Esta imagem do cardo em flor, foi conseguida junto à Ponte da Junqueira no concelho de Torre de Moncorvo, aquando de uma visita a esta ponte no dia 2 de Junho.sexta-feira, 11 de junho de 2010
Cardo em flor
Esta imagem do cardo em flor, foi conseguida junto à Ponte da Junqueira no concelho de Torre de Moncorvo, aquando de uma visita a esta ponte no dia 2 de Junho.quinta-feira, 10 de junho de 2010
quarta-feira, 9 de junho de 2010
cegonhas ou baldões na aldeia do Arco
Dia 03 de Junho, aproveitei o feriado, para fazer uns passeios fotográficos. Logo de manhã fui a Sampaio à procura da Anta de N.ª S.ª da Rosa, como referi numa das minhas postagens anteriores.
No regresso a Vila Flor, segui a estrada até à Ponte da Junqueira, e depois segui a estrada que segue para Vila Flor. Ao chegar ao cruzamento do Nabo, decidi entrar na aldeia e seguir em direcção Arco. Já ali tinha feito algumas fotografias num outro passeio por esta aldeia, mas desta vez ao passar junto do ribeiro, num olhar mais atento, observei uma “cegonha” ou baldão.
Decidi então parar o carro e como havia um casal no cultivo da horta onde se encontrava a cegonha, perguntei-lhes se poderia fotografar tal engenho, onde me responderam, com toda a simpatia: “claro que sim”.
Entrei então dentro da horta, onde havia batateiras, feijoeiros, entre outras culturas, aí dirigi-me junto do engenho afim de o fotografar. Achei interessante e fiquei admirado por ver tal engenho, pois pensava já não existirem estes engenhos, ou caso existisse algum já não tivesse uso. Pois estava completamente enganado.
Depois de conversar um pouco com essas duas pessoas fiquei ainda mais admirado e estupefacto, quando me disseram que havia muitas mais por aquelas hortas que se seguiam à deles. Nisto ponho-me a olhar e vi mais duas.
Não hesitei então em me deslocar ribeiro abaixo e entrar naquelas lindas hortas cultivadas com batatas, feijões, cebolas, alfaces, etc. , em todas elas existia então uma cegonha, como era extraordinário tal cenário! Penso que poucas serão as aldeias do Concelho de Vila Flor onde se poderá deparar com tal cenário. Pois como se pode verificar nas imagens o nome de cegonha, dado a este engenho, tem todo o sentido devido ao seu formato, bem parecido com uma cegonha (ave).
Ainda não mencionei foi qual a utilidade deste engenho, bom uma Cegonha é um engenho que possui uma peça comprida, à semelhança do pescoço de uma cegonha, (aí o nome de cegonha) e que serve para tirar água dos poços. Todas elas, eram em madeira, embora encontra-se uma feita em ferro, constituídas por dois paus articulados. Como se pode verificar nas imagens um deles esta fixo na vertical, tendo o género de uma fisga na ponta e ai tem colocado um ferro que faz de eixo em torno do qual rodava o outro pau, sendo furado a meio para poder ser trespassado por uma barra de ferro, assim o balde colocado na ponta do braço móvel pode-se baixar e retirar a água do poço, que existe a lado, tendo encontrado estes tapados por uma questão se segurança. Na outra ponta do pau móvel, como se pode verificar, encontram-se presas algumas pedras, afim de fazer contrapeso, tornando assim o balde mais leve. Junto destes poços, não em todos há ainda um pequeno tanque, pia em pedra ou cantaria, para onde se despeja a água do balde, seguindo esta por um rego para assim se regarem as culturas.
Um outro engenho utilizado para retirar água, bem mais conhecidas por mim, no Vale da Vilariça, são as noras. Pois em tempos de menino e adolescência, bem me recordo de ver os machos ou burros andarem à volta destas, fazendo rodar os alcatruzes que traziam a água à superfície para se regarem as culturas. Actualmente, já não são utilizadas da mesma forma, já não há animais a circular a volta delas, pois o uso dos motores de rega ou bombas eléctricas fizeram com que estes engenhos de retirar água, quer as cegonhas, quer as noras, ficassem esquecidos no tempo e em desuso, mas na aldeia do Arco no concelho de Vila Flor, ainda persistem em funcionamento as cegonhas, balde ou baldão.
"Bem-me-quer, Mal-me-quer"
Sampaio - Anta de N.ª S.ª da Rosa
Na aldeia de Sampaio, no Concelho de Vila Flor, mais propriamente na área envolvente à Capela de N.ª Sr. da Rosa, junto à Ribeira da Vilariça, existe uma anta (Anta de N.º Sr,ª da Rosa) e duas antelas (antas mais pequenas). As Antas ou Dólmens, são monumentos megalíticos tumulares colectivos, típicos da sociedade pré-histórica, edificadas essencialmente no período neolítico, caracterizados por terem uma câmara de forma poligonal ou circular utilizada como espaço sepulcral. A câmara dolménica era constituída com grandes pedras verticais que sustentam uma grande laje horizontal de cobertura. As pedras em posição vertical, dominadas esteios ou ortóstatos, são em número variável entre seis e nove. A laje horizontal é designada de chapéu, mesa ou tampa. Quanto à superfície da câmara dolménica não supera o metro quadrado.
Depois de há um ano atrás ter tentado encontrar estes exemplares, mas sem sucesso, voltei ao local no dia 3 de Junho. Sai de Vila Flor às 07:30 horas, chegando a Sampaio às 07:45 horas. Ao fundo/entrada da aldeia, junto à nacional 102/IP2, existe uma placa com a indicação das antas, a partir dai não existe qualquer outra indicação, nem das antas nem da capela. Como já desde os tempos de menino que conheço o caminho para a ribeira e a Capela de N.ª Sr.ª da Rosa, não sendo então novidade para mim o trajecto, mas era novidade a existência das Antas.
Depois de deixar a estrada segui então o caminho em terra, agora em brita até à ribeira. Depois deixei este caminho em brita e segui outro em terra batida em direcção à chã grande com continuação para a capela. Pois para aqueles que não conhecem o local seria bastante difícil chegarem à capela devido a existência de vários caminhos e sem qualquer placa a sinalizar o local.
No dia da minha exposição fotográfica em Sampaio, falei nas antas com habitante da aldeia, mostrando o meu interesse em fotografar as antas e ele disse-me onde se localizavam. Por isso cheguei à Chã Grande, onde se encontram algumas vinhas e parei o carro. Dali consegui ver a Capela de N.ª Sr.ª da Rosa, tratei então de seguir mais ou menos o trajecto por meio de monte que me tinham indicado.
O monte era rasteiro, composto por arças, algumas giestas e erva bastante alta dificultando a procura de tal antiguidade. Depois de percorrer um pouco desse monte, qual foi o meu espanto, quando vi umas pedras no meio da erva, pensei logo que se tratava de uma anta. Sem dúvida, tinha encontrado aquilo que há um ano procurei e não muito longe dali, tendo passado até bem perto dela.Via-se que se tratava de uma anta, mas em bastante mau estado, apenas verifiquei a existência de algumas pedras ao alto, mas sem a parte superior (tampa) como estamos habituados a ver como o exemplo da anta de Zedes no concelho de Carrazeda de Ansiães.
Fiz algumas fotografias da mesma, e tratei de procurar as outras, uma vez que tinha conhecimento da existência de mais duas, mas depois de ter procurado por algum tempo, acabei por desistir, pois o monte não me permitiu encontrar mais nenhuma. Talvez noutra visita ao local tenha mais sorte.
Pois é de lamentar que este tipo de antiguidades (monumentos históricos), fiquem assim deitados ao abandono e que ninguém faça algo por preserva-los, encontrando-se no meio do monte, dificultando assim a sua procura.
O mais absurdo é ainda, existir uma placa ao fundo/à entrada da aldeia, com a indicação das antas, e a partir dai não haver nenhuma outra placa ou qualquer indicação a indicar a localização quer das antas, quer da capela. Quem pensar em visitar estes monumentos, depois desta placa anda uns 100 metros tem logo outro caminho, chega ali e surge a dúvida: “Qual o caminho a seguir!?”, eu se não conhece-se era assim que me interrogava. Mas como existe este caminho, mais à frente há outros e ai surgiria novamente a dúvida. Enfim!
Seria bom quem a Junta de Freguesia, Autarquia e outras Entidades Locais, contribuissem para o aproveitamento, reabilitação e restauração daquilo que a nossa aldeia possui de histórico, obras resultantes dos nossos antepassados, é necessário dinamizar um pouco mais a aldeia, podendo começar por estes pontos turísticos, pois haverá sempre alguém que nos visite, não seja apenas por motivos económicos/financeiros, mas pelo aspecto cultural, turístico e pelo bom nome da nossa freguesia.
terça-feira, 8 de junho de 2010
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Ponte da Junqueira
Já algum tempo durante as minhas viagens de ida e volta a Torre de Moncorvo, me surgiu a ideia de parar e fotografar a velha Ponte da Junqueira sobre a Ribeira da Vilariça.No início da ponte mantém-se o piso de alcatrão, seguindo-se depois a estrutura em ferro que aguentava o tabuleiro, agora inexistente.
Depois de fotografar a parte superior da ponte, desci até a ribeira, que ainda leva alguma água, mas não com a abundância como alguns meses atrás.
Dali debaixo, observei a ponte e a fotografei, podendo ver alguns pormenores da sua construção. Constatei então, que a parte do tabuleiro agora inexistente era aguentada por uma estrutura em ferro, cuja plataforma era sustentada por dois arcos de cantaria, ainda existentes.
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Ribeira da Vilariça
Estas imagens da Ribeira da Vilariça, foram captadas, junto à antiga ponte da Junqueira, onde o verde da vegetação, dos choupos e o branco da flor do embude prevalece.
A água que corre na ribeira, já não é em grande quantidade, como se pôde ver neste último Inverno, mas ainda core alguma, mas o mais provável é que chegue mesmo a secar, devido ao calor que se tem feito sentir e que ainda esta para vir durante a estação mais quente do ano, que é o Verão
Como referi anteriormente, ao longo da ribeira, prevalece o branco da flor do embude (Oenanthe crocata). Esta planta de folhas recortadas, semelhantes às da salsa, e de flor branca na Primavera, as suas raízes contêm compostos tóxicos extremamente activos que provocam vómitos, diarreia e convulsões tetânicas, podendo causar a morte. É sempre agradável fazer um passeio ao longo da Ribeira da Vilariça, apreciando a paisagem e aliviar o stress do dia a dia, ouvindo o cantar dos pássaros.
segunda-feira, 31 de maio de 2010
As maias
Durante os meses de Maio e Junho, quem passa pelo Concelho de Vila Flor e o Concelho de Carrazeda de Ansiães, depara com o amarelo da flor das mais.
No 1º dia do mês de Maio é hábito, colocar um ramo desta espécie de giesta nas portas ou janelas das casas, contra o mau-olhado, ou “para que haja fartura”.
Este tipo de giesta, também é conhecido por giesta-das-serras, giesta-amarela e giesta-negral. A sua floração. da-se entre Abril e Junho.
É um arbusto caducifólio, de ramos flexíveis, com folhas pubescentes constituídas por 1 a 3 folículos, flores amarelas, sendo o fruto uma vagem arredondada coberta por pêlos.
Este é o estado em que se encontram no mês de Julho, sem flor, mas com o tal fruto, vagem coberta de pelos.
Estas imagens, em que o fruto é visível, bem como as duas últimas foram captadas junto a estrada que liga Carrazeda de Ansiães a Pereiros.
É uma planta bem adaptada a ambientes muito expostos ao sol, que vive nas rochas, sendo o caso desta área envolvente aos Pereiros, onde os montes são constituídos por bastantes rochas.
As primeiras fotografias, foram captadas, junto da estrada que segue de Vila Flor para Vilas Boas, onde não há rochas mas é um terreno bastante descampado exposto ao sol. As imagens com o fruto, bem como estas últimas, como já referi anteriormente foram captadas junto à estrada ao descer para os Pereiros no concelho de Carrazeda de Ansiães, podendo-se assim ver estas duas fazes deste tipo de giesta, onde temos a fase de floração e a fase do fruto. sexta-feira, 28 de maio de 2010
Codeçais - Encantos da Natureza
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Um olhar sobre Barca d'Alva e o Nordeste Transmontano
Estas panorâmicas com vista para Barca d'Alva, os Rios Douro e Águeda e os montes pertencentes aos concelhos de Torre de Moncorvo e Freixo de Espada à Cinta, foram tiradas no dia 3 de Abril de 2010, ao passar por Barca d'Alva, quando seguia para Almofala para a Caminhada - St.º André das Arribas.
Barca d’Alva é um lugar pertencente à freguesia de Escalhão, concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, situada no Norte do distrito da Guarda, e inserida no Parque Internacional do Douro Natural. Junto à aldeia situa-se a fronteira com Espanha, aqui definida pelo curso dos rios Águeda e Douro.Não pertencente ao Nordeste Transmontano, está ligada a este pela ponte sobre o Rio Douro, ligando assim os concelhos de Figueira de Castelo Rodrigo com os concelhos de Torre de Moncorvo e Freixo de Espada à Cinta.

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