Solar e conservada por esta familia, o Solar dos Pessanhas, o Solar dos Sá Mirandas (Sarmento) e o dos Lemos Costa (Charula). Para além deste património, ainda conta com o antigo edifício, da Câmara Municipal, do Registo Civil e várias casas em granito na rua principal, com as suas varandas e alpendres, algumas de aparência medieval e quinhentista.



























As imagens referem-se ao Solar da família Charula, havendo destaque para  o brasão ao cimo da entrada principal do Solar e o punho da porta.

Numa próxima postagem, farei referência a outro património, desta aldeia, pertencente ao concelho de Macedo de Cavaleiros, que noutros tempos, também já foi sede de concelho.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Brasão em Carrazeda de Ansiães

No dia 28 de Julho, num passeio, por Carrazeda de Ansiães, passei pela “ Praça 6 de Abril " onde se encontra a Fonte das Sereias, o Pelourinho com escudo nacional Joanino, erguido no século XVIII e a actual Biblioteca Municipal, antigo edifício dos Paços do Concelho e antiga Cadeia que data de 1736-1737. Mas a principal razão desta postagem é a imagem do Brasão que se encontra neste edifício, que me chamou logo a atenção, não fosse eu um admirador destas obras, onde o escudo é o elemento fundamental.
Um brasão de armas ou, somente, brasão, é um desenho especificamente criado, obedecendo às leis da heráldica, com a intuito de identificar indivíduos, famílias, clãs, corporações, cidades, regiões e nações. O único elemento obrigatório de um brasão de armas é o seu escudo, podendo-lhe ser acrescentados certos elementos exteriores,  como é o caso dos suportes e dos tenentes, colocados em certos brasões apenas como decoração. Havendo várias formas, o escudo deste brasão é um escudo clássico, ogival ou lanceolado uma vez que tem a ponta inferior em forma de lança ou ogiva, sendo um dos mais antigos formatos de escudo.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Casa de Selores

A denominada Casa de Selores é a antiga residência solarenga da família Morais, um edifício de estilo clássico-barroco, datado do século XVIII, fronteiro à estrada de Selores para Carrazeda de Ansiães. A fachada divide-se em três corpos distintos: a capela do lado direito, a residência ao centro e uma varanda alpendrada do lado esquerdo.

A capela, terminada em empena, tem uma porta de vão rectangular, sobrepujada por duas urnas adossadas, ladeando o brasão, que é rematado por um frontão curvo.A casa tem no primeiro registo a porta principal, com um arco ligeiramente abatido, encimada pelo brasão da família. Esta porta é ladeada por dois janelões gradeados. No segundo registo surgem de maneira uniforme seis janelas, dispostas simetricamente, com moldura e avental decorados.

À esquerda, temos o corpo com a varanda alpendrada, assente sobre um alto embasamento. Ao meio da varanda situa-se o brasão e, de cada lado, cinco colunas salomónicas. A cornija apresenta é decorada com dentículos. No topo da varanda uma porta conduz directamente à escada. Acesso: EN 632, na aldeia do mesmo nome da casa.
Protecção: Imóvel de Interesse Público, Dec. nº 129/77, DR 226 de 29 Setembro 1977.

Fonte do texto: Carlos Pinheiro © 2000 em: http://www.bragancanet.pt/patrimonio/selores.htm