sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Sampaio foi capa do Jornal Terra Quente no ano 2000

A aldeia de Sampaio, no concelho de Vila Flor, foi capa no Jornal Terra Quente em 1 de Fevereiro de 2000. Como possuía este jornal em casa, guardado desde a altura da sua edição, achei por bem colocar aqui no blogue, para todos os Sampaienses e não só, terem conhecimento desta publicação, recordarem e verem que a sua terra, aliás, nossa terra,  não está esquecida. 
O Jornal, além de referenciar vários aspectos da história e património da aldeia, faz referência à Anta da Senhora da Rosa e a Capela da Senhora da Rosa, de facto dois marcos históricos da aldeia a não deixar de visitar.
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Todas estas maravilhas de que o jornal referencia, bem como imagens de determinados lugares a que faz referência, poderão ser vistas aqui no blogue "O Cantinho do Jorge - À procura do Nordeste Transmontano", na etiqueta SAMPAIO ou então no meu outro blogue dedicado exclusivamte à aldeia de Sampaio, clicando no seguinte link: http://aprocuradesampaio.blogspot.com/, ou ainda no símbolo da aldeia de Sampaio que se encontra na barra lateral deste blogue que dá ligação ao blogue de Sampaio.

Por que não uma visita à aldeia de Sampaio!?

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Vinhais - Grande Corrida de Touros à Portuguesa (12 de Fevereiro de 2011)

Inserido no programa da XXXI Feira do Fumeiro a decorrer de 10 a 13 de Fevereiro, Vinhais vai ter a 1.ª Grande Corrida de Toiros, numa praça inicialmente pensada para ser um "chegódromo" - um espaço para as tradicionais chegas de bois.
A corrida terá lugar no dia 12 de Fevereiro, na praça de touros de Vinhais, a ser inaugurada durante a feira, onde se irá realizar, no dia seguinte à inauguração, uma "grandiosa luta de touros", sendo costume local a chega de bois, o que desperta grande atenção por parte dos visitantes.
Cavaleiros:
- António Brito Paes;
- Manuel Rib. Telles;
- Manuel Lupi
Forcados Amadores:
- Montemor
- Caldas da Rainha
6 X Imponentes Toiros  de Coimbra


Para mais informações, visite o site da Câmara Municipal de Vinhais em: http://www.cm-vinhais.pt/

XXXI Feira do Fumeiro em Vinhais (10 a 13 de Fevereiro de 2011)

Do dia 10 a 13 de Fevereiro, vai-se realizar em Vinhais a XXXI Feira do Fumeiro .  É um evento que se realiza desde 1981 em Vinhais, no segundo fim de semana do mês de Fevereiro. A organização é da Câmara Municipal de Vinhais e da Associação Nacional de Criadores de Suínos de Raça Bísara. Durante estes quatro dias existe um vasto programa de actividades, exposições, concursos e espectáculos. Mais do que uma feira de fumeiro, pode-se considerar este evento como a maior Festa do concelho, que atrai milhares de visitantes de todo o país. Salpicões, chouriças de carne, butelos, alheiras, chouriços azedos, chouriças doces e presuntos, são os produtos que se podem encontrar no Pavilhão do Fumeiro, todos eles com marca de Certificação atribuída pela União Europeia, como Indicação Geográfica Protegida (IGP).
Do programa consta também uma Exposição de Artesanato, privilegiando os artesãos que executam trabalhos ao vivo e que residam no concelho. Existe ainda uma Exposição de Máquinas e Equipamentos Agrícolas e um Concurso de Suínos de Raça Bisara. Durante os quatro dias da feira são inúmeros os momentos de espectáculos musicais e animação. Com o título de Vinhais Capital do Fumeiro, o concelho tem conseguido aumentar anualmente o volume de visitantes, de fumeiro vendido e de negócios em geral, melhorando gradualmente o certame, com maior profissionalismo e maior rigor no controlo e certificação de todo o fumeiro, garantindo aos consumidores a genuidade e autenticidade desses produtos.

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Para mais informações, visite o site da Câmara Municipal de Vinhais em: http://www.cm-vinhais.pt/

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

"É concerteza uma casa portuguesa"












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Vasos com flores, nas escadas à porta de uma casa na aldeia de Roios no concelho de Vila Flor.

A Lenda do Convento da Lousa

Uma vez que na última postagem "Ao encontro da Lousa no concelho de Torre de Moncorvo", faço referência ao Convento da Lousa, deixo então aqui a Lenda do Convento da Lousa. 
O Convento da Santíssima Trindade de Lousa, que pertenceu à Congregação dos Trinitários e fora escola de humanidades, foi fundado em 1474, por Santo Antão, natural de Seixo de Ansiães (concelho de Carrazeda) e falecido em Lousa a 15 de Janeiro de 1510 com fama de Santo, tendo sido sepultado na Capela Mor da Igreja do Convento. A origem da construção do Convento anda ligada a uma lenda, narrada pelo Agiólogo Lusitano da seguinte forma: "Frei Antão era filho de ricos e honrados pais, logo nos anos da adolescência se retirou afazer vida solitária nas brenhas vizinhas ao dito lugar (da Lousa), onde para se mortificar usava de vários rigores e penitências a que o céu correspondia com particulares consolações e favores. Entre eles, conta a tradição, que certa noite lhe apareceu um anjo, que da parte de Deus lhe mandou edificasse uma Igreja em honra da Santíssima Trindade no cume daquela montanha. Amanheceu, veio aos moradores do lugar, manifestou lhes a visão, a que eles não deram crédito. Apareceu lhes segunda vez o anjo e lhe disse que tornasse e que se preservassem na dúvida, mandassem vir ante si um enfermo, que no dito lugar estava já no últinao, ao qual, em testemunho desta verdade, e em nome da Santíssima Trindade, daria saúde. Tudo sucedeu pontualmente, porque o enfermo se levantou tão rijo e valente como se não houvera tido enfermidade alguma. Espantados os moradores de tal manifesto milagre, obedecendo ao divino oráculo, deram crédito ao que o santo mancebo dizia e logo levantam a Igreja, que em breve se acabou. Outra vez lhe voltou a aparecer o anjo e dadas as graças de estar há a Igreja acabada e perfeita, lhe disse que levasse a ela frades da Santíssima Trindade, pois era da própria invocação. Obedeceu, veio ao mosteiro de Santarém da mesma ordem, contou o sucedido, assentiram os religiosos e assinaram alguns, que levou consigo para a nova fundação. Ele também se recolheu em sua companhia, tomando o hábito, em cujo religioso estado floresceu em tanta santidade, ilustrada com maravilhas, que toda aquela comarca o venera depois de morto como um Santo, gloriando se de que foi seu compatriota e natural. Cujos ossos no ano de 1633 foram achados mui alvos e cheirosos em abono da sua virtude ".

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Ao encontro da Lousa no concelho de Torre de Moncorvo

Já lá vai algum tempo, isto a 27 de Novembro de 2010, quando fiz um passeio pela aldeia da Lousa. Este passeio, não estava previsto para esse dia, mas depois de estar na Foz do Sabor, resolvi subir até à Lousa e fazer um passeio pela aldeia. "A Lousa dista da sede do concelho (Torre de Moncorvo) 21 Km e fica localizada num planalto de uma cadeia de montanhas, a 800 metros de altitude, a que se deu o nome de Serra da Lousa. Está situada no extremo Sudoeste do concelho, na margem direita do Rio Douro e faz fronteira com o concelho de Carrazeda de AnsiãesO território desta freguesia é vastíssimo, sendo constituído por zonas de encosta, montanhas e vales profundos a que se junta uma pequena parte de planalto. É atravessada por alguns cursos de água que vão desaguar ao Rio Douro. O solo tem características diferentes: na zona da Ribeira predomina o xisto, da Ribeira à povoação predomina o granito. Esta localidade possui áreas de climas diferentes: junto à sede da freguesia neva e faz frio no Inverno, sendo o Verão de intenso calor. No meio das encostas do Rio Douro, raramente neva, é mais ameno no Inverno e mais quente no Verão. Etimologicamente, o nome Lousa significa ardósia, lâmina ou laje de pedra, pois na povoação há muito xisto e formado por várias lâminas, também porque ás placas de xisto aí existentes se dava o nome de piçarras ou lousas, daí vem o nome de Lousa.
O povoamento do seu território remonta à pré-história devido ao aparecimento de alguns machados de pedra e outros vestígios arqueológicos. Por esta povoação passaram Celtas, Bárbaros e Árabes ou Mouros. Desse tempo foram encontradas mós manuais e cerâmica romana. Lousa, até 1853, pertenceu ao concelho de Vilarinho da Castanheira.
Teve um convento que pertenceu aos Trinitários, fundado em 1475, no século XV, por Santo Antão, do qual só restam alguns vestígios. Na igreja existem ainda algumas imagens, em tamanho natural, que pertenceram ao convento.
Quanto a festas e romarias realiza-se no 3º domingo de Agosto, a festa em honra de N. Sra. dos Remédios,  a 30 de Julho  em honra de St.ª Barbara e a 20 de Janeiro em honra de S. Sebastião.
Como património possui a Igreja matriz, capelas de St. Bárbara, de S. Sebastião, de St. António, de N. Sra. do Amparo, do Espírito Santo e de N. Sra. da Consolação, cruzeiros e fontes, Santuário de St. Bárbara, moinhos de vento, forno público, margem direita do rio Douro (zona piscatória e desporto náutico) e turismo rural de habitação. A Lousa tem como actividades económicas: agricultura, vitivinicultura, olivicultura, serralharia, panificação, comércio e construção civil."
Eram, então 9:00 horas da manhã, quando cheguei à Lousa. Logo à entrada, a dar as boas vindas, encontra-se um nicho com a Sagrada Família. Andando mais um pouco, encontramos um lindo Cruzeiro, tendo um escadario desde a estrada até ao local onde se encontra com um gradeamento à volta. Ali existe uma cruz em granito com a imagem de Cristo crucificado, e aos aos pés desta, encontram-se três imagens a adorar a Cristo. Depois segui até ao Largo do Santo, onde estacionei para fazer alguns registos.
Ali comecei então por registar, a capela do Mártir de S. Sebastião (segunda da imagem) e o fontanário em granito, recentemente reconstruído. Um aspecto  interessante, neste fontanário,  pois em vez de um fontanário, são dois: virado para o largo existe um fontanário com uma pia, enquanto do lado de traz virado para a rua debaixo, existe um outro tendo este um tanque, servindo para os animais beberem. Também neste largo é onde se encontram estacionados os autocarros, que transportam alunos e população à sede do concelho e é aqui neste largo que se realiza a feira todos os dias 6 de cada mês. A seguir, entrei no carro, vindo a parar no Largo da Igreja, pois ali encontra-se a Igreja Matriz, toda ela em granito. Na torre possui uma cruz, onde tem presa uma bandeira com o símbolo da freguesia, a torre sustenta dois sinos e por baixo destes encontra-se um relógio, havendo no cimo da torre alguns alto-falantes para se ouvir o som do relógio e do lado de traz tem umas escadas dando acesso à torre. À volta do adro existe um muro com gradeamento, com uns portões em ferro à entrada. Entrei então o portão que dá para dentro do adro, onde existe uma árvore já com algumas centenas de ano. Por sorte minha, pude visitar o seu interior, pois andava uma senhora a limpar e tratar dos arranjos da igreja, para a missa de Domingo.  
No Altar Mor encontra-se uma cruz com a imagem de Cristo crucificado e de cada lado do altar, uma imagem dos fundadores do Convento  da Lousa, imagens estas salvas do convento aquando do incêndio. No seu interior existem ainda mais quatros altares, um com a imagem de N.º Sonhara de Fátima, outro com a imagem do Sagrado Coração de Jesus, outro com a imagem de N.ª Senhora do Rosário e outro com a imagem de S. Lourenço (padroeiro da Lousa - feriado a 10 de Agosto). À entrada Ao fundo das bancadas, de um dos lados encontra-se uma imagem do Senhor dos Passos e doutro lado encontra-se a pia baptismal.

Depois de sair da Igreja, percorri algumas ruas, fotografando algumas casas mais antigas, tendo muitas delas sido reconstruidas. Entretanto encontrei umas senhoras, de uma extrema simpatia, com quem conversei um pouco, estas falaram-me um pouco da vida na aldeia e da reconstrução de algumas casas antigas, como pude constatar ao longo do passeio que fiz pela aldeia.
Ao regressar ao Largo da Igreja, junto ao fontanário estava o Alberto "rolo" a encher um garrafão de água. Ali também se encontravam outras duas senhoras com que também conversei, até que apareceu o senhor Avelino a cavalo no macho, que regressava do campo. Como gosto  e admiro este tipo de animais e vendo uma das senhoras tal admiração e interesse, chamou-me para ver um burrico branco, uma vez que a sua casa era logo em frente. Entramos então na loja onde este se encontrava e para o ver melhor e fotografar, a senhora tirou-o para  a rua aproveitando para o  chegar à água no fontanário. Sem dúvida um lindo animal! Nisto chega um meu amigo e colega de trabalho (Jaime Carvalho), que tem residência ali na Lousa, levando-me de seguida a alguns pontos mais interessantes da aldeia. Depois de passar por algumas ruas da aldeia, a primeira paragem, foi no Santuário de Santa Barbara. Dali avista-se o Rio Douro, mas nesse dia não se conseguia ver, pois  o nevoeiro não o permitia. Ali encontra-se a capela de St.ª Barbara, tendo no seu interior a imagem de St.ª Barbara e a imagem da Senhora dos Altos Céus (padroeira do Convento da Lousa). Ao lado da igreja existe também um enorme marco geodésico. Dali também se vêm as muralhas do antigo convento, tendo-nos deslocado até as ruínas deste de seguida. Mas antes descemos até ao cemitério donde consegui uma panorâmica de parte da aldeia (primeira da imagem). De seguida segui-mos para o local do convento. Este pertenceu aos Trinitários, fundado em 1475, no século XV, por Santo Antão, do qual só restam alguns vestígios, conservando-se apenas a casa dos teólogos. Ali existe um profundo poço redondo, que tem uma mina e uma saída com escadario. Junto dali encontra-se um enorme moinho de vento, donde se consegue também ter uma vista panorâmica de outra parte da aldeia (segunda da imagem). Tendo o meu colega de se ausentar, continuei sozinho na descoberta. Desloquei-me então até ao moinho e dali pude ver que havia um outro e segui até esse outro moinho, passando por uma calçada em pedra.
O azul do céu com o branco do rasto dos aviões criava um cenário magnífico. Desloquei-me até a mãe de água de construção recente, de uma altura bastante significativa, pois dali é distribuída a água para toda a população. De seguida desci a rua, até chegar à Escola Primária, hoje fechada como tantas outras, pois os meninos da aldeia passaram a frequentar a escola em Torre de Moncorvo. Depois desloquei-me até à capela de St.º António (primeira da imagem) tendo esta um espaço à frente rodeado em grandes de ferro e no interior deste espaço um suporte pra acender as velas. De seguida desloquei-me até ao Largo do Rossio, onde se encontra um nicho com a imagem de S. Lourenço  e logo em  frente ao jardim,  um Cruzeiro com a imagem de Cristo crucificado. Depois subi a rua, passando por algumas casas antigas em granito, o que me chama sempre a atenção, até chegar a casa do meu colega e amigo Jaime, tendo já ele preparado o almoço para os dois (um óptimo cozinheiro o Jaime, parabéns Jaime!).
Depois do almoço e um dedo de conversa, eram já 13:00 horas, quando me despeço dele para regressar ao carro ao pé da Igreja e posteriormente a casa. Deixei então a Lousa, eram já 13:55 horas. Foi sem dúvida um magnífico passeio, cheio de descobertas e que será para repetir, pois a Lousa ainda tem muito mais para descobrir.

Poderá consultar também o site da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, para aceder a informações, sobre a Lousa e outras freguesias do concelho clicando em: http://www.torredemoncorvo.pt/autarquia

Arrematação de S. Sebastião em Freixiel 2011 (Vídeo)

Afim de complementar a postagem Arrematação de S. Sebastião em Freixiel 2011 (2), deixo aqui este vídeo com alguns momentos durante a Arrematação de S. Sebastião em Freixiel.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Arrematação de S. Sebastião em Freixiel 2011 (2)

Ontem, dia 30 de Janeiro de 2011, realizou-se em Freixiel, no concelho de Vila Flor, mais uma tradição da Arrematação de S. Sebastião. Da parte de manhã Recolheu-se por toda a aldeia os produtos para leiloar na parte de tarde em frente à Igreja Matriz, produtos estes que são na sua maior parte produtos da terra.

A Arrematação de S. Sebastião é um acontecimento importante, vivido com enorme emoção e entusiasmo por toda a população de Freixiel.  No ano anterior, existiu a vontade de estar presente na Arrematações de S. Sebastião, mas passou o dia e eu sem me lembrar, mas este ano uma amiga de Freixiel, fez o favor de me lembrar, convidando-me para estar presente na arrematação, à qual passo a agradecer, pelo convite. Cheguei então eu e a família a Freixiel por volta das 14:15 horas. Em frente  à Igreja, local habitual das Arrematações de S. Sebastião, onde já havia algumas pessoas. Eram muitos os produtos expostos para leiloar, principalmente produtos da terra desde cebolas, figos, abóbora, feijão, batata, vinho, enchidos/fumeiro, ovos, entre outros, havia também muitos bolos, uns feitos em casa outros de pastelarias, acompanhados estes sempre por bebidas variadas. Além das pessoas da aldeia, havia também muitos de outras localidades, que foram chegando, sendo já habitual a sua presença em anos anteriores, levando sempre alguma coisa para casa. Em anos anteriores, segundo soube, havia os "galheiros", ramos de zimbro onde eram pendurados alguns produtos, mas este ano não existia nenhum.  Às 14:20 horás, a dar início à arrematação, três senhores entraram no interior do circulo formado pelos produtos a arrematar, pelas pessoas sentadas em bancos da igreja e pela mesa onde se recebia o dinheiro.
O arrematador deste ano, foi o Senhor João, Presidente da Junta, tendo todo o jeito e boa disposição para tal, deu então início à arrematação como já é costume em anos anteriores com os “segredos”, nome dado, a  pequenos embrulhos, por não se saber o que estes contem, o que tem uma certa graça. Pois quer os adultos, quer as crianças, estão sempre curiosos com o que lhes pode calhar. Vim a saber que antigamente esses “segredos” continham algo fora do vulgar, algumas “maldades”, o que agora já não acontece. 
Depois começou-se com a arrematação dos bolos, que eram muitos e sempre acompanhados com uma garrafa de bebida (vinho verde, espumante, etc.), sendo um desses bolos e algo mais arrematado pela minha esposa, pois ir a uma arrematação e não trazer nada para casa, é como lá não ter ido. Alguns eram arrematados e guardados para se levarem para casa, outros eram ali mesmo servidos, sendo exemplo disso um bolo arrematado pelo S.º Padre Zé, pároco da aldeia, que começou por distribui-lho pelos presentes, sempre com um sorriso nos lábios, muito extrovertido e participativo, puxando bem pelo valor dos produtos leiloados, ficando mesmo com alguns deles.
A acompanhar a arrematação, havia aqueles que lá bebiam um “pinguita de vinho” pela "bota" e como um bom transmontano, não me fazendo de rogado lá mostrei também que sabia beber por esta, o que já não era novidade para mim, pois nas aldeias ainda há quem leve uma “bota” de vinho, quando vai trabalhar para o campo.
Depois dos bolos chegou a vez de se arrematarem os produtos propriamente ditos da terra, resultantes da agricultura, entre estes havia também animais (duas pitas e um galo) e uma cesta com enchidos. Prolongou-se assim por toda a tarde a arrematação até serem completamente “escoados” todos os produtos, o que veio a acontecer às 16:25 horas. No final da arrematação deu-se início à contagem do dinheiro conseguido, revertendo este a favor da igreja. Foi super agradável ter estado presente na Arrematação de S. Sebastião em Freixiel, pois toda a população de Freixiel, está de parabéns por manter viva esta tradição, o que é de louvar.
Obrigado à Dona Fátima Rosinha de Freixiel, pelo convite e pela cedência das suas fotos, que mostram alguns dos momentos vividos durante a manha de Domingo na recolha dos produtos pela aldeia. Bem haja Dona Rosa, pois para o ano, se possível lá estarei novamente para mais uma Arrematação de S. Sebastião.
Em breve será colocado aqui no blogue, um vídeo com alguns momentos vividos durante a arrematação.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Arrematação de S. Sebastião em Freixiel 2011 (1)

Hoje, dia 30 de Janeiro de 2011, realizou-se em Freixiel no concelho de Vila Flor, mais uma arrematação de S. Sebastião. É tradição todos os anos, a realização desta arrematação no final do mês de Janeiro, onde são arrematados essencialmente os produtos da terra, revertendo o dinheiro arrecadado a favor da Igreja.
Logo que possível serão colocadas aqui no  blogue, mais imagens e inclusive um vídeo com alguns momentos da arrematação.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Neve no concelho de Torre de Moncorvo (28-01-2011)

Hoje, 28 de Janeiro de 2011, os pontos mais altos do concelho de Torre de Moncorvo revestiram-se de branco. Depois do  frio que se tinha vindo a sentir nos últimos dias, chegou agora a neve.
Houve mesmo estudantes de algumas aldeias, que não conseguiram deslocar-se à sede do concelho para mais um dia de aulas.


Durante o fim de semana, está previsto termos mais neve, quem sabe se não teremos um fim de semana pintado de branco!


Fotografias: captadas entre  Ferrominas e o cruzamento da Nogueirinha.

Contrapartidas financeiras da barragem do Tua já estão definidas

"É mais um passo decisivo para a construção da barragem do Tua. Os presidentes das Câmaras Municipais de Alijó, Carrazeda de Ansiães, Mirandela, Murça e Vila Flor já têm um principio de acordo com as entidades envolvidas na construção do empreendimento hidroeléctrico para estabelecer as contrapartidas financeiras resultantes do avanço desse projecto que vai levar à submersão de 16 dos cerca de 54 quilómetros da linha ferroviária do Tua.
Esta quinta-feira, realizou-se, no Porto, mais uma ronda de negociações entre os autarcas do Vale do Tua e membros do Instituto Nacional da Agua (INAG) e da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN), que terá sido decisiva na obtenção de um acordo consensual a formalizar até ao final de Fevereiro, avançou fonte ligada ao processo.
Ao nível do plano de mobilidade para servir de alternativa à linha, a EDP já se tinha comprometido com um envelope total que deve rondar os 10 milhões de euros.
Ficou agora decidido que entre o Tua e a barragem continua a ligação ferroviária, com instalação de um funicular até ao paredão.
Do empreendimento hidroeléctrico até Brunheda está prevista uma alternativa fluvial que poderá ser realizada utilizando barcos com capacidade para cerca de 60 passageiros e recomenda a construção de 4 cais: barragem, Amieiro, São Lourenço e Brunheda.
O restabelecimento da ligação ferroviária entre Brunheda e Mirandela implica uma requalificação numa extensão de 33 quilómetros, que vai permitir a extensão do serviço regular de passageiros e potencia a organização de serviços ocasionais dirigidos ao segmento turístico, bem como recupera parte do património ferroviário da linha do Tua.
No entanto, esta requalificação da linha será alvo de uma candidatura a fundos comunitários a apresentar pela CCDRN, no valor total de 30 Milhões de euros, com a contrapartida nacional de 10 milhões a ser assegurada pela EDP.
Com esta solução, deixam de circular na linha as composições do Metro de Mirandela, passando a circulação a ser da responsabilidade da agência de desenvolvimento do Vale do Tua, outras das contrapartidas já asseguradas.
A sua constituição deverá ser proposta e aprovada nas assembleias municipais dos cinco municípios envolvidos e terá um capital inicial de 9 milhões de euros, transferidos pelo Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB), para a componente do parque ambiental.
Para alem disso, a agência vai dispor de mais 3 milhões de euros para o seu funcionamento e ajuda ao auto-emprego.
Os protocolos da mobilidade e da criação da agência de desenvolvimento, bem como os respectivos pacotes financeiros devem ser assinados até ao final de Fevereiro."
 
Fonte:CIR/Brigantia

Palmeira centenária na aldeia de Roios (Concelho de Vila Flor)

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Esta palmeira centenária, encontra-se junto à Igreja Matriz na aldeia de Roios, no concelho de Vila Flor. Durante estes anos todos, conseguiu sobreviver a todo o tipo de intemperes, observando bem lá do alto toda a aldeia.

Charrua de ferro utilizada na agricultura

Esta imagem de duas charruas, foi captada na aldeia de Roios, no concelho de Vila Flor.
"A charrua é semelhante ao arado, mas rasga mais profundamente a terra e é mais durável, já que usa-se o ferro na sua construção; geralmente, essa relha de ferro é puxada por animais.
Esse sistema foi desenvolvido durante a Idade Média Central, e era considerado um dos avanços tecnológicos daquela época. Sua adopção proporcionou um aumento na produção, e dessa forma gerou um excedente de alimentos, já que antes era praticada a agricultura de subsistência. Mais tarde, esse entre outros avanços tecnológicos ajudaram no retorno da prática do comércio devido à sobra de produtos."

Nas aldeias do Nordeste Transmontano, ainda se utilizam as charruas de ferro. Embora com a introdução da maquinaria na agricultura, mais propriamente os tractores, que hoje em dia fazem quase tudo na lavoura, ainda há aqueles que recorrem às charruas de ferro puxadas por animais (cavalo, macho, burro) para lavrar e fazer os sulcos na terra, pois há quem goste de fazer este tipo de trabalho na agricultura de modo tradicional, ou então por haver pequenas propriedades onde os tractores não podem ir.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

A Neve chegou a Vila Flor




Hoje, dia 27 de Janeiro de 2011, a neve chegou a Vila Flor. Eram então 8:40 horas e já era este o cenário. Está a never em todo o Nordeste Transmontano e parece que é para continuar. Vá aproveitem, coloquem os gorros e as luvas e vão para a rua brincar.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Vila Flor Sport Clube - Próximos jogos de Futsal, jogam-se no Inatel em Mirandela

Os próximos jogos de Futsal - Séniores do Vila Flor Sport Clube, a jogar em casa, não se irão disputar no Pavilhão da Escola Secundária de Vila Flor, em virtude de este entrar em obras. O Vila Flor Sport Clube, passará então a receber os visitantes no  Inatel em Mirandela pelas 21.30h nas Sextas-Feiras.

Por conseguinte, já nesta Sexta-Feira próxima, dia 28, receberá, então no Inatel em Mirandela os Pioneiros de Bragança, jogo com início às 21.30h a contar para a 10.ª Jornada.


Para mais informações sobre o Vila Flor Sport Clube, click neste link: http://vilaflor-sportclube.blogspot.com/

Amigos em passeio - Bragança (6 de Fevereiro de 2011)


A Associação Amigos do Campo Redondo, organizou mais uma vez o tradicional passeio invernal "Amigos em passeio". Este passeio irá ter lugar no dia 6 de Fevereiro em Bragança e irá decorrer da seguinte forma:
- Passeio BTT - 45 Km
- Passeio Pedestre - 10 Km
Para mais informações clik  aqui

Rostos de um povo (4)

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Irene Ferreira, um rosto de Codeçais - concelho de Carrazeda de Ansiães. Este rosto que tão bem conheço e com quem convivo diariamente, demonstra tranquilidade e serenidade. Irene, hoje com 75 anos de idade, viuvá, foi uma mulher que passou por alguns maus bocados que a vida lhe proporcionou, passando por algumas dificuldades, trabalhando arduamente na vida do campo, para conseguir criar os filhos. Esta mulher que hoje me conta algumas das dificuldades por que passou e que recorda alguns momentos bons, porque momentos bons e de felicidade sempre os há, é por sinal a minha sogra. A ela agradeço pela maravilhosa filha que colocou no mundo: minha esposa e mãe das minhas filhas. Obrigado!