quinta-feira, 24 de junho de 2010

XXVII Feira de S. Pedro (26/06 a 03/07 de 2010 em Macedo de Cavaleiros)

Vai decorrer de 26/06 a 03/07 de 2010 em Macedo de Cavaleiros a XXVII Feira de S. Pedro, que terá lugar no Parque Municipal de Exposições, organizada pela ACIMC - Associação Comercial e Industrial de Macedo de Cavaleiros.
Fica aqui o cartaz do evento com os artistas que animarão a Feira entre o dia 26 de Junho e 3 de Julho.

VIII TerraFlor - Feira de Produtos e Sabores (15 a 18 de Julho de 2010 em Vila Flor)

Mais uma vez, vai decorrer em Vila Flor a "Feira de Produtos e Sabores" - VIII Terra Flor, que terá lugar de 15 a 18 de Julho. O cartaz acima divulga as atracções musicais, onde no dia 15 subirão ao palco os "Sons Transmontanos" (Cantares de Carrazeda de Ansiães, Miradanças - Danças Mistas_Pauliteiros de Miranda e Banda Filarmónica da Associação Cultural de Vila Flor); dia 16 "Tributo aos Queen"; dia 17 "Xutos & Pontapés" e no último dia, 18 de Julho "Noite Terra Flor" (Escola de Música Zécthoven, Rancho Folclórico de Freixiel, Grupo de Cantares de Vila Flor e Grupo de Música Tradicional da Associação Cultural de Vila Flor).
Deixo aqui alguns dos momentos, do último dia da TerraFlor de 2009:
O meu obrigado à Câmara Municipal pelo envio do Cartaz.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Panorâmica da "Cidade Jardim" - Mirandela

Panorâmica, duma das cidades mais bonitas do Nordeste Transmontano, "Cidade Jardim" - Mirandela.

Do lado esquerdo da segunda fotografia, pode-se ver a Igreja de São Bento, ficando situada a norte da cidade. Este local serve também de miradouro a grande parte da cidade.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Miradouro do Penedo Durão

Depois da Caminhada - St.º André das Arribas, retratada aqui no blogue já há algum tempo, no regresso, ao subir de Barca d'Alva para Freixo de Espada à Cinta , não conseguimos ficar indiferentes ao enorme rochedo que se vê do lado esquerdo, estou-me a referir ao Penedo Durão.

Foi então que decidimos virar no cruzamento antes de chegar a Freixo com direcção a Ligares até à estrada que segue para Poiares, depois de subir, no alto de Poiares ao pé dum Cruzeiro, chegamos ao cruzamento donde parte uma estrada em direcção ao alto do Penedo Durão. Ao chegarmos lá ficamos fascinados com o que conseguíamos ver dali.

O Miradouro do Penedo Durão, fica então situado a cerca de 2km da vila de Freixo de Espada à Cinta, perto de Poiares, situado na margem direita do Rio Douro, devido a ser bastante alto e com bastante declive, com mais de 700 m de altitude, oferecendo uma visão panorâmica deslumbrante sobre a barragem de Saucelle no Rio Douro e sobre a foz do rio espanhol Huebra, avistando-se a vastidão planáltica de Salamanca e Zamora, sendo também um local ideal para se observarem aves, sendo o caso do grifo ou abutre e o abutre do Egipto, símbolo do Parque Nacional do Douro Internacional. Mas estas aves voam muito alto, o que é aconselhável o uso de binóculos para as observar.

O Miradouro, é composto por parque de estacionamento, parque de merendas com mesas e parque para as crianças, é constituído por vários terraços ligados por escadas, até chegar aquele donde se consegue ter uma visão mais profunda sobre toda a vasta zona rochosa quer do lado português, quer do lado espanhol , bem como sobre o Rio Douro.

Ali existe também uma imagem de Nossa Senhora (Nossa Senhora do Douro) colocada ali no ano de 2002. A toda a volta existe um varandim para segurança dos visitantes, mas que requer sempre algum cuidado.

Este local é visitado por muita gente, quer por portugueses, quer mesmo por espanhóis. Falando em espanhóis, havia bastantes que tinham vindo a Portugal em visita, não deixando de subir a este miradouro.

Tendo conversado com alguns deles, mostrando-se interessados pelas fotografias que me viram fazer, onde lhes falei do blogue, dizendo-lhes que ai podiam ver estas fotografias e outras do nosso Nordeste Transmontano.

Depois de uns dedos de conversa despedi-me deles e logo de seguida segui para o carro, deixando assim este lugar para regressarmos a Freixo, onde ficariam os nossos amigos, enquanto eu e minha esposa regressamos a Vila Flor, depois de um dia cheio de aventuras.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Monte do “castelo” em Pereiros e Codeçais

Quem passa por Pereiros e Codeçais no Concelho de Carrazeda de Ansiães, dificilmente fica indiferente ao monte que mostram as fotografias, sendo este monte na aldeia de Codeçais, conhecido por "castelo".

Quem se desloca de Carrazeda de Ansiães em direcção a Pereiros e Codeçais, antes de chegar a Pereiros, encara logo de frente com este monte, composto por grandes monstros em granito, pois em toda essa zona envolvente, é predominante o granito, ai a justificação para a maioria das habitações, principalmente as mais antigas serem construidas em granito. Além destes monstros de granito existem giestas negrais ou maias, havendo também alguns pinheiros, mas poucos. Visto desde Codeçais, tem uma configuração um pouco diferente, sendo a subida a este monte mais acentuada, e desde a aldeia até bem perto do cimo do monte, existem terrenos agrícolas, mas os monstros em granito e alguns pinheiros continuam a persistir, bem como algumas cartinceiras e sobreiros.

Agora o porquê o nome de “castelo” dado a este monte pelas pessoas de Codeçais!? Na aldeia, falam de ali terem existindo Mouros. Será que existiu ali algum fortificado!? Bom que seria um bom lugar para tal, lá isso não há duvida, pois é bastante alto, conseguindo até mesmo ver-se doutros concelhos, o que facilitaria a observação de possíveis atacantes ao fortificado e defesa do mesmo. Também contam os mais antigos que ali existiria um buraco que daria passagem até à Sobreira do outro lado do Rio Tua. Histórias como esta estamos habituados a ouvir de vários locais, desde o aspecto mítico, histórico e até mesmo religioso, agora se é verdade ou não, fica a dúvida.

Bom nunca tive a oportunidade de explorar este monte, embora vontade não me falte. Espero um dia faze-lo e tentar descobrir algo, até lá, ficam aqui estas fotos do mesmo visto em diferentes perspectivas.

domingo, 13 de junho de 2010

Passagem pela aldeia do Nabo

Aquando da minha procura da Anta de N.ª Sr.ª da Rosa em Sampaio, de regresso a Vila Flor, decidi seguir a estrada até à Ponte da Junqueira e depois a estrada que segue para Vila Flor. Ao chegar ao cruzamento do Nabo, resolvi entrar dentro da aldeia seguindo pela estrada que liga o Nabo ao Arco, onde deparei com algumas cegonhas ou baldões, como mostra a postagem cegonhas ou baldões na aldeia do Arco.

O Nabo, é uma freguesia do Concelho de Vila Flor, a 260 metros de altitude e dista de Vila Flor sete quilómetros.

Depois de deixar o cruzamento, ao descer para a aldeia, cheguei a um determinado local onde tinha uma visão geral da aldeia, então decidi parar e fazer umas panorâmicas da mesma como mostra a primeira fotografia, onde se pode ver além do Nabo, outras duas aldeias um pouco distantes, o Castedo e a Vide, pertencentes estas duas ao Concelho de Torre de Moncorvo.

Voltei a entrar no carro e segui até à aldeia. A vontade de parar e fazer um passeio pela aldeia descobrindo os encantos da mesma era bastante, pois já tinha estado algumas vezes na aldeia do Nabo, mas nunca com o intuito de fotografar algo.

Mas como já se estava a aproximar a hora de almoço e tinha intenções de passar no Arco, decidi não parar para uma visita à aldeia. Vindo apenas a parar à saída da mesma, já na estrada que a liga à aldeia do Arco, para fazer mais umas panorâmicas da aldeia dum outro anglo, como se pode constatar nestas três últimas fotografias.
Com esta passagem pela aldeia, ficou a vontade de lá voltar e descobrir a aldeia, entretanto ficam aqui estas imagens com uma vista geral da mesma.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Margaridas

A imagem destas lindas margaridas, foi captada na aldeia do Arco no concelho de Vila Flor, bem representativa da estação do ano que está prestes a deixar-nos, que é a Primavera.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

cegonhas ou baldões na aldeia do Arco

Dia 03 de Junho, aproveitei o feriado, para fazer uns passeios fotográficos. Logo de manhã fui a Sampaio à procura da Anta de N.ª S.ª da Rosa, como referi numa das minhas postagens anteriores.

No regresso a Vila Flor, segui a estrada até à Ponte da Junqueira, e depois segui a estrada que segue para Vila Flor. Ao chegar ao cruzamento do Nabo, decidi entrar na aldeia e seguir em direcção Arco. Já ali tinha feito algumas fotografias num outro passeio por esta aldeia, mas desta vez ao passar junto do ribeiro, num olhar mais atento, observei uma “cegonha” ou baldão.

Decidi então parar o carro e como havia um casal no cultivo da horta onde se encontrava a cegonha, perguntei-lhes se poderia fotografar tal engenho, onde me responderam, com toda a simpatia: “claro que sim”.

Entrei então dentro da horta, onde havia batateiras, feijoeiros, entre outras culturas, aí dirigi-me junto do engenho afim de o fotografar. Achei interessante e fiquei admirado por ver tal engenho, pois pensava já não existirem estes engenhos, ou caso existisse algum já não tivesse uso. Pois estava completamente enganado.

Depois de conversar um pouco com essas duas pessoas fiquei ainda mais admirado e estupefacto, quando me disseram que havia muitas mais por aquelas hortas que se seguiam à deles. Nisto ponho-me a olhar e vi mais duas.

Não hesitei então em me deslocar ribeiro abaixo e entrar naquelas lindas hortas cultivadas com batatas, feijões, cebolas, alfaces, etc. , em todas elas existia então uma cegonha, como era extraordinário tal cenário! Penso que poucas serão as aldeias do Concelho de Vila Flor onde se poderá deparar com tal cenário. Pois como se pode verificar nas imagens o nome de cegonha, dado a este engenho, tem todo o sentido devido ao seu formato, bem parecido com uma cegonha (ave).

Ainda não mencionei foi qual a utilidade deste engenho, bom uma Cegonha é um engenho que possui uma peça comprida, à semelhança do pescoço de uma cegonha, (aí o nome de cegonha) e que serve para tirar água dos poços. Todas elas, eram em madeira, embora encontra-se uma feita em ferro, constituídas por dois paus articulados. Como se pode verificar nas imagens um deles esta fixo na vertical, tendo o género de uma fisga na ponta e ai tem colocado um ferro que faz de eixo em torno do qual rodava o outro pau, sendo furado a meio para poder ser trespassado por uma barra de ferro, assim o balde colocado na ponta do braço móvel pode-se baixar e retirar a água do poço, que existe a lado, tendo encontrado estes tapados por uma questão se segurança. Na outra ponta do pau móvel, como se pode verificar, encontram-se presas algumas pedras, afim de fazer contrapeso, tornando assim o balde mais leve. Junto destes poços, não em todos há ainda um pequeno tanque, pia em pedra ou cantaria, para onde se despeja a água do balde, seguindo esta por um rego para assim se regarem as culturas.

Um outro engenho utilizado para retirar água, bem mais conhecidas por mim, no Vale da Vilariça, são as noras. Pois em tempos de menino e adolescência, bem me recordo de ver os machos ou burros andarem à volta destas, fazendo rodar os alcatruzes que traziam a água à superfície para se regarem as culturas. Actualmente, já não são utilizadas da mesma forma, já não há animais a circular a volta delas, pois o uso dos motores de rega ou bombas eléctricas fizeram com que estes engenhos de retirar água, quer as cegonhas, quer as noras, ficassem esquecidos no tempo e em desuso, mas na aldeia do Arco no concelho de Vila Flor, ainda persistem em funcionamento as cegonhas, balde ou baldão.

"Bem-me-quer, Mal-me-quer"

“Um dia peguei uma margarida e fiz o “bem-me-quer, mal-me-quer”… na primeira vez deu bem-me-quer, então me ama. Na segunda veio não-me-quer, mas não fiquei preocupado … as margaridas também podem mentir!”
Jim Morrison
Esta imagem foi captada durante um passeio pela aldeia do Arco, no Concelho de Vila Flor. Numa proxima postagem falarei aqui no blogue sobre a aldeia do Arco, onde retratarei um tema bastante interessante.

Sampaio - Anta de N.ª S.ª da Rosa

Na aldeia de Sampaio, no Concelho de Vila Flor, mais propriamente na área envolvente à Capela de N.ª Sr. da Rosa, junto à Ribeira da Vilariça, existe uma anta (Anta de N.º Sr,ª da Rosa) e duas antelas (antas mais pequenas). As Antas ou Dólmens, são monumentos megalíticos tumulares colectivos, típicos da sociedade pré-histórica, edificadas essencialmente no período neolítico, caracterizados por terem uma câmara de forma poligonal ou circular utilizada como espaço sepulcral. A câmara dolménica era constituída com grandes pedras verticais que sustentam uma grande laje horizontal de cobertura. As pedras em posição vertical, dominadas esteios ou ortóstatos, são em número variável entre seis e nove. A laje horizontal é designada de chapéu, mesa ou tampa. Quanto à superfície da câmara dolménica não supera o metro quadrado.

Depois de há um ano atrás ter tentado encontrar estes exemplares, mas sem sucesso, voltei ao local no dia 3 de Junho. Sai de Vila Flor às 07:30 horas, chegando a Sampaio às 07:45 horas. Ao fundo/entrada da aldeia, junto à nacional 102/IP2, existe uma placa com a indicação das antas, a partir dai não existe qualquer outra indicação, nem das antas nem da capela. Como já desde os tempos de menino que conheço o caminho para a ribeira e a Capela de N.ª Sr.ª da Rosa, não sendo então novidade para mim o trajecto, mas era novidade a existência das Antas.

Depois de deixar a estrada segui então o caminho em terra, agora em brita até à ribeira. Depois deixei este caminho em brita e segui outro em terra batida em direcção à chã grande com continuação para a capela. Pois para aqueles que não conhecem o local seria bastante difícil chegarem à capela devido a existência de vários caminhos e sem qualquer placa a sinalizar o local.

No dia da minha exposição fotográfica em Sampaio, falei nas antas com habitante da aldeia, mostrando o meu interesse em fotografar as antas e ele disse-me onde se localizavam. Por isso cheguei à Chã Grande, onde se encontram algumas vinhas e parei o carro. Dali consegui ver a Capela de N.ª Sr.ª da Rosa, tratei então de seguir mais ou menos o trajecto por meio de monte que me tinham indicado.

O monte era rasteiro, composto por arças, algumas giestas e erva bastante alta dificultando a procura de tal antiguidade. Depois de percorrer um pouco desse monte, qual foi o meu espanto, quando vi umas pedras no meio da erva, pensei logo que se tratava de uma anta. Sem dúvida, tinha encontrado aquilo que há um ano procurei e não muito longe dali, tendo passado até bem perto dela.

Via-se que se tratava de uma anta, mas em bastante mau estado, apenas verifiquei a existência de algumas pedras ao alto, mas sem a parte superior (tampa) como estamos habituados a ver como o exemplo da anta de Zedes no concelho de Carrazeda de Ansiães.

Fiz algumas fotografias da mesma, e tratei de procurar as outras, uma vez que tinha conhecimento da existência de mais duas, mas depois de ter procurado por algum tempo, acabei por desistir, pois o monte não me permitiu encontrar mais nenhuma. Talvez noutra visita ao local tenha mais sorte.

Pois é de lamentar que este tipo de antiguidades (monumentos históricos), fiquem assim deitados ao abandono e que ninguém faça algo por preserva-los, encontrando-se no meio do monte, dificultando assim a sua procura.
O mais absurdo é ainda, existir uma placa ao fundo/à entrada da aldeia, com a indicação das antas, e a partir dai não haver nenhuma outra placa ou qualquer indicação a indicar a localização quer das antas, quer da capela. Quem pensar em visitar estes monumentos, depois desta placa anda uns 100 metros tem logo outro caminho, chega ali e surge a dúvida: “Qual o caminho a seguir!?”, eu se não conhece-se era assim que me interrogava. Mas como existe este caminho, mais à frente há outros e ai surgiria novamente a dúvida. Enfim!

Seria bom quem a Junta de Freguesia, Autarquia e outras Entidades Locais, contribuissem para o aproveitamento, reabilitação e restauração daquilo que a nossa aldeia possui de histórico, obras resultantes dos nossos antepassados, é necessário dinamizar um pouco mais a aldeia, podendo começar por estes pontos turísticos, pois haverá sempre alguém que nos visite, não seja apenas por motivos económicos/financeiros, mas pelo aspecto cultural, turístico e pelo bom nome da nossa freguesia.