terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Ao encontro da Lousa no concelho de Torre de Moncorvo

Já lá vai algum tempo, isto a 27 de Novembro de 2010, quando fiz um passeio pela aldeia da Lousa. Este passeio, não estava previsto para esse dia, mas depois de estar na Foz do Sabor, resolvi subir até à Lousa e fazer um passeio pela aldeia. "A Lousa dista da sede do concelho (Torre de Moncorvo) 21 Km e fica localizada num planalto de uma cadeia de montanhas, a 800 metros de altitude, a que se deu o nome de Serra da Lousa. Está situada no extremo Sudoeste do concelho, na margem direita do Rio Douro e faz fronteira com o concelho de Carrazeda de AnsiãesO território desta freguesia é vastíssimo, sendo constituído por zonas de encosta, montanhas e vales profundos a que se junta uma pequena parte de planalto. É atravessada por alguns cursos de água que vão desaguar ao Rio Douro. O solo tem características diferentes: na zona da Ribeira predomina o xisto, da Ribeira à povoação predomina o granito. Esta localidade possui áreas de climas diferentes: junto à sede da freguesia neva e faz frio no Inverno, sendo o Verão de intenso calor. No meio das encostas do Rio Douro, raramente neva, é mais ameno no Inverno e mais quente no Verão. Etimologicamente, o nome Lousa significa ardósia, lâmina ou laje de pedra, pois na povoação há muito xisto e formado por várias lâminas, também porque ás placas de xisto aí existentes se dava o nome de piçarras ou lousas, daí vem o nome de Lousa.
O povoamento do seu território remonta à pré-história devido ao aparecimento de alguns machados de pedra e outros vestígios arqueológicos. Por esta povoação passaram Celtas, Bárbaros e Árabes ou Mouros. Desse tempo foram encontradas mós manuais e cerâmica romana. Lousa, até 1853, pertenceu ao concelho de Vilarinho da Castanheira.
Teve um convento que pertenceu aos Trinitários, fundado em 1475, no século XV, por Santo Antão, do qual só restam alguns vestígios. Na igreja existem ainda algumas imagens, em tamanho natural, que pertenceram ao convento.
Quanto a festas e romarias realiza-se no 3º domingo de Agosto, a festa em honra de N. Sra. dos Remédios,  a 30 de Julho  em honra de St.ª Barbara e a 20 de Janeiro em honra de S. Sebastião.
Como património possui a Igreja matriz, capelas de St. Bárbara, de S. Sebastião, de St. António, de N. Sra. do Amparo, do Espírito Santo e de N. Sra. da Consolação, cruzeiros e fontes, Santuário de St. Bárbara, moinhos de vento, forno público, margem direita do rio Douro (zona piscatória e desporto náutico) e turismo rural de habitação. A Lousa tem como actividades económicas: agricultura, vitivinicultura, olivicultura, serralharia, panificação, comércio e construção civil."
Eram, então 9:00 horas da manhã, quando cheguei à Lousa. Logo à entrada, a dar as boas vindas, encontra-se um nicho com a Sagrada Família. Andando mais um pouco, encontramos um lindo Cruzeiro, tendo um escadario desde a estrada até ao local onde se encontra com um gradeamento à volta. Ali existe uma cruz em granito com a imagem de Cristo crucificado, e aos aos pés desta, encontram-se três imagens a adorar a Cristo. Depois segui até ao Largo do Santo, onde estacionei para fazer alguns registos.
Ali comecei então por registar, a capela do Mártir de S. Sebastião (segunda da imagem) e o fontanário em granito, recentemente reconstruído. Um aspecto  interessante, neste fontanário,  pois em vez de um fontanário, são dois: virado para o largo existe um fontanário com uma pia, enquanto do lado de traz virado para a rua debaixo, existe um outro tendo este um tanque, servindo para os animais beberem. Também neste largo é onde se encontram estacionados os autocarros, que transportam alunos e população à sede do concelho e é aqui neste largo que se realiza a feira todos os dias 6 de cada mês. A seguir, entrei no carro, vindo a parar no Largo da Igreja, pois ali encontra-se a Igreja Matriz, toda ela em granito. Na torre possui uma cruz, onde tem presa uma bandeira com o símbolo da freguesia, a torre sustenta dois sinos e por baixo destes encontra-se um relógio, havendo no cimo da torre alguns alto-falantes para se ouvir o som do relógio e do lado de traz tem umas escadas dando acesso à torre. À volta do adro existe um muro com gradeamento, com uns portões em ferro à entrada. Entrei então o portão que dá para dentro do adro, onde existe uma árvore já com algumas centenas de ano. Por sorte minha, pude visitar o seu interior, pois andava uma senhora a limpar e tratar dos arranjos da igreja, para a missa de Domingo.  
No Altar Mor encontra-se uma cruz com a imagem de Cristo crucificado e de cada lado do altar, uma imagem dos fundadores do Convento  da Lousa, imagens estas salvas do convento aquando do incêndio. No seu interior existem ainda mais quatros altares, um com a imagem de N.º Sonhara de Fátima, outro com a imagem do Sagrado Coração de Jesus, outro com a imagem de N.ª Senhora do Rosário e outro com a imagem de S. Lourenço (padroeiro da Lousa - feriado a 10 de Agosto). À entrada Ao fundo das bancadas, de um dos lados encontra-se uma imagem do Senhor dos Passos e doutro lado encontra-se a pia baptismal.

Depois de sair da Igreja, percorri algumas ruas, fotografando algumas casas mais antigas, tendo muitas delas sido reconstruidas. Entretanto encontrei umas senhoras, de uma extrema simpatia, com quem conversei um pouco, estas falaram-me um pouco da vida na aldeia e da reconstrução de algumas casas antigas, como pude constatar ao longo do passeio que fiz pela aldeia.
Ao regressar ao Largo da Igreja, junto ao fontanário estava o Alberto "rolo" a encher um garrafão de água. Ali também se encontravam outras duas senhoras com que também conversei, até que apareceu o senhor Avelino a cavalo no macho, que regressava do campo. Como gosto  e admiro este tipo de animais e vendo uma das senhoras tal admiração e interesse, chamou-me para ver um burrico branco, uma vez que a sua casa era logo em frente. Entramos então na loja onde este se encontrava e para o ver melhor e fotografar, a senhora tirou-o para  a rua aproveitando para o  chegar à água no fontanário. Sem dúvida um lindo animal! Nisto chega um meu amigo e colega de trabalho (Jaime Carvalho), que tem residência ali na Lousa, levando-me de seguida a alguns pontos mais interessantes da aldeia. Depois de passar por algumas ruas da aldeia, a primeira paragem, foi no Santuário de Santa Barbara. Dali avista-se o Rio Douro, mas nesse dia não se conseguia ver, pois  o nevoeiro não o permitia. Ali encontra-se a capela de St.ª Barbara, tendo no seu interior a imagem de St.ª Barbara e a imagem da Senhora dos Altos Céus (padroeira do Convento da Lousa). Ao lado da igreja existe também um enorme marco geodésico. Dali também se vêm as muralhas do antigo convento, tendo-nos deslocado até as ruínas deste de seguida. Mas antes descemos até ao cemitério donde consegui uma panorâmica de parte da aldeia (primeira da imagem). De seguida segui-mos para o local do convento. Este pertenceu aos Trinitários, fundado em 1475, no século XV, por Santo Antão, do qual só restam alguns vestígios, conservando-se apenas a casa dos teólogos. Ali existe um profundo poço redondo, que tem uma mina e uma saída com escadario. Junto dali encontra-se um enorme moinho de vento, donde se consegue também ter uma vista panorâmica de outra parte da aldeia (segunda da imagem). Tendo o meu colega de se ausentar, continuei sozinho na descoberta. Desloquei-me então até ao moinho e dali pude ver que havia um outro e segui até esse outro moinho, passando por uma calçada em pedra.
O azul do céu com o branco do rasto dos aviões criava um cenário magnífico. Desloquei-me até a mãe de água de construção recente, de uma altura bastante significativa, pois dali é distribuída a água para toda a população. De seguida desci a rua, até chegar à Escola Primária, hoje fechada como tantas outras, pois os meninos da aldeia passaram a frequentar a escola em Torre de Moncorvo. Depois desloquei-me até à capela de St.º António (primeira da imagem) tendo esta um espaço à frente rodeado em grandes de ferro e no interior deste espaço um suporte pra acender as velas. De seguida desloquei-me até ao Largo do Rossio, onde se encontra um nicho com a imagem de S. Lourenço  e logo em  frente ao jardim,  um Cruzeiro com a imagem de Cristo crucificado. Depois subi a rua, passando por algumas casas antigas em granito, o que me chama sempre a atenção, até chegar a casa do meu colega e amigo Jaime, tendo já ele preparado o almoço para os dois (um óptimo cozinheiro o Jaime, parabéns Jaime!).
Depois do almoço e um dedo de conversa, eram já 13:00 horas, quando me despeço dele para regressar ao carro ao pé da Igreja e posteriormente a casa. Deixei então a Lousa, eram já 13:55 horas. Foi sem dúvida um magnífico passeio, cheio de descobertas e que será para repetir, pois a Lousa ainda tem muito mais para descobrir.

Poderá consultar também o site da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, para aceder a informações, sobre a Lousa e outras freguesias do concelho clicando em: http://www.torredemoncorvo.pt/autarquia

Arrematação de S. Sebastião em Freixiel 2011 (Vídeo)

Afim de complementar a postagem Arrematação de S. Sebastião em Freixiel 2011 (2), deixo aqui este vídeo com alguns momentos durante a Arrematação de S. Sebastião em Freixiel.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Arrematação de S. Sebastião em Freixiel 2011 (2)

Ontem, dia 30 de Janeiro de 2011, realizou-se em Freixiel, no concelho de Vila Flor, mais uma tradição da Arrematação de S. Sebastião. Da parte de manhã Recolheu-se por toda a aldeia os produtos para leiloar na parte de tarde em frente à Igreja Matriz, produtos estes que são na sua maior parte produtos da terra.

A Arrematação de S. Sebastião é um acontecimento importante, vivido com enorme emoção e entusiasmo por toda a população de Freixiel.  No ano anterior, existiu a vontade de estar presente na Arrematações de S. Sebastião, mas passou o dia e eu sem me lembrar, mas este ano uma amiga de Freixiel, fez o favor de me lembrar, convidando-me para estar presente na arrematação, à qual passo a agradecer, pelo convite. Cheguei então eu e a família a Freixiel por volta das 14:15 horas. Em frente  à Igreja, local habitual das Arrematações de S. Sebastião, onde já havia algumas pessoas. Eram muitos os produtos expostos para leiloar, principalmente produtos da terra desde cebolas, figos, abóbora, feijão, batata, vinho, enchidos/fumeiro, ovos, entre outros, havia também muitos bolos, uns feitos em casa outros de pastelarias, acompanhados estes sempre por bebidas variadas. Além das pessoas da aldeia, havia também muitos de outras localidades, que foram chegando, sendo já habitual a sua presença em anos anteriores, levando sempre alguma coisa para casa. Em anos anteriores, segundo soube, havia os "galheiros", ramos de zimbro onde eram pendurados alguns produtos, mas este ano não existia nenhum.  Às 14:20 horás, a dar início à arrematação, três senhores entraram no interior do circulo formado pelos produtos a arrematar, pelas pessoas sentadas em bancos da igreja e pela mesa onde se recebia o dinheiro.
O arrematador deste ano, foi o Senhor João, Presidente da Junta, tendo todo o jeito e boa disposição para tal, deu então início à arrematação como já é costume em anos anteriores com os “segredos”, nome dado, a  pequenos embrulhos, por não se saber o que estes contem, o que tem uma certa graça. Pois quer os adultos, quer as crianças, estão sempre curiosos com o que lhes pode calhar. Vim a saber que antigamente esses “segredos” continham algo fora do vulgar, algumas “maldades”, o que agora já não acontece. 
Depois começou-se com a arrematação dos bolos, que eram muitos e sempre acompanhados com uma garrafa de bebida (vinho verde, espumante, etc.), sendo um desses bolos e algo mais arrematado pela minha esposa, pois ir a uma arrematação e não trazer nada para casa, é como lá não ter ido. Alguns eram arrematados e guardados para se levarem para casa, outros eram ali mesmo servidos, sendo exemplo disso um bolo arrematado pelo S.º Padre Zé, pároco da aldeia, que começou por distribui-lho pelos presentes, sempre com um sorriso nos lábios, muito extrovertido e participativo, puxando bem pelo valor dos produtos leiloados, ficando mesmo com alguns deles.
A acompanhar a arrematação, havia aqueles que lá bebiam um “pinguita de vinho” pela "bota" e como um bom transmontano, não me fazendo de rogado lá mostrei também que sabia beber por esta, o que já não era novidade para mim, pois nas aldeias ainda há quem leve uma “bota” de vinho, quando vai trabalhar para o campo.
Depois dos bolos chegou a vez de se arrematarem os produtos propriamente ditos da terra, resultantes da agricultura, entre estes havia também animais (duas pitas e um galo) e uma cesta com enchidos. Prolongou-se assim por toda a tarde a arrematação até serem completamente “escoados” todos os produtos, o que veio a acontecer às 16:25 horas. No final da arrematação deu-se início à contagem do dinheiro conseguido, revertendo este a favor da igreja. Foi super agradável ter estado presente na Arrematação de S. Sebastião em Freixiel, pois toda a população de Freixiel, está de parabéns por manter viva esta tradição, o que é de louvar.
Obrigado à Dona Fátima Rosinha de Freixiel, pelo convite e pela cedência das suas fotos, que mostram alguns dos momentos vividos durante a manha de Domingo na recolha dos produtos pela aldeia. Bem haja Dona Rosa, pois para o ano, se possível lá estarei novamente para mais uma Arrematação de S. Sebastião.
Em breve será colocado aqui no blogue, um vídeo com alguns momentos vividos durante a arrematação.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Arrematação de S. Sebastião em Freixiel 2011 (1)

Hoje, dia 30 de Janeiro de 2011, realizou-se em Freixiel no concelho de Vila Flor, mais uma arrematação de S. Sebastião. É tradição todos os anos, a realização desta arrematação no final do mês de Janeiro, onde são arrematados essencialmente os produtos da terra, revertendo o dinheiro arrecadado a favor da Igreja.
Logo que possível serão colocadas aqui no  blogue, mais imagens e inclusive um vídeo com alguns momentos da arrematação.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Neve no concelho de Torre de Moncorvo (28-01-2011)

Hoje, 28 de Janeiro de 2011, os pontos mais altos do concelho de Torre de Moncorvo revestiram-se de branco. Depois do  frio que se tinha vindo a sentir nos últimos dias, chegou agora a neve.
Houve mesmo estudantes de algumas aldeias, que não conseguiram deslocar-se à sede do concelho para mais um dia de aulas.


Durante o fim de semana, está previsto termos mais neve, quem sabe se não teremos um fim de semana pintado de branco!


Fotografias: captadas entre  Ferrominas e o cruzamento da Nogueirinha.

Contrapartidas financeiras da barragem do Tua já estão definidas

"É mais um passo decisivo para a construção da barragem do Tua. Os presidentes das Câmaras Municipais de Alijó, Carrazeda de Ansiães, Mirandela, Murça e Vila Flor já têm um principio de acordo com as entidades envolvidas na construção do empreendimento hidroeléctrico para estabelecer as contrapartidas financeiras resultantes do avanço desse projecto que vai levar à submersão de 16 dos cerca de 54 quilómetros da linha ferroviária do Tua.
Esta quinta-feira, realizou-se, no Porto, mais uma ronda de negociações entre os autarcas do Vale do Tua e membros do Instituto Nacional da Agua (INAG) e da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN), que terá sido decisiva na obtenção de um acordo consensual a formalizar até ao final de Fevereiro, avançou fonte ligada ao processo.
Ao nível do plano de mobilidade para servir de alternativa à linha, a EDP já se tinha comprometido com um envelope total que deve rondar os 10 milhões de euros.
Ficou agora decidido que entre o Tua e a barragem continua a ligação ferroviária, com instalação de um funicular até ao paredão.
Do empreendimento hidroeléctrico até Brunheda está prevista uma alternativa fluvial que poderá ser realizada utilizando barcos com capacidade para cerca de 60 passageiros e recomenda a construção de 4 cais: barragem, Amieiro, São Lourenço e Brunheda.
O restabelecimento da ligação ferroviária entre Brunheda e Mirandela implica uma requalificação numa extensão de 33 quilómetros, que vai permitir a extensão do serviço regular de passageiros e potencia a organização de serviços ocasionais dirigidos ao segmento turístico, bem como recupera parte do património ferroviário da linha do Tua.
No entanto, esta requalificação da linha será alvo de uma candidatura a fundos comunitários a apresentar pela CCDRN, no valor total de 30 Milhões de euros, com a contrapartida nacional de 10 milhões a ser assegurada pela EDP.
Com esta solução, deixam de circular na linha as composições do Metro de Mirandela, passando a circulação a ser da responsabilidade da agência de desenvolvimento do Vale do Tua, outras das contrapartidas já asseguradas.
A sua constituição deverá ser proposta e aprovada nas assembleias municipais dos cinco municípios envolvidos e terá um capital inicial de 9 milhões de euros, transferidos pelo Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB), para a componente do parque ambiental.
Para alem disso, a agência vai dispor de mais 3 milhões de euros para o seu funcionamento e ajuda ao auto-emprego.
Os protocolos da mobilidade e da criação da agência de desenvolvimento, bem como os respectivos pacotes financeiros devem ser assinados até ao final de Fevereiro."
 
Fonte:CIR/Brigantia

Palmeira centenária na aldeia de Roios (Concelho de Vila Flor)

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Esta palmeira centenária, encontra-se junto à Igreja Matriz na aldeia de Roios, no concelho de Vila Flor. Durante estes anos todos, conseguiu sobreviver a todo o tipo de intemperes, observando bem lá do alto toda a aldeia.

Charrua de ferro utilizada na agricultura

Esta imagem de duas charruas, foi captada na aldeia de Roios, no concelho de Vila Flor.
"A charrua é semelhante ao arado, mas rasga mais profundamente a terra e é mais durável, já que usa-se o ferro na sua construção; geralmente, essa relha de ferro é puxada por animais.
Esse sistema foi desenvolvido durante a Idade Média Central, e era considerado um dos avanços tecnológicos daquela época. Sua adopção proporcionou um aumento na produção, e dessa forma gerou um excedente de alimentos, já que antes era praticada a agricultura de subsistência. Mais tarde, esse entre outros avanços tecnológicos ajudaram no retorno da prática do comércio devido à sobra de produtos."

Nas aldeias do Nordeste Transmontano, ainda se utilizam as charruas de ferro. Embora com a introdução da maquinaria na agricultura, mais propriamente os tractores, que hoje em dia fazem quase tudo na lavoura, ainda há aqueles que recorrem às charruas de ferro puxadas por animais (cavalo, macho, burro) para lavrar e fazer os sulcos na terra, pois há quem goste de fazer este tipo de trabalho na agricultura de modo tradicional, ou então por haver pequenas propriedades onde os tractores não podem ir.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

A Neve chegou a Vila Flor




Hoje, dia 27 de Janeiro de 2011, a neve chegou a Vila Flor. Eram então 8:40 horas e já era este o cenário. Está a never em todo o Nordeste Transmontano e parece que é para continuar. Vá aproveitem, coloquem os gorros e as luvas e vão para a rua brincar.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Vila Flor Sport Clube - Próximos jogos de Futsal, jogam-se no Inatel em Mirandela

Os próximos jogos de Futsal - Séniores do Vila Flor Sport Clube, a jogar em casa, não se irão disputar no Pavilhão da Escola Secundária de Vila Flor, em virtude de este entrar em obras. O Vila Flor Sport Clube, passará então a receber os visitantes no  Inatel em Mirandela pelas 21.30h nas Sextas-Feiras.

Por conseguinte, já nesta Sexta-Feira próxima, dia 28, receberá, então no Inatel em Mirandela os Pioneiros de Bragança, jogo com início às 21.30h a contar para a 10.ª Jornada.


Para mais informações sobre o Vila Flor Sport Clube, click neste link: http://vilaflor-sportclube.blogspot.com/

Amigos em passeio - Bragança (6 de Fevereiro de 2011)


A Associação Amigos do Campo Redondo, organizou mais uma vez o tradicional passeio invernal "Amigos em passeio". Este passeio irá ter lugar no dia 6 de Fevereiro em Bragança e irá decorrer da seguinte forma:
- Passeio BTT - 45 Km
- Passeio Pedestre - 10 Km
Para mais informações clik  aqui

Rostos de um povo (4)

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Irene Ferreira, um rosto de Codeçais - concelho de Carrazeda de Ansiães. Este rosto que tão bem conheço e com quem convivo diariamente, demonstra tranquilidade e serenidade. Irene, hoje com 75 anos de idade, viuvá, foi uma mulher que passou por alguns maus bocados que a vida lhe proporcionou, passando por algumas dificuldades, trabalhando arduamente na vida do campo, para conseguir criar os filhos. Esta mulher que hoje me conta algumas das dificuldades por que passou e que recorda alguns momentos bons, porque momentos bons e de felicidade sempre os há, é por sinal a minha sogra. A ela agradeço pela maravilhosa filha que colocou no mundo: minha esposa e mãe das minhas filhas. Obrigado! 

Moinhos de Água no Vilarinho da Castanheira

No dia 27 de Novembro de 2010, depois de  visitar  a Anta ou Pala da Moura, decidi também visitar os Moinhos de Água, que ficam relativamente perto desta. Os Moinhos de Água, bem como a Pala da Mouro, ficam localizados na Freguesia do Vilarinho da Castanheira no concelho de Carrazeda de Ansiães com acesso através da EN 324, entre o Vilarinho da Castanheira e Cabeça de Mouro.
Na berma da estrada encontra-se uma placa em granito indicando a sua localização por um caminho em terra batida, depois de alguns metros da estrada esse caminho divide-se em dois, havendo sinalização a indicar para a esquerda a Pala da Moura e para a direita os Moinhos de Água. Tendo seguido o caminho da esquerda, visitei primeiro a Anta e depois visitei então os moinhos de água, juntos ao ribeiro. 
Para percebermos o que é um moinho de água, podemos seguir a definição dada na   Wikipédia, a enciclopédia livre : "Um moinho de água, ou azenha, é um tipo de moinho movido pela água que permite moer grãos, gerar electricidade, irrigar grandes áreas e drenar terrenos alagados a partir da força da água. Esta é a estrutura mais antiga conhecida de aproveitamento da energia cinética das águas dos rios e ribeiros. Há centenas de anos que o movimento da água é usado nos moinhos. A passagem da água faz mover rodízios de madeira que estão ligados a uma mó (pedra granítica redonda muito pesada). Esta, mói o cereal (trigo, milho, cevada, aveia, etc.) transformando-o em farinha."
O local onde se encontram estes moinhos, noutros tempos, era dominado por “zona industrial”, pelo facto de existirem nesse mesmo local muitos moinhos de água e haver muito movimento, principalmente na altura das ceifas do trigo, aveia, centeio e milho, transportando-se para os moinhos o grão para ser moído e depois o transporte da farinha até casa.
Com o surgir das moagens industriais, estes moinhos começaram a deixar de ser utilizados, até que acabaram por ficar abandonados sem a sua principal utilidade, que era moer o grão, transformando-o em farinha.
Muitos destes moinhos acabaram mesmo por cair, ficando apenas as ruínas. Mas Vilarinho da Castanheira, está de parabéns, por ter recuperado alguns dos moinhos de água, que noutros tempos tão importantes e úteis, foram para a própria localidade, e todo o concelho de Carrazeda de Ansiães, bem como  para outros concelhos vizinhos.
Pois eu, ao chegar junto dos moinhos, fiquei surpreendido, pelo facto de se encontrarem recuperados e o espaço envolvente estar aproveitado como parque de merendas, o que é muito bom, pois assim, a geração mais nova poderá conhecer e valorizar um pouco  o trabalho agrícola e artesanal de outros tempos, antes das fabricas industriais aparecerem.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Prensa de uvas tradicional

Prensa de uvas é um engenho/mecanismo utilizado no lagar, para extrair o resto do sumo das uvas. Depois das uvas pisadas/esmagadas pelo pé do homem e do mosto escoado, as uvas ainda contêm muito sumo. Para extrair esse sumo é utiliza a prensa, onde se colocam em monte, dentro do circulo de madeira junto ao fuso da prensa, as uvas esmagadas, colocando-se por cima das mesmas, duas pranchas de madeira (adufas) encaixadas uma na outra, colocando-se sobre estas, traves em madeira, onde irá assentar a prensa. Depois com a ajuda de um ferro encaixado na parte de cima da prensa  e através de movimentos continuados para a frente e para trás, o sistema de carretos da prensa vai originar a descida das traves e das adufas, que vai comprimir e espremer as cascas das uvas, começando a sair o resto do sumo.  

Fotografia: Prensa de uvas, já deteriorada, mas por onde já passaram muitas uvas - imagem captada na aldeia de Codeçais no concelho de Carrazeda de Ansiães.

Candeia de petróleo (iluminação antes de chegar a electricidade)

Ainda sou do tempo em que se usavam as candeias de petróleo, pouco, mas ainda se usavam. Nas aldeias, antes da electricidade ter chegado às casas, eram as candeias que as iluminavam. À luz da candeia, faziam-se as lidas da casa, comia-se à mesa, fazia-se na meia, até a desfolhada do milho, se fazia à noite nas eiras ou nos palheiros à luz da candeia, pois podia citar aqui muitos exemplos da serventia das candeias, ah até os meninos estudavam à noite à luz da candeia. Além das candeias de petróleo, havia também as candeias de azeite e mais tarde os candeeiros de petróleo, que também passarei a colocar aqui no blogue. Pois para os mais velhos não é novidade, mas para os mais novos é concerteza.
A parte debaixo da candeia é um depósito onde levava o petróleo, no bico metia-se uma torcida de algodão onde se chegava o fogo, formando-se então uma pequena chama, passando assim a alumiar as habitações daqueles tempos.

Fotografia: Candeia de petróleo com mais de um século, captada na aldeia de Codeçais no concelho de Carrazeda de Ansiães.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Linha do Sabor anos 80


Deixo aqui mais um vídeo de António Marques, excerto de um documentário inglês, que mostra o que terão sido os últimos dias de funcionamento da Linha do Sabor.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Tua...Encanto (Poema de Fernando Silva)


Neste Rio...atractivo,
Ouço o canto das aves
Sempre tão receptivo,
Escuto a serenata aos peixes,
Destruir a tua beleza não deixes.

Neste...jardim de eleição,
Do qual, guardo
Os aromas, a verdade,
Os momentos da...saudade,
Da minha predilecção.

Quantos sabores...encantos,
Esses amores, tais recantos,
Desfrutam de água cristalina aos molhos.
Que deixam na paixão dos meus olhos,
A paisagem, que emerge desse quadro.

Que vai para sempre ficar guardado,
na menina da minha... íris,
Porque deténs o mais belo arco-íris,
Da natureza pura...bela.

Heide colar-me à janela,
Ver-te lá longe do horizonte,
Porque só Tua...és a fonte,
Onde anseio diariamente beber,
Do encanto... do teu ser.

E, sempre que me apetever,
Quero ver-te livre...sem amarras,
Poderes cantar ao som das cigarras,
E eu, te possa ouvir.

Na ternura desta inclinação,
Que ambiciono...contribuir,
Na continuidade desta...paixão.

Poema da autoria de Fernando Silva, retirado do livro "Na Sombra da Ternura"
Fotografia do Rio Tua, que ganhou a votação na minha página do facebook , do album "Rio Tua"

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Passagem por Folgares (Concelho de Vila Flor)

Já lá vai algum tempo, quando captei estas imagens da aldeia de Folgares, isto a 4 de Julho de 2008. Quando regressava de Codeçais a Vila Flor, depois de Zedes virei no cruzamento à esquerda em direcção a Folgares, descendo a Freixiel seguindo para Vila Flor. Normalmente não faço este trajecto, mas nesse dia por curiosidade resolvi faze-lo. Pois Folgares apesar de pertencer ao concelho de Vila Flor, não é aldeia do concelho que se oiça muito falar, talvez devido à sua distância, ficando mais próxima de Carrazeda de Ansiães. Ainda me lembro, quando frequentava o ensino Secundário em Vila Flor, de fazer um trabalho sobre as aldeias do concelho, sua localização geográfica e distancia à sede do concelho. Foi na realização desse trabalho, que fiquei a saber da existência dos Folgares e que a mesma pertencia ao concelho de Vila Flor. Talvez esse desconhecimento, também derivado a não haver alunos dos Folgares a estudar em Vila Flor, pois esses frequentavam a escola em Carrazeda de Ansiães, por ficar mais perto, passando-se o mesmo com resto da população, deslocando-se estes com mais frequência a Carrazeda do que a Vila Flor. Mas o facto, é que Folgares pertence à freguesia de Freixiel desde o séc. XII.
 Antes de chegar à aldeia depara-se com uma placa com a descrição "Folgares", podendo dali ver-se bem lá no fundo do vale a aldeia de Freixiel, à qual se chega por uma estreita estrada calcetada, com uma descida bastante acentuada, curva após curva, onde dificilmente um carro se pode cruzar por outro. Como já era um pouco tarde e não dispunha de muito tempo, não pude fazer um passeio pela aldeia e com muita pena não subir ao miradouro da Gralheira, a 735 metros de altitude, donde se pode vislumbrar uma bela paisagem bucólica e repousante. Na aldeia, destacam-se a capela de S. Luís, no meio da povoação, ruas típicas e o largo de S. Luís. Possui também um Grupo Desportivo, Cultural e Recreativo. Ao longo da estrada de Zedes até os Folgares, pode-se ver algumas das obras da natureza, figuras constituídas em granito de várias formas, parecendo mesmo obra de mão humana. Algumas dessas enormes rochas graníticas, parecendo monstros no meio dos campos, foram em tempos, aproveitadas para casas de campo, como se pode ver nas figuras ao lado. Ao vê-las, não pude deixar de parar e visitar o seu interior. Ao aproximar-me, pude verificar realmente o seu tamanho e a sua configuração. Inicialmente, apenas tinha uma pequena abertura, onde alguém construiu uma parede também em granito, com uma porta de madeira ao centro,  existindo, agora apenas as dobradiças. Ao entrar no seu interior, fique estupefacto, pois parecia mesmo o interior de uma habitação, o espaço era grande e de uma altura considerável. Mesmo ali ao lado existe uma outra rocha granítica, aproveitada também com o mesmo fim. De certeza que nas redondezas existem outras rochas de configuração semelhante e aproveitadas também para casas de campo, a descobrir numa próxima passagem por Folgares. Ao passar pela aldeia, como já referi anteriormente, gostaria te ter parado e passear pelas ruas da mesma e ter subido ao miradouro da Gralheira, a 735 metros de altitude, para poder apreciar a paisagem envolvente, mas ficaria para uma próxima passagem por Folgares, com mais tempo disponível. Quem sabe essa visita não seja para breve e a descrever aqui no blogue.