quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Anta ou Pala da Moura - Vilarinho da Castanheira

No dia 27 de Novembro de 2010, depois de uma visita pela Lousa no concelho de Torre de Moncorvo, resolvi passar pela Anta do Vilarinho da Castanheira, também dominada como Pala da Moura.
Já alguns tempos atrás tinha procurado esta Anta, mas sem sucesso. Embora a sua localização esteja bem assinalada, cheguei a um determinado local, onde o caminho se dividia em dois e como ai não havia qualquer indicação e como o tempo que tinha não era muito, resolvi deixar para outra altura, vindo a satisfazer a minha curiosidade por este monumento, então no dia 27 de Novembro de 2010.
A Anta do Vilarinho, também dominada Pala da Moura, fica localizada na Freguesia do Vilarinho da Castanheira no concelho de Carrazeda de Ansiães com acesso através da EN 324, entre o Vilarinho da Castanheira e Cabeça de Mouro. Na berma da estrada encontra-se uma placa em granito indicando a sua localização por uma caminho em terra batida, depois de alguns metros da estrada esse caminho divide-se em dois, havendo sinalização a indicar para a esquerda a Pala da Moura e para a direita os Moinhos de Água, fazendo também ligação ao local onde se encontra a Anta.
A Anta, encontra-se num local, aproveitado como parque de merendas, com árvores, bancos e caixotes para o lixo.
Monumento este, Megalítico constituído por uma câmara poligonal e um corredor orientado a nascente. Esta anta estrutura-se com 6 esteios, incluindo a pedra de cabeceira e a respectiva tampa.
Encontra-se bem conservada, com a maior parte dos esteios em pé, de suporte para a tampa. Apresenta pinturas na parte interna do estreio fronteiro à galeria de entrada. Pinturas essas já bastante deterioradas de cor vermelho escuro e representam SS e 88.
Depois de visitar a Anta ou Pala da Moura, decidi também visitar os Moinhos de Água, que ficam relativamente perto desta. Quer em relação à Anta, quer em relação ao Moinhos de Água, fiquei impressionado, pela sua boa conservação e o espaço envolvente ter sido aproveitado para lazer. De fazer também referência à boa sinalização até aos pontos de interesse.
São dois pontos de interesse a visitar a quando de passagem pelo concelho de Carrazeda de Ansiães.
Em breve falarei aqui também dos Moinhos de Água.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Rebanho de ovelhas no Vilarinho da Castanheira

Rebanho de ovelhas, perto do Vilarinho da Castanheira no concelho de Carrazeda de Ansiães.
Em quase todas as aldeias transmontanas existe pelo menos um rebanho de ovelhas ou cabras, pois noutros tempos nalgumas aldeias existiam mesmo 3 e 4 rebanhos, mas hoje já não, pois é um trabalho que nem todos gostam de fazer e também já não é rentável como era noutros tempos. Mas é sempre agradável ver um rebanho de ovelhas ou cabras a pastar nos campos transmontanos.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Gelo em Vila Flor devido às temperaturas negativas registadas nos últimos dias





Devido às temperaturas negativas que se têm registado nos últimos dias, foi-se formando gelo sobre gelo e foi este o cenário, que encontrei hoje, entre à Sr.ª da Lapa e a Serra do Facho, em Vila Flor, onde os pinheiros, sobreiros, entre outra vegetação, encontravam-se cobertos de gelo.

sábado, 18 de dezembro de 2010

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Codeçais - Festa em honra da Imaculada Conceição (2010)

Em Codeçais, há três momentos marcantes durante o ano, em que os filhos da terra regressão, são eles a Pascoa, o Natal e o dia da Imaculada conceição. Fez ontem oito dias, dia 8 de Dezembro que Codeçais esteve em festa, festa essa,  em honra da Imaculada Conceição e à semelhança de outros anos muitos foram aqueles que regressaram então à sua terra natal, para a festa.
É com grande empenho e dedicação que a comissão de festas prepara tudo antecipadamente, desde a contratação dos conjuntos musicais ao arranjo dos andores com flores naturais, bem como do interior da igreja e do exterior junto à mesma.
A festa teve início no dia 7 à noite com a actuação do conjunto musical. Não podendo estar presente, soube que a chuva não deixou de fazer companhia, mas lá se deram uns pezinhos de dança.
No dia 8 as festividades tiveram início às 13:30 horas com a celebração eucarística, estando a igreja repleta de gente, havendo mesmo quem fica-se no adro da mesma, pois era bem visível o número de pessoas que se deslocaram a Codeçais para adorar Nossa Senhora.
Ao final da celebração eucarística, todos aguardaram à frente da igreja e no adro, pela saída da majestosa procissão em honra de Nossa Senhora da Conceição. 
Na frente saíram os estandartes seguidos da cruz e das lanternas, seguindo-se depois o andor com o Menino Jesus, o de Nossa Senhora de Fátima, o de Santa Barbara  e por último o de Nossa Senhora da Conceição, seguindo-se depois o Senhor Padre e aqueles que acompanhariam a procissão, que eram muitos, rezando e cantando.
A procissão saiu então da Igreja em direcção ao Cruzeiro, descendo ao Bairro Novo, voltando para traz seguindo pela estrada até à rua da Portela seguindo a rua da Eira, vindo depois a subir até à Igreja onde os andores voltaram a dar entrada e assim terminavam os festejos religiosos.
De seguida dar-se ia lugar ao “bazar” e enquanto se aguardava e durante o mesmo, as pessoas iam entrando e saindo da igreja para visitar e ver novamente os andores e poderem ficar com algumas flores que os decoravam, ficando assim com uma lembrança.
Também um grupo de senhoras de Vila Flor, decidiu cantar para Nossa Senhora, cântico esse que gravei e colocarei aqui de seguida.
Em frente à Igreja deu-se então lugar ao “bazar”, onde em cima de uma mesa havia  as ofertas que as pessoas fizeram a Nossa Senhora sendo estas arrematas por um membro da comissão de festas, e ficariam nas mãos de quem manda-se mais dinheiro, o qual reverteria a favor da santa.
Depois de o "bazar" terminar, as pessoas regressaram a casa para o jantar em família, mas a festa continuava às 19:30 horas com a actuação  do Conjunto Musical.
Quando cheguei ao adro da igreja, ainda o conjunto não tinha começado a actuar e ainda poucos eram aqueles que ali se encontravam, mas depois do conjunto começar a actuar as pessoas foram chegando para ver e dar um pezinho de dança.
Ainda antes destes começarem a  actuar começou a chover, mas a pesar da chuva, as pessoas não deixaram de dançar.
Também a tradicional fogueira que se faz na festa de Nossa Senhora da Conceição em Codeçais, não se deixou de fazer, o que não deixa de ser agradável ainda mais nesta altura do ano em que o frio se faz sentir.
Foi assim mais uma festividade em honra de Nossa Senhora da Conceição na aldeia de Codeçais, bem perto do rio Tua, no concelho de Carrazeda de Ansiães, onde muitos se deslocaram , apesar de a festa se realizar durante a semana e não ao fim de semana, havendo quem regressa-se ainda no próprio dia às suas casas, pois no dia seguinte era dia de trabalho, mas de certeza que regressaram mais realizados e à espera do Natal para regressarem novamente à sua terra natal.
Para o ano lá estaremos novamente para visitar e adorar a Imaculada Conceição, padroeira de Codeçais e Portugal.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

"ESTA ESTRADA" (Poema de Fernando Silva)


Estrada que me leva,
Que me arreda, do meu ser,
Que fomenta em mim ansiedade
E usurpa felicidade…
Sem jamais meditar em mim.
Que me afasta de dos meus amores,
Provoca… tantas dores,
Sem saber o que fazer
Do sentimento sentido.
Dessa mágoa que se esconde
Sem me dizer o lugar aonde
Esta estrada me encaminha
Deixa minha alma sozinha
Esta estrada feita do nada
E feita de quase tudo
É a mesma que me traz
Quando de ti estou atrás
E por ti estou ansioso
Que me provoca um nervoso
Um penar de agitação
Que me corta o coração
Quando tenho que partir
Mas tenho o mais merecido
Quando volto, enlouquecido
E pego… a mesma estrada.

(Fernando Silva)


Fotografia: panorâmica de Vila Flor desde o Alto da Caroça

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Noite de Fados em Vila Flor com o Grupo "Solar do Meireles" (Vídeos)








Afim de complementar a postagem anterior: Lançamento do Livro “Na Sombra da Ternura” de Fernando Silva e Noite de Fados com o Grupo “Solar do Meireles” , deixo aqui cinco vídeos com a sessão de fados que decorreu no dia 4 de Dezembro, no Auditório Adelina Campos em Vila Flor
Estiveram em palco o Grupo de Fado Solar do Meireles, com Fernando SilvaMeireles José na voz, Vitor Lopes em Guitarra portuguesa, Alberto Madeira em Viola de Fado e José Garrido também em Viola de Fado. Além destes amigos do fado subiu ao palco também um outro Vilaflorense de nome José Veloso, embora não esteja nestes vídeos aqui publicados, uma vez que estava a fotografar no momento da sua actuação, mas ficou assim registado esse momento em fotografia.

O publico presente ficou radiante com este momento de fado vivido no Auditório Adelina Campos, não deixando de aplaudir estes artistas do Fado.
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Os meus parabéns a todos pelo magnífico espectáculo do fado e espero que voltem brevemente a esta linda vila do Nordeste Transmontano de nome Vila Flor.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Lançamento do Livro “Na Sombra da Ternura” de Fernando Silva e Noite de Fados com o Grupo “Solar do Meireles”

No dia 4 de Dezembro pelas 15:30 horas, decorreu no Auditório Adelina Campos em Vila Flor, o lançamento do livro “Na Sombra da Ternura” da autoria de Fernando Silva, um filho de Vila Flor, que está distante no espaço, mas que tem sempre presente consigo, a terra onde nasceu bem como as suas gentes.  
Manuel Fernando Carvalho da Silva, nasceu a 05-01-1959, em Vila Flor, é Agente Principal da PSP e tem como obras escritas anteriores a esta: Raiz da Minha Essência; Poesia e Peça de Teatro “Flor de Aromas e Sabores
Como o próprio Prefácio do livro nos diz: Na Sombra da Ternura é um diário de amor – escrito de maneira simples, pragmática, quase rude, mimetizando a escrita que Manuel Fernando C. Silva se obrigou a fazer durante muitos anos, por deveres de profissão. Alma bondosa e poética, o autor transporta-nos para as terras transmontanas, singelas, bucólicas, com a quietude dos pastos e regatos, o balir dos borregos e das ovelhas, aonde o quotidiano das gentes é simples só na aparência, revelando-nos o Manuel Fernando todos os contextos da relação interparental de uma família que, como tantas outras do nosso mundo rural, é crucificada pela aspereza e desgraça da emigração, família essa que é escalpelizada em profundidade pelo autor – Helena, a mulher-heroína que atravessa toda esta história, vive com intensidade a luta pela sobrevivência material e sentimental, com enorme dignidade e elevação até finalmente encontrar a paz e o amor que a alma bondosa de Manuel Fernando lhe havia no fim reservado. Neste livro, quase escrito de forma pericial, vem documentada toda a saga da sociedade transmontana que Manuel Fernando, também ele oriundo dessas terras, tão bem conhece – a preocupação em arranjar a subsistência com as fracas actividades de pastorícia, a alimentação e gastos frugais, os cuidados com a educação da gente nova, os filhos, que têm atributos e aspirações a voar mais alto; a violência doméstica sofrida essencialmente na figura feminina, com a juga e duplicidade do homem que vive longe; em linguagem simples, incisiva e por vezes mesmo rude a história vai-se desenrolando com o aparecimento dos mais belos e sublimes sentimentos que a alma dos seres humanos consegue fazer renascer e difundir, para acabar na lareira da ternura e da felicidade e na paz, que abriga do frio e da chuva, ao canto de toda e qualquer casa transmontana, da mais pobre cabana ao mais rico solar destas terras magníficas.”
Por motivos pessoais, com muita pena minha, não pude estar presente no lançamento do livro, e desde já fica aqui o meu pedido de desculpas ao amigo Fernando.
Mas segundo me constou, e pelas fotografias cedidas por José Pires, pude constar, que foi um grande momento que se viveu, nesse auditório, onde muitos Vilaflorenses se deslocaram para apoiar o escritor e poeta.
Ainda no mesmo dia às 21:30 horas, no mesmo auditório a noite foi de Fados com o grupo "Solar do Meireles", onde o Fernando Silva e seus companheiros do fado cantaram para os Vilaflorenses.
Uma vez que não pude estar presente no lançamento do livro, não podia de maneira alguma deixar de estar presente na sessão de fados. Quando cheguei ao Centro Cultural, eu e mais minha esposa, fomos apresentados ao Fernando, pois embora tenhamos conversado várias vezes pela Internet, não nos conhecíamos pessoalmente. Foi um enorme prazer ter conhecido o Fernando pessoalmente, tendo-o achado uma pessoa fantástica.
Enquanto aguardava o início dos fados, desloquei-me à entrada do auditório, onde adquiri o livro “Na Sombra da Ternura”, no qual o Fernando colocou uma dedicatória. Deixo pois aqui, o meu agradecimento, pelas palavras que me foram dedicadas.
Apesar da chuva e do frio, que se fazia sentir nessa noite, foram muitos os que se deslocaram ao Auditório Adelina Campos, para ouvir o Fernando e seus companheiros a cantar o Fado. A noite era de frio, mas a boa disposição e o fado, onde alguns dos quais cantados pelo Fernando, dedicados a Vila Flor (Capelinhas da Serra) e às suas gentes, havendo mesmo momentos de grande emoção, fizeram esquecer o frio que se sentia lá fora.
Além do grupo "Solar do Meireles", também subiram ao palco outros amigos do Fernando e Vilaflorenses, que acabaram também por mostrar a sua vocação para o fado, sendo estes também bastante aplaudidos por todos os presentes.
Foi sem duvida uma noite diferente e que o digam aqueles que estiveram presentes, os quais aplaudiram e vibraram com os artistas.
Hei Fadista! Viva o Fado!
Parabéns aos Fernando pelo Lançamento do livro “Na Sombra da Ternura” e ao grupo de fados "Solar do Meireles", do qual também Fernando Silva faz parte.
Em breve colocarei aqui no blogue, essa sessão de fados em vídeo.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Panorâmica da aldeia do Nabo (Concelho de Vila Flor)

Imagem panorâmica da aldeia do Nabo, captada da aldeia abandonada do Gavião  - Concelho de Vila Flor.

Olhando o horizonte

Olhando o horizonte em direcção ao Cachão - concelho de Mirandela

Aqui ainda passa...



Aqui ainda passa... Aqui no lugar das "Latadas" ainda passa o metro, coisa que não acontece na maior parte da Linha do Tua, aquela que querem destruir com a construção da barragem de Foz Tua. De Mirandela ao Cachão, ainda se pode fazer uma viagem de metro, o que não acontece do Cachão até Foz Tua, sendo o trajecto assegurado por táxis por estrada em alcatrão, longe da linha e do Rio Tua .

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

O Tua em tempo de Outono





Imagens do Rio Tua em tempo de Outono, em que as três primeiras foram captadas no lugar das "Latadas"  e as duas últimas  na cidade de Mirandela.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Cascatas (quedas de água)






Com a chegada do Inverno, haverá mais tendência a chover e os rios, ribeiras e ribeiros a encher,  o que proporcionarão imagens magníficas de quedas de água, formando lindas cascatas.
As duas primeiras imagens foram captadas este fim de semana no ribeiro junto aos moinhos de água no Vilarinho da Castanheira no concelho de Carrazeda de Ansiães e as últimas três foram captadas no ribeiro dos moinhos no Felgar concelho de Torre de Moncorvo no dia 9 de Abril deste ano.

Rostos de um povo (3)

 José Evaristo, um Amigo de Torre de Moncorvo.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Neve no Nordeste Transmontano

As temperaturas, já  há alguns dias, que têm estado baixas, com formação de geada, mas hoje, 29 de Novembro de 2010, a neve visitou todo todo Nordeste Transmontano.  Apesar da neve nalguns locais do Nordeste Transmontano, ter caído com alguma intensidade, apenas foi bloqueado o principal acesso do concelho de Alfândega da Fé,  a nacional 315, junto ao Hotel SPA.
O Instituto de Metereologia continua a prever queda de neve nos próximos dias acima dos 600/800 metros nas regiões Norte e Centro e acima dos 800/1000 metros no Alto Alentejo.
Bom, será que amanhã vamos acordar com o Nordeste Transmontano coberto de um manto branco?!

Fotografia: imagem captada em Vila Flor no dia 11 de Janeiro de 2010.