terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Lançamento do Livro “Na Sombra da Ternura” de Fernando Silva e Noite de Fados com o Grupo “Solar do Meireles”

No dia 4 de Dezembro pelas 15:30 horas, decorreu no Auditório Adelina Campos em Vila Flor, o lançamento do livro “Na Sombra da Ternura” da autoria de Fernando Silva, um filho de Vila Flor, que está distante no espaço, mas que tem sempre presente consigo, a terra onde nasceu bem como as suas gentes.  
Manuel Fernando Carvalho da Silva, nasceu a 05-01-1959, em Vila Flor, é Agente Principal da PSP e tem como obras escritas anteriores a esta: Raiz da Minha Essência; Poesia e Peça de Teatro “Flor de Aromas e Sabores
Como o próprio Prefácio do livro nos diz: Na Sombra da Ternura é um diário de amor – escrito de maneira simples, pragmática, quase rude, mimetizando a escrita que Manuel Fernando C. Silva se obrigou a fazer durante muitos anos, por deveres de profissão. Alma bondosa e poética, o autor transporta-nos para as terras transmontanas, singelas, bucólicas, com a quietude dos pastos e regatos, o balir dos borregos e das ovelhas, aonde o quotidiano das gentes é simples só na aparência, revelando-nos o Manuel Fernando todos os contextos da relação interparental de uma família que, como tantas outras do nosso mundo rural, é crucificada pela aspereza e desgraça da emigração, família essa que é escalpelizada em profundidade pelo autor – Helena, a mulher-heroína que atravessa toda esta história, vive com intensidade a luta pela sobrevivência material e sentimental, com enorme dignidade e elevação até finalmente encontrar a paz e o amor que a alma bondosa de Manuel Fernando lhe havia no fim reservado. Neste livro, quase escrito de forma pericial, vem documentada toda a saga da sociedade transmontana que Manuel Fernando, também ele oriundo dessas terras, tão bem conhece – a preocupação em arranjar a subsistência com as fracas actividades de pastorícia, a alimentação e gastos frugais, os cuidados com a educação da gente nova, os filhos, que têm atributos e aspirações a voar mais alto; a violência doméstica sofrida essencialmente na figura feminina, com a juga e duplicidade do homem que vive longe; em linguagem simples, incisiva e por vezes mesmo rude a história vai-se desenrolando com o aparecimento dos mais belos e sublimes sentimentos que a alma dos seres humanos consegue fazer renascer e difundir, para acabar na lareira da ternura e da felicidade e na paz, que abriga do frio e da chuva, ao canto de toda e qualquer casa transmontana, da mais pobre cabana ao mais rico solar destas terras magníficas.”
Por motivos pessoais, com muita pena minha, não pude estar presente no lançamento do livro, e desde já fica aqui o meu pedido de desculpas ao amigo Fernando.
Mas segundo me constou, e pelas fotografias cedidas por José Pires, pude constar, que foi um grande momento que se viveu, nesse auditório, onde muitos Vilaflorenses se deslocaram para apoiar o escritor e poeta.
Ainda no mesmo dia às 21:30 horas, no mesmo auditório a noite foi de Fados com o grupo "Solar do Meireles", onde o Fernando Silva e seus companheiros do fado cantaram para os Vilaflorenses.
Uma vez que não pude estar presente no lançamento do livro, não podia de maneira alguma deixar de estar presente na sessão de fados. Quando cheguei ao Centro Cultural, eu e mais minha esposa, fomos apresentados ao Fernando, pois embora tenhamos conversado várias vezes pela Internet, não nos conhecíamos pessoalmente. Foi um enorme prazer ter conhecido o Fernando pessoalmente, tendo-o achado uma pessoa fantástica.
Enquanto aguardava o início dos fados, desloquei-me à entrada do auditório, onde adquiri o livro “Na Sombra da Ternura”, no qual o Fernando colocou uma dedicatória. Deixo pois aqui, o meu agradecimento, pelas palavras que me foram dedicadas.
Apesar da chuva e do frio, que se fazia sentir nessa noite, foram muitos os que se deslocaram ao Auditório Adelina Campos, para ouvir o Fernando e seus companheiros a cantar o Fado. A noite era de frio, mas a boa disposição e o fado, onde alguns dos quais cantados pelo Fernando, dedicados a Vila Flor (Capelinhas da Serra) e às suas gentes, havendo mesmo momentos de grande emoção, fizeram esquecer o frio que se sentia lá fora.
Além do grupo "Solar do Meireles", também subiram ao palco outros amigos do Fernando e Vilaflorenses, que acabaram também por mostrar a sua vocação para o fado, sendo estes também bastante aplaudidos por todos os presentes.
Foi sem duvida uma noite diferente e que o digam aqueles que estiveram presentes, os quais aplaudiram e vibraram com os artistas.
Hei Fadista! Viva o Fado!
Parabéns aos Fernando pelo Lançamento do livro “Na Sombra da Ternura” e ao grupo de fados "Solar do Meireles", do qual também Fernando Silva faz parte.
Em breve colocarei aqui no blogue, essa sessão de fados em vídeo.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Panorâmica da aldeia do Nabo (Concelho de Vila Flor)

Imagem panorâmica da aldeia do Nabo, captada da aldeia abandonada do Gavião  - Concelho de Vila Flor.

Olhando o horizonte

Olhando o horizonte em direcção ao Cachão - concelho de Mirandela

Aqui ainda passa...



Aqui ainda passa... Aqui no lugar das "Latadas" ainda passa o metro, coisa que não acontece na maior parte da Linha do Tua, aquela que querem destruir com a construção da barragem de Foz Tua. De Mirandela ao Cachão, ainda se pode fazer uma viagem de metro, o que não acontece do Cachão até Foz Tua, sendo o trajecto assegurado por táxis por estrada em alcatrão, longe da linha e do Rio Tua .

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

O Tua em tempo de Outono





Imagens do Rio Tua em tempo de Outono, em que as três primeiras foram captadas no lugar das "Latadas"  e as duas últimas  na cidade de Mirandela.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Cascatas (quedas de água)






Com a chegada do Inverno, haverá mais tendência a chover e os rios, ribeiras e ribeiros a encher,  o que proporcionarão imagens magníficas de quedas de água, formando lindas cascatas.
As duas primeiras imagens foram captadas este fim de semana no ribeiro junto aos moinhos de água no Vilarinho da Castanheira no concelho de Carrazeda de Ansiães e as últimas três foram captadas no ribeiro dos moinhos no Felgar concelho de Torre de Moncorvo no dia 9 de Abril deste ano.

Rostos de um povo (3)

 José Evaristo, um Amigo de Torre de Moncorvo.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Neve no Nordeste Transmontano

As temperaturas, já  há alguns dias, que têm estado baixas, com formação de geada, mas hoje, 29 de Novembro de 2010, a neve visitou todo todo Nordeste Transmontano.  Apesar da neve nalguns locais do Nordeste Transmontano, ter caído com alguma intensidade, apenas foi bloqueado o principal acesso do concelho de Alfândega da Fé,  a nacional 315, junto ao Hotel SPA.
O Instituto de Metereologia continua a prever queda de neve nos próximos dias acima dos 600/800 metros nas regiões Norte e Centro e acima dos 800/1000 metros no Alto Alentejo.
Bom, será que amanhã vamos acordar com o Nordeste Transmontano coberto de um manto branco?!

Fotografia: imagem captada em Vila Flor no dia 11 de Janeiro de 2010.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Gavião e a lenda (Concelho de Vila Flor)

Já aqui falei da aldeia do Gavião, abandonada à mais de 50 anos, mas num comentário à postagem: "Ao encontro da aldeia abandonada do Gavião", perguntavam-me se sabia as razões do abandono desta aldeia.
Fica aqui então uma pequena explicação para tal facto, bem como a lenda do Gavião. A aldeia abandonada do Gavião, é agora um local em ruínas visitado por quem lá deixou as suas raízes e por aqueles que tem curiosidade em conhecer o local. 
Algumas pessoas que viveram naquele lugar, ainda se encontram em Seixo de Manhoses, para onde se deslocaram as famílias que desistiram de viver no gavião. Dizem que ali não havia condições para viverem, não tinham água nem electrecidade, eram tempos de muita fome, sem terem grande coisa para comer, tendo então alguns ido viver para o Seixo de manhoses, enquanto outros emigraram para o estrangeiro.

Deste lugar ficaram as ruínas e a lenda de que no Gavião havia 13 moradores e 14 loucos, porque um lavrador tinha um burro e diziam que até o animal era doido.

Ruralidades, Cabanas de Cima (Concelho de Torre de Moncorvo)

Imagens captadas na aldeia de Cabanas de Cima - Concelho de Torre de Moncorvo.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

"CASTANHEIRO" (Poema de Fernando Silva)



Neste souto serrano
Há um velho castanheiro
Apesar… de tanto ano,
...Tem sido um bom parceiro

Mas a velhice chegou
Sentiu-se injustiçado
Toda a gente… o maltratou,
Melindrou-se de… desprezado

De repente… envelheceu,
Ninguém mais o acarinhou
Esse castanheiro, morreu
Todo o souto por ele chorou

E num dia de pouca sorte
Apesar de anos vividos
Do seu superior… porte
Ressentiu-se dos mexidos

Cortaram, aquele castanheiro
Ficou o souto… mais pobre,
Deixou de ser um parceiro
Essa arvore… tão nobre

Nesse campo há outros agora
Com saudades do castanheiro
Mas naquele lugar já…não mora
Esse tão bom… companheiro

Ficou um lugar…sagrado,
De meditação e altaneiro
Actualmente, neste coutado
Choram o fim do castanheiro

Fernando Silva

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Este poema foi deixado por Fernando Silva, um Vilaflorence,  na minha página do facebook num comentário à ligação "Castanheiro Centenário em Zedes (Concelho de Carrazeda de Ansiães)", acompanhado com a seguinte mensagem:
"Jorge o prometido é devido, como tal, ofereço este meu poema a ti e a quem gosta de soutos transmontanos. Como sabes e bem documentas nas imagens de uma aldeia fantasma que se chama Gavião, que por certo vais ouvir falar aquando da minha peça de teatro, mas, isso fica para outras oportunidades, também os castanheiros se sentem desprezados por várias índoles, a mais escabrosa “o fogo”. Como amante da natureza repugna-me o facto de ver a decadência da nossa paisagem tão rica. Um abraço."

Obrigado Fernando pelo poema, pelo comentário, por essas palavras cheias de inspiração de um amante da natureza. Um Abraço para ti Também!

Fotografia: Castanheiro centenário na aldeia de Zedes (Concelho de Carrazeda de Ansiães)

sábado, 20 de novembro de 2010

Castanheiro Centenário em Zedes (Concelho de Carrazeda de Ansiães)


 Castanheiro centenário à entrada da aldeia de Zedes no concelho de Carrazeda de Anisiães.

Vila Flor - Lançamento do Livro "Na Sombra da Ternura" da autoria de Fernando Silva

No dia 4 de Dezembro de 2010, pelas 15:30 horas, no Auditório Adelina Campos em Vila Flor, vai decorrer o Lançamento do Livro "Na Sombra da Ternura" da autoria de Fernando Silva, um Vilaflorence, que esta a alguns quilometros desta vila, mas que a tem sempre na memoria e na escrita, sendo ele um "amante" da  escrita, da leitura e do fado. Falando de fado, ainda no dia 4 à noite, pelas 21:00 horas, no mesmo local a não perder: Noite de Fados com o grupo "Solar do Meireles".

Fungos nas margens do Sabor (Concelho de Torre de Moncorvo)




Fungos nos troncos de algumas arvores, nas margens do rio Sabor, bem perto da Foz do Sabor no concelho de Torre de Moncorvo.
Para saber mais sobre fungos clique aqui.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Ao encontro da aldeia abandonada do Gavião

Já há algum tempo que andava com a ideia de fazer uma visita a aldeia abandonada do Gavião, mas como o tempo não dá pra tudo, ainda o não tinha feito, mas no inicio desta semana, houve tempo para me deslocar a esta aldeia, onde em tempos moraram algumas famílias, encontrando-se agora abandonada, mas não na totalidade, uma vez que ainda existem algumas casas com telhado e portas fechadas, umas três ou quatro, presumo eu que pertençam a alguém que tenha propriedades ali perto. O melhor acesso para o Gavião é deslocar-se de Vila Flor em direcção ao Seixo de Manhoses e um pouco depois da entrada da aldeia, há uma placa indicando que se deve virar à esquerda em direcção ao Gavião, por um caminho em terra com alguma brita.
Vão-se encontrar alguns caminhos mais, mas é seguir sempre o inicial que tem alguma brita, até se encontrar um Cruzeiro. Um pouco mais à frente começam-se logo a ver algumas casas em ruínas, chegamos então ao Gavião. Todo o percurso foi feito de carro sem qualquer complicação.
Assim que dei entrada na aldeia, não perdi tempo, em começar a explorar a aldeia, entrando em algumas casas em ruínas, havendo apenas três ou quatro como referi anteriormente conservadas com telhado e portas, ao contrario das restantes que se encontram em completo abandono, em ruínas, onde a maioria só resta mesmo as paredes, paredes estas na maioria em granito. Desta aldeia abandonada consegue-se avistar o imenso Vale da Vilariça.
Depois de ter percorrido toda a aldeia, faltava apenas ir ao encontro da Capela, capela esta que está também em ruínas. ao entrar no seu interior pode verse o que resta do alter. Seria bom que pelo menos se restaura-se esta capela. Quem sabe se no futuro, não haverá alguém interessado em habitar a aldeia. Uma aldeia turística era uma boa ideia.

Depois de visitar o interior da capela chegou o momento de regressar a casa, mas é para voltar noutro dia e explorar mais ao pormenor.