segunda-feira, 14 de junho de 2010

Monte do “castelo” em Pereiros e Codeçais

Quem passa por Pereiros e Codeçais no Concelho de Carrazeda de Ansiães, dificilmente fica indiferente ao monte que mostram as fotografias, sendo este monte na aldeia de Codeçais, conhecido por "castelo".

Quem se desloca de Carrazeda de Ansiães em direcção a Pereiros e Codeçais, antes de chegar a Pereiros, encara logo de frente com este monte, composto por grandes monstros em granito, pois em toda essa zona envolvente, é predominante o granito, ai a justificação para a maioria das habitações, principalmente as mais antigas serem construidas em granito. Além destes monstros de granito existem giestas negrais ou maias, havendo também alguns pinheiros, mas poucos. Visto desde Codeçais, tem uma configuração um pouco diferente, sendo a subida a este monte mais acentuada, e desde a aldeia até bem perto do cimo do monte, existem terrenos agrícolas, mas os monstros em granito e alguns pinheiros continuam a persistir, bem como algumas cartinceiras e sobreiros.

Agora o porquê o nome de “castelo” dado a este monte pelas pessoas de Codeçais!? Na aldeia, falam de ali terem existindo Mouros. Será que existiu ali algum fortificado!? Bom que seria um bom lugar para tal, lá isso não há duvida, pois é bastante alto, conseguindo até mesmo ver-se doutros concelhos, o que facilitaria a observação de possíveis atacantes ao fortificado e defesa do mesmo. Também contam os mais antigos que ali existiria um buraco que daria passagem até à Sobreira do outro lado do Rio Tua. Histórias como esta estamos habituados a ouvir de vários locais, desde o aspecto mítico, histórico e até mesmo religioso, agora se é verdade ou não, fica a dúvida.

Bom nunca tive a oportunidade de explorar este monte, embora vontade não me falte. Espero um dia faze-lo e tentar descobrir algo, até lá, ficam aqui estas fotos do mesmo visto em diferentes perspectivas.

domingo, 13 de junho de 2010

Passagem pela aldeia do Nabo

Aquando da minha procura da Anta de N.ª Sr.ª da Rosa em Sampaio, de regresso a Vila Flor, decidi seguir a estrada até à Ponte da Junqueira e depois a estrada que segue para Vila Flor. Ao chegar ao cruzamento do Nabo, resolvi entrar dentro da aldeia seguindo pela estrada que liga o Nabo ao Arco, onde deparei com algumas cegonhas ou baldões, como mostra a postagem cegonhas ou baldões na aldeia do Arco.

O Nabo, é uma freguesia do Concelho de Vila Flor, a 260 metros de altitude e dista de Vila Flor sete quilómetros.

Depois de deixar o cruzamento, ao descer para a aldeia, cheguei a um determinado local onde tinha uma visão geral da aldeia, então decidi parar e fazer umas panorâmicas da mesma como mostra a primeira fotografia, onde se pode ver além do Nabo, outras duas aldeias um pouco distantes, o Castedo e a Vide, pertencentes estas duas ao Concelho de Torre de Moncorvo.

Voltei a entrar no carro e segui até à aldeia. A vontade de parar e fazer um passeio pela aldeia descobrindo os encantos da mesma era bastante, pois já tinha estado algumas vezes na aldeia do Nabo, mas nunca com o intuito de fotografar algo.

Mas como já se estava a aproximar a hora de almoço e tinha intenções de passar no Arco, decidi não parar para uma visita à aldeia. Vindo apenas a parar à saída da mesma, já na estrada que a liga à aldeia do Arco, para fazer mais umas panorâmicas da aldeia dum outro anglo, como se pode constatar nestas três últimas fotografias.
Com esta passagem pela aldeia, ficou a vontade de lá voltar e descobrir a aldeia, entretanto ficam aqui estas imagens com uma vista geral da mesma.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Margaridas

A imagem destas lindas margaridas, foi captada na aldeia do Arco no concelho de Vila Flor, bem representativa da estação do ano que está prestes a deixar-nos, que é a Primavera.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

cegonhas ou baldões na aldeia do Arco

Dia 03 de Junho, aproveitei o feriado, para fazer uns passeios fotográficos. Logo de manhã fui a Sampaio à procura da Anta de N.ª S.ª da Rosa, como referi numa das minhas postagens anteriores.

No regresso a Vila Flor, segui a estrada até à Ponte da Junqueira, e depois segui a estrada que segue para Vila Flor. Ao chegar ao cruzamento do Nabo, decidi entrar na aldeia e seguir em direcção Arco. Já ali tinha feito algumas fotografias num outro passeio por esta aldeia, mas desta vez ao passar junto do ribeiro, num olhar mais atento, observei uma “cegonha” ou baldão.

Decidi então parar o carro e como havia um casal no cultivo da horta onde se encontrava a cegonha, perguntei-lhes se poderia fotografar tal engenho, onde me responderam, com toda a simpatia: “claro que sim”.

Entrei então dentro da horta, onde havia batateiras, feijoeiros, entre outras culturas, aí dirigi-me junto do engenho afim de o fotografar. Achei interessante e fiquei admirado por ver tal engenho, pois pensava já não existirem estes engenhos, ou caso existisse algum já não tivesse uso. Pois estava completamente enganado.

Depois de conversar um pouco com essas duas pessoas fiquei ainda mais admirado e estupefacto, quando me disseram que havia muitas mais por aquelas hortas que se seguiam à deles. Nisto ponho-me a olhar e vi mais duas.

Não hesitei então em me deslocar ribeiro abaixo e entrar naquelas lindas hortas cultivadas com batatas, feijões, cebolas, alfaces, etc. , em todas elas existia então uma cegonha, como era extraordinário tal cenário! Penso que poucas serão as aldeias do Concelho de Vila Flor onde se poderá deparar com tal cenário. Pois como se pode verificar nas imagens o nome de cegonha, dado a este engenho, tem todo o sentido devido ao seu formato, bem parecido com uma cegonha (ave).

Ainda não mencionei foi qual a utilidade deste engenho, bom uma Cegonha é um engenho que possui uma peça comprida, à semelhança do pescoço de uma cegonha, (aí o nome de cegonha) e que serve para tirar água dos poços. Todas elas, eram em madeira, embora encontra-se uma feita em ferro, constituídas por dois paus articulados. Como se pode verificar nas imagens um deles esta fixo na vertical, tendo o género de uma fisga na ponta e ai tem colocado um ferro que faz de eixo em torno do qual rodava o outro pau, sendo furado a meio para poder ser trespassado por uma barra de ferro, assim o balde colocado na ponta do braço móvel pode-se baixar e retirar a água do poço, que existe a lado, tendo encontrado estes tapados por uma questão se segurança. Na outra ponta do pau móvel, como se pode verificar, encontram-se presas algumas pedras, afim de fazer contrapeso, tornando assim o balde mais leve. Junto destes poços, não em todos há ainda um pequeno tanque, pia em pedra ou cantaria, para onde se despeja a água do balde, seguindo esta por um rego para assim se regarem as culturas.

Um outro engenho utilizado para retirar água, bem mais conhecidas por mim, no Vale da Vilariça, são as noras. Pois em tempos de menino e adolescência, bem me recordo de ver os machos ou burros andarem à volta destas, fazendo rodar os alcatruzes que traziam a água à superfície para se regarem as culturas. Actualmente, já não são utilizadas da mesma forma, já não há animais a circular a volta delas, pois o uso dos motores de rega ou bombas eléctricas fizeram com que estes engenhos de retirar água, quer as cegonhas, quer as noras, ficassem esquecidos no tempo e em desuso, mas na aldeia do Arco no concelho de Vila Flor, ainda persistem em funcionamento as cegonhas, balde ou baldão.

"Bem-me-quer, Mal-me-quer"

“Um dia peguei uma margarida e fiz o “bem-me-quer, mal-me-quer”… na primeira vez deu bem-me-quer, então me ama. Na segunda veio não-me-quer, mas não fiquei preocupado … as margaridas também podem mentir!”
Jim Morrison
Esta imagem foi captada durante um passeio pela aldeia do Arco, no Concelho de Vila Flor. Numa proxima postagem falarei aqui no blogue sobre a aldeia do Arco, onde retratarei um tema bastante interessante.

Sampaio - Anta de N.ª S.ª da Rosa

Na aldeia de Sampaio, no Concelho de Vila Flor, mais propriamente na área envolvente à Capela de N.ª Sr. da Rosa, junto à Ribeira da Vilariça, existe uma anta (Anta de N.º Sr,ª da Rosa) e duas antelas (antas mais pequenas). As Antas ou Dólmens, são monumentos megalíticos tumulares colectivos, típicos da sociedade pré-histórica, edificadas essencialmente no período neolítico, caracterizados por terem uma câmara de forma poligonal ou circular utilizada como espaço sepulcral. A câmara dolménica era constituída com grandes pedras verticais que sustentam uma grande laje horizontal de cobertura. As pedras em posição vertical, dominadas esteios ou ortóstatos, são em número variável entre seis e nove. A laje horizontal é designada de chapéu, mesa ou tampa. Quanto à superfície da câmara dolménica não supera o metro quadrado.

Depois de há um ano atrás ter tentado encontrar estes exemplares, mas sem sucesso, voltei ao local no dia 3 de Junho. Sai de Vila Flor às 07:30 horas, chegando a Sampaio às 07:45 horas. Ao fundo/entrada da aldeia, junto à nacional 102/IP2, existe uma placa com a indicação das antas, a partir dai não existe qualquer outra indicação, nem das antas nem da capela. Como já desde os tempos de menino que conheço o caminho para a ribeira e a Capela de N.ª Sr.ª da Rosa, não sendo então novidade para mim o trajecto, mas era novidade a existência das Antas.

Depois de deixar a estrada segui então o caminho em terra, agora em brita até à ribeira. Depois deixei este caminho em brita e segui outro em terra batida em direcção à chã grande com continuação para a capela. Pois para aqueles que não conhecem o local seria bastante difícil chegarem à capela devido a existência de vários caminhos e sem qualquer placa a sinalizar o local.

No dia da minha exposição fotográfica em Sampaio, falei nas antas com habitante da aldeia, mostrando o meu interesse em fotografar as antas e ele disse-me onde se localizavam. Por isso cheguei à Chã Grande, onde se encontram algumas vinhas e parei o carro. Dali consegui ver a Capela de N.ª Sr.ª da Rosa, tratei então de seguir mais ou menos o trajecto por meio de monte que me tinham indicado.

O monte era rasteiro, composto por arças, algumas giestas e erva bastante alta dificultando a procura de tal antiguidade. Depois de percorrer um pouco desse monte, qual foi o meu espanto, quando vi umas pedras no meio da erva, pensei logo que se tratava de uma anta. Sem dúvida, tinha encontrado aquilo que há um ano procurei e não muito longe dali, tendo passado até bem perto dela.

Via-se que se tratava de uma anta, mas em bastante mau estado, apenas verifiquei a existência de algumas pedras ao alto, mas sem a parte superior (tampa) como estamos habituados a ver como o exemplo da anta de Zedes no concelho de Carrazeda de Ansiães.

Fiz algumas fotografias da mesma, e tratei de procurar as outras, uma vez que tinha conhecimento da existência de mais duas, mas depois de ter procurado por algum tempo, acabei por desistir, pois o monte não me permitiu encontrar mais nenhuma. Talvez noutra visita ao local tenha mais sorte.

Pois é de lamentar que este tipo de antiguidades (monumentos históricos), fiquem assim deitados ao abandono e que ninguém faça algo por preserva-los, encontrando-se no meio do monte, dificultando assim a sua procura.
O mais absurdo é ainda, existir uma placa ao fundo/à entrada da aldeia, com a indicação das antas, e a partir dai não haver nenhuma outra placa ou qualquer indicação a indicar a localização quer das antas, quer da capela. Quem pensar em visitar estes monumentos, depois desta placa anda uns 100 metros tem logo outro caminho, chega ali e surge a dúvida: “Qual o caminho a seguir!?”, eu se não conhece-se era assim que me interrogava. Mas como existe este caminho, mais à frente há outros e ai surgiria novamente a dúvida. Enfim!

Seria bom quem a Junta de Freguesia, Autarquia e outras Entidades Locais, contribuissem para o aproveitamento, reabilitação e restauração daquilo que a nossa aldeia possui de histórico, obras resultantes dos nossos antepassados, é necessário dinamizar um pouco mais a aldeia, podendo começar por estes pontos turísticos, pois haverá sempre alguém que nos visite, não seja apenas por motivos económicos/financeiros, mas pelo aspecto cultural, turístico e pelo bom nome da nossa freguesia.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Ponte da Junqueira

Já algum tempo durante as minhas viagens de ida e volta a Torre de Moncorvo, me surgiu a ideia de parar e fotografar a velha Ponte da Junqueira sobre a Ribeira da Vilariça.
Quem passa sobre a ponte nova, que liga o Concelho de Vila Flor ao Concelho de Torre de Moncorvo, pode ver a antiga ponte. Ponte esta destruída por uma cheia a 17 de Junho do ano de 1955.
Foi então no dia 2 de Junho, que decidi parar e dirigir-me até à ponte. O carro pôde ir mesmo junto desta, ficando à sombra dos ciprestes que ali existem, enquanto eu explorava aquela antiguidade.
No início da ponte mantém-se o piso de alcatrão, seguindo-se depois a estrutura em ferro que aguentava o tabuleiro, agora inexistente.
Depois de fotografar a parte superior da ponte, desci até a ribeira, que ainda leva alguma água, mas não com a abundância como alguns meses atrás.
Dali debaixo, observei a ponte e a fotografei, podendo ver alguns pormenores da sua construção. Constatei então, que a parte do tabuleiro agora inexistente era aguentada por uma estrutura em ferro, cuja plataforma era sustentada por dois arcos de cantaria, ainda existentes.
Para enfrentarem a força da corrente foi reforçada por contrafortes nos pegões, por talha-mare e talhantes triangulares. Duas plataformas destinadas aos peões, assentam numa sucessão regular de cachorros.
Depois deixei a ponte e dirigi-me um pouco mais abaixo, ao longo da ribeira fazendo algumas fotografias da mesma, como se pode ver na postagem anterior (Ribeira da Vilariça).

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Ribeira da Vilariça

Estas imagens da Ribeira da Vilariça, foram captadas, junto à antiga ponte da Junqueira, onde o verde da vegetação, dos choupos e o branco da flor do embude prevalece.

A água que corre na ribeira, já não é em grande quantidade, como se pôde ver neste último Inverno, mas ainda core alguma, mas o mais provável é que chegue mesmo a secar, devido ao calor que se tem feito sentir e que ainda esta para vir durante a estação mais quente do ano, que é o Verão

Como referi anteriormente, ao longo da ribeira, prevalece o branco da flor do embude (Oenanthe crocata). Esta planta de folhas recortadas, semelhantes às da salsa, e de flor branca na Primavera, as suas raízes contêm compostos tóxicos extremamente activos que provocam vómitos, diarreia e convulsões tetânicas, podendo causar a morte.

É sempre agradável fazer um passeio ao longo da Ribeira da Vilariça, apreciando a paisagem e aliviar o stress do dia a dia, ouvindo o cantar dos pássaros.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

As maias

Durante os meses de Maio e Junho, quem passa pelo Concelho de Vila Flor e o Concelho de Carrazeda de Ansiães, depara com o amarelo da flor das mais.

No 1º dia do mês de Maio é hábito, colocar um ramo desta espécie de giesta nas portas ou janelas das casas, contra o mau-olhado, ou “para que haja fartura”.

Este tipo de giesta, também é conhecido por giesta-das-serras, giesta-amarela e giesta-negral. A sua floração. da-se entre Abril e Junho.

É um arbusto caducifólio, de ramos flexíveis, com folhas pubescentes constituídas por 1 a 3 folículos, flores amarelas, sendo o fruto uma vagem arredondada coberta por pêlos.

Este é o estado em que se encontram no mês de Julho, sem flor, mas com o tal fruto, vagem coberta de pelos.

Estas imagens, em que o fruto é visível, bem como as duas últimas foram captadas junto a estrada que liga Carrazeda de Ansiães a Pereiros.

É uma planta bem adaptada a ambientes muito expostos ao sol, que vive nas rochas, sendo o caso desta área envolvente aos Pereiros, onde os montes são constituídos por bastantes rochas.

As primeiras fotografias, foram captadas, junto da estrada que segue de Vila Flor para Vilas Boas, onde não há rochas mas é um terreno bastante descampado exposto ao sol. As imagens com o fruto, bem como estas últimas, como já referi anteriormente foram captadas junto à estrada ao descer para os Pereiros no concelho de Carrazeda de Ansiães, podendo-se assim ver estas duas fazes deste tipo de giesta, onde temos a fase de floração e a fase do fruto.