terça-feira, 20 de abril de 2010

Procurando os encantos do Sabor por terras do Felgar

Mais uma vez, decidi fazer uma caminhada pelo Sabor, desta vez por terras do Felgar. Quando decidi fazer esta caminhada era com o intuito de visitar dois lugares que irão ficar debaixo de água, devido à construção da barragem do Baixo Sabor, era então para visitar Cilhades e depois caminhar até Santo Antão da Barca, o que não veio a acontecer, pois quando cheguei junto ao rio decidi alterar os planos.
Foi então dia 9 de Abril de 2010, que realizei esta caminhada. Depois de deixar a sede do concelho (Torre de Moncorvo), segui em direcção ao Carvalhal, seguindo para o Felgar. Já dentro do Felgar, a vontade de parar e fazer algumas fotografias da aldeia era grande, mas não podia perder tempo, pois tinha muito para andar.

Não fazendo a vontade ao meu ego, sigo então a estrada em alcatrão que me levaria até bem perto do rio, continuando depois em terra batida. Ao meio da estrada parei para fotografar umas alminhas e fazer umas panorâmicas do rio e toda a zona envolvente ao mesmo, donde pude ver algum movimento dos camiões na construção da barragem do Baixo Sabor e donde tive também uma vista geral de Cilhades, aldeia pertencente ao Felgar, situada na margem direita do rio, estando agora abandonada, mas onde noutros tempos ali viveram algumas famílias. Entrei no carro, vindo a parar junto ao rio, eram então 10:00 horas da manhã. Qual o meu espanto quando vejo que as águas do mesmo, não me permitiam passar pelo pontão para a margem direita do rio. Não havia então possibilidades de visitar Cilhades, foi então que decidi alterar os planos.

Como também tinha uma certa curiosidade ver o andamento das obras da barragem que irá destruir toda aquela paisagem maravilhosa que o rio oferece, resolvi então caminhar até ao local onde estão a decorrer as obras, pois não era muito longe dali, dava para ver os camiões do local onde me encontrava. Mas ai, surgiu outro problema, o acesso para o caminho que me levaria até esse local, estava também coberto com as águas de um ribeiro que vinham ali a desaguar ao rio, bom tive então que contornar o ribeiro procurando um sitio onde pudesse passar para o outro lado. Um pouco mais acima, lá consegui passar e segui por um monte, onde existem algumas oliveiras abandonadas, até conseguir chegar ao caminho. Cheguei então ao caminho, onde parei para fotografar o rio e os montes que o rodeiam. Linda imagem com que me deparava, as árvores e os montes reflectiam-se nas águas do mesmo, criando assim uma imagem extraordinária.
São momentos como estes que em pouco tempo quem por ali passar não vai ter oportunidade de admirar.

Deixando esta imagem, segui então o caminho por meio de um olival até chegar bem próximo do local das obras. Fiquei admirado, estupefacto, com o que via, como aquele lugar esta! -se uma grande área ocupada pelas obras e escavada, onde maquinaria não falta, maquinas a trabalhar e camiões a circular, transportando aterro/pedregulho fazendo um enorme paredão.

Olhei em redor vendo toda aquela área envolvente ao rio e pensei para os meus botões: “ O que estão a fazer! Toda esta paisagem maravilhosa daqui a algum tempo se deixara de ver! Mas que pena!”
Virando as costas aquele cenário, regressei pelo caminho novamente até ao pontão, onde tinha deixado o carro, eram então 12: horas. Como não dava para passar para a outra margem para visitar Cilhades, limitei-me a fotografar e filmar esta, da margem do lado de cá.

Há um caminho em terra que segue ao longo do rio dando acesso aos terrenos agrícolas que por ali se encontram, pois toda esta área envolvente ao rio é montanhosa, mas com terrenos cultivados, não se encontrando grandes rochedos, sendo completamente diferente daquela que encontrei na caminhada que realizei no dia 6 de Abril, em que é mais agreste e montanhosa, com bastantes rochedos. Segui então pelo caminho, e então em frente a Cilhades, desci até à beira do rio e passado alguns instantes vi uma lontra no meio do rio, nisto tirei a câmara de filmar e preparo-me então para registar esse momento, mas sem sucesso, assim que ligo a câmara ela mergulha, não voltando a vê-la.
Cilhades encontrava-se logo a seguir ao rio do outro lado, com bastante pena não poder visita-la, dali a fotografei e filmei, destacando-se entre as casas em pedra a capela caiada de branco.

Segui o caminho, mas logo mais à frente chamou-me a atenção um pilar de uma ponte, mas sem ponte e então desci novamente até ao leito do rio. Ai vi um outro pilar, era de facto resultado da construção de uma ponte, pensei que teria sido uma antiga ponte que alguma cheia tive-se levado, mas ouvi dizer que essa ponte não acabou de ser construída, ficando-se apenas pelos pilares. Caso não tivesse sido assim agradeci informação sobre esta ponte.

Ali o espaço envolvente ao rio, encontra-se coberto por uma grande vegetação, destacando-se alguns freixos.

Ali se encontram dois pombais, completamente abandonados, onde um deles em forma circular se encontra completamente revestido de silvas, enquanto o outro não me pareci pombal algum, pois não era em forma circular, quase me parecia uma casa, só depois de ver o interior a que verifiquei que era um pombal, onde se destacam os vários orifícios que serviam de ninho para as pombas.

Mais à frente , ai sim há uma casa de habitação, onde parte dela já caída. Depois de ter visitado os seus interiores e feito algumas fotografias do interior para o exterior através de algumas portas e janelas, deixei esta e segui caminho.

Um pouco mais à frente senti o barulho de água a correr, apercebi-me que estava perto de um ribeiro.

Dirigi-me então a esse ribeiro, ribeiro dos moinhos, que vem do Souto da Velha, passando por meio de algumas silvas, ai fiz algumas fotografias daquela corrente de água, mas chamou-me a atenção um barulho ainda mais forte de água e dirigi-me até esse barulho, quando depara com uma magnífica cascata de água. Ali estive algum tempo a adimira-la, fotografando-a e filmando-a. Era sem dúvida uma coisa extraordinária, pois já algum tempo que andava com vontade de fotografar uma cascata de água.

Depois de algumas fotografias, regressei ao caminho, que passava por cima dessa queda de água, apreciado as flores campestres que surgiam ao longo do caminho e os montes envolventes ao rio.

Cheguei a um local, onde avistei um enorme rochedo do outro lado do rio e à direcção desse foi aí que resolvi não seguir mais em frente, pois já estava a ficar tarde e tinha que estar em Torre de Moncorvo às 17:00 horas, e como tinha que voltar para traz até onde tinha deixado o carro, tinha mesmo que ficar por ali. Ai sentei-me à sombra a comer alguma coisa e depois regressei, sempre pelo caminho, parando por vezes para alguma fotografia, chegando ao local donde tinha partido às 16:30 horas, regressando de seguida a Torre de Moncorvo.

Foi assim mais uma caminhada pelo Rio Sabor, registando na memoria, na fotografia e na filmagem a magnífica paisagem envolvente ao rio Sabor, que em bem pouco tempo não voltarei a ter o prazer de apreciar como agora se encontra, devido à construção de uma barragem.

A próxima postagem mostrará está caminhada em formato de vídeo.

domingo, 18 de abril de 2010

Dia Internacional dos Monumentos e Sítios

Para assinalar o dia Internacional dos Monumentos e Sítios, comemorado hoje dia 18 de Abril de 2010, deixo aqui uma fotografia do Castelo de Bragança, cuja construção se iniciou em 1409, terminando 30 anos depois.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Caminhada no Rio Sabor (Vídeo)

Para complementar a postagem anterior, relativa à Caminhada no Rio Sabor entre a Portela e um pouco mais acima da antiga barragem da quinta da laranjeira, em 6 de Abril de 2010, realizei este vídeo, onde se pode ver a paisagem deslumbrante que este rio oferece.
Mas esta paisagem está a ver chegar o seu fim com a construção da barragem do Baixo Sabor.
Para que todos um dia possamos recordar aquilo que nos estão agora a retirar, aqui fica este vídeo.
Já algum tempo tinha feito uma caminhada no Rio Sabor , da Foz à Ponte do Sabor e depois desta do dia 6 de Abril, já fiz uma outra no Sabor, mas noutra zona: no Felgar, de que falarei numa próxima postagem.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Caminhada no Rio Sabor

Mais uma caminhada no dia 6 de Abril de 2010, desta vez ao longo do Rio Sabor, enquanto ainda é selvagem, pois dentro de alguns tempos deixara de o ser devido a construção da Barragem do Baixo Sabor.

Eram então, 08:00 horas da manhã, quando cheguei à Portela, ali deixei o carro e pus a mochila às costas com alguns mantimentos como acontece sempre quando as caminhas ocupam praticamente todo o dia, não faltando a câmara de filmar e a de fotografar para registar a bela paisagem que o Sabor oferece.

Segui pela lado direito do rio, por um caminho em terra, começando por fotografar a ponte do Sabor e algumas flores campestres, como a papoila, entre outras, marcando a Estação do ano em que estamos, que é a Primavera.

Depois de caminhar alguns 2 km pelo caminho, deixei-o e segui junto às margens do rio, permitindo-me fazer algumas fotos próximo das águas do mesmo.

Depois de ter andado aí uns 3 km do local de partida, cheguei junto da antiga barragem da Quinta da Laranjeira.

Quinta esta que se encontra da outra margem do rio.

Ali a água corria por cima do paredão feito em betão , onde numa das partes que se encontrava fora de água contem as datas da construção da mesma.

Depois de ter feito algumas fotografias e ter filmado aquele local, continuei a minha caminhada, sempre junto as margens do rio, saltando de pedra em pedra, pois é coisa que ali não falta.

Depois de andar mais alguns 500 metros, avistei um pilar com marcações, para verificar o nível da água e bem mais acima das margens do rio há uma casa, havendo umas escadas até esta.

Subi até lá e verifiquei que era algo que tinha a ver com a construção da tal barragem, pois tem uma placa que diz: “Património do Estado”. Dali consegue-se uma vista espectacular do rio e dos enormes rochedos que o rodeiam.

Deixei este local, descendo por outras escadas ali existentes em direcção a um carreirão, que me levou, junto de um local quase junto da margem do rio, qual foi o meu espanto quando dei com um monumento em pedra com uma cruz gravada, e os seguintes dizeres: “ A memoria do topografo Luís Morais morto desastradamente neste local em 3-08-935 ao serviço da nação”.

De seguida desloquei-me até um enorme rochedo, onde parei para apreciar o rio e meter alguma coisa à boca, pois já eram 11:30 horas.

Depois de comer, voltei a por pés a caminho desviando-me um pouco da margem do rio e subi até a um rochedo, onde vi uma abertura, qual o meu espanto ao chegar junto dele! Estava perante um túnel feito na rocha, tinha alguns 20 metros de cumprimento, onde havia vestígios de alguns morcegos.

Voltei a descer junto do rio, para mais umas fotografias das águas do mesmo e andando mais um pouco, cheguei a um ribeiro, vindo este a desaguar ali. Era lindo de se ver, pois a queda da água formava uma pequena cascata, que não deixei de fotografar.

Com tanto entusiasmo para fotografar aquela maravilha, aconteceu aquilo que não devia ter acontecido, escorreguei nas pedras húmidas no momento que estava a fotografar e lá foi a máquina para o charco, ficou completamente encharcada. Eram então 13:20 horas, não havia mais nada a fazer, se não regressar, pois a bateria da câmara de filmar também já não dava para muito mais e com a máquina fotográfica encharcada não dava para registar mais nada. A única solução era mesmo o regresso e assim aconteceu. Mas houve outra alternativa para registar o regresso, mesmo depois de a bateria da câmara de filmar acabar, o telemóvel lá fez mais algumas fotos, até ao local donde parti.

Cheguei junto do carro eram umas 15:15 horas. Durante o regresso sempre com a objectiva virada ao sol para ver se a humidade desaparecia, mas sem sucesso, nisto já no carro ligo o condicionado no quente virado para a maquina e aconteceu aquilo que eu esperava , lá voltou a maquina a ser maquina, mas que grande maquina! O que ela já sofreu desde que me acompanha e parece não me querer largar.

Foi assim mais uma aventura desta vez pelo Sabor, vendo e registando aquilo que em bem pouco tempo irá ficar debaixo de água.

domingo, 11 de abril de 2010

sábado, 10 de abril de 2010

Caminhada - St.º André das Arribas

Esta postagem vai além fronteiras deste blogue, deixa de ser referente ao Nordeste Transmontano e passa a referir-se à Beira Alta, numa caminhada em Santo André das Arribas em Almofala, concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, Distrito da Guarda. As Novas tecnologias e comunicações, no que se refere a Internet, permite-nos conhecer e fazer amigos, é o caso de um amigo expert nas caminhadas, depois de ter visto o meu blogue, entrou em contacto comigo pedindo-me algumas informações sobre a zona donde pretendia fazer umas caminhadas, ou seja no Douro Internacional e foi então que decidi, eu e mais minha esposa, acompanha-los numa dessas caminhadas.

Então no dia 03 de Abril, eu e minha esposa saímos de Vila Flor em direcção a Freixo de Espada à Cinta para nos encontrarmos com estes dois amigos. As caminhadas para esse dia, seriam Santo André das Arribas em Almofala no concelho de Figueira de Castelo Rodrigo e a Calçada de Alpajares em Freixo de Espada à Cinta. Decidimos fazer primeiro a caminhada de Santo André das Arribas. Deixa-mos vila de Freixo de Espada à Cinta, em direcção a Barca de Alva, passando a ponte sobre o Douro, entrando de seguida no concelho de Figueira de Castelo Rodrigo.

Chegamos a Almofala às 10:00 horas da manhã. O ponte de partida foi junto ao chafariz da aldeia, onde logo vimos uma placa a sinalizar o percurso. Com a ajuda de um mapa com a descrição do percurso circular, lá partimos para a aventura. Estando a pensar fazer o percurso mais pequeno de 8 km, acabamos por fazer o maior, uns 16 km. Mal começamos a caminhada começou a chover, mas como fomos para caminhar nem a chuva nos fez parar.

Deixamos a aldeia e subimos até a capela de Santa Barbara, foi ai que a chuva nos deixou. Fizemos um pequeno desvio para visitar a capela de Santo André das Arribas. Capela esta construída em 1909, onde fomos recebidos por dois berrões vetões dos lados da porta da entrada. Não nos impedindo a entrada, lá entramos até ao largo da capela, onde admiramos a mesma e um pombal logo ao lado. Dali tem-se uma vista espectacular sobre o rio Águeda, donde é possível observar o Grifo e outras aves rupícolas, como o Abutre do Egipto, a Águia Real, a Águia de Bonelli, a Cegonha-Preta, o Bufo-Real, a Gralha-de-Bico-Vermelho, o Andorinhão-Real e o Chasco-Preto. Pois apesar de alguma distância, não deixamos de ver algumas destas aves sobrevoarem as águas do rio.

Depois de deixar a capela de Santo André , voltamos próximo da capela de Santa Barbara, onde paramos para consultar o mapa e verificarmos qual o caminho a seguir. Seguimos então a nossa caminhada, passando por detrás de um pinhal, onde voltamos a apanhar chuva, mas logo passou. Fomos a ter à estrada que nos tinha levado a Almofala, seguindo pela estrada, um pouco mais há frente viramos à direita por outro caminho pretendendo passar junto à Torre das Águias (monumento nacional) a três quilómetros de Almofala. Esta torre serviu de atalaia e será o que resta de algum templo romano que através dos séculos sofreu várias modificações e é reaproveitado na Idade Média para torre defensiva. Não passamos propriamente junto à Torre, pois desviamo-nos um pouco da rota, passando por uns lameiros, onde deu para molhar os pés.

Continuamos a caminhada atravessando a estrada que segue para Nave Redonda, até chegarmos à Albufeira de Santa Maria de Aguiar. É um dos melhores locais da Beira Alta para observar aves aquáticas, sendo também de notar ao passarmos em direcção à Ribeira de Aguiar um ninho de cegonha branca no cimo de um freixo.

Depois de passarmos a Ribeira de Aguiar deslocamo-nos novamente até à estrada em direcção a Almofala. Depois de 6 horas e 16 km de caminhada chegamos ao ponto donde tínhamos partido.


Foi uma caminhada super interessante, de grau de dificuldade médio, estando todo itinerário bem sinalizado. Ao longo de toda a caminhada podemos apreciar as belas paisagens de Santo André das Arribas e de Almofala.
Foi um prazer ter como companhia estes dois amigos e a Salete (minha esposa), que foi fantástica, pois apesar de ser a primeira caminhada dela, aguentou 16 km a pé, sendo forte e vencendo já algum cansaço demonstrado.

Eram já 16:30 horas quando saímos de Almofala, o que já não nos permitiu fazer a caminhada na calçada de Alpajares. Mas antes de Chegarmos a Freixo, ainda houve tempo para uma visita ao Penedo Durão, que falarei numa outra postagem.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Vila Flor - Semana Santa 2010 (Enterro do Senhor)

Um dos momentos altos da Semana Santa 2010, em Vila Flor, foi a Via Crucis na noite de Domingo de Ramos. Mas Vila Flor viveu mais um momento alto da Semana Santa na Sexta Feira Santa, com a Procissão do Enterro do Senhor.
Passo a colocar em vídeo todos os momentos da Procissão do Enterro do Senhor, os quais dividi por partes:
1.ª Parte - Saída da Capela da Misiricórdia até proximo da Câmara Municipal
2.ª Parte - Desde a Câmara Municipal até à Capela de Santa Luzia
3.ª Parte - Desde a Praça da Republica até regressar à Capela da Misiricórdia, onde terminou a procissão.

Não passo a descrever estes momentos da Procissão do Enterro do Senhor, pois as imagens dizem tudo.

terça-feira, 30 de março de 2010

Vila Flor - Semana Santa 2010 (Via Crucis - Procissão)

Como referi na postagem anterior, a Semana Santa em Vila Flor começou no dia 28 de Abril, com a bênção e procissão dos Ramos e termina a 4 de Abril com a Visita Pascal. Em Vila Flor é com bastante emoção que se vive a Semana Santa. Ao longo de este periodo da Semana Santa, realizar-se-ão, várias actividades, representações e procissões relacionadas com a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo. Na noite do dia 28 de Março, às 21:00 horas, teve início a realização da Via Crucis, havendo representações da Crucificação e Ressureição em frente à Câmara Municipal, tendo sido o momento alto da noite, ao qual não pude estar presente por motivos pessoais, mas ainda cheguei a tempo de ver e filmar a procissão, que percoreu algumas ruas da vila, como se pode ver no vídeo.

domingo, 28 de março de 2010

Vila Flor - Semana Santa 2010

A Semana Santa em Vila Flor começa às 10:30 horas de hoje (Domingo de Ramos), com a bênção e procissão de ramos e termina no dia 4 de Abril com a Visita Pascal.

A Semana Santa é um período religioso, que celebra a morte e ressureição de Jesus Cristo para a salvação da humanidade.

A Semana Santa em Vila Flor, há semelhança de anos anteriores, é organizada e preparada pela Santa Casa e da Misericórdia de Vila Flor juntamente com a Paroquia S. Bartolomeu.

Ontem, passei em Frente à Câmara Municipal e reparei que andavam nos preparativos da Semana Santa, preparando o cenário em frente a esta para os festejos.

Depois passei pelo Rossio e onde parei para fazer umas fotografias da Igreja da Misericórdia, que achei muito bonita com os dois painéis colocados dos lados da porta principal, alusivos à morte e ressureição do Senhor.

Pois é na Capela da Misericórdia, que vai ter início a Semana Santa, com a bênção dos Ramos, seguindo a procissão dos mesmos, até à Igreja de S. Bartolomeu, onde será celebrada a missa dos Ramos.

De seguida passei pela Praça da República, vindo a parar junto da Capela de Santa Luzia, onde tem duas cruzes dos lados da porta principal.

Quem passa pelas ruas de Vila Flor, repara de imediato nos arranjos alusivos à Semana Santa. A Santa Casa da Misericórdia e a Paroquia de S. Bartolomeu, estão de parabéns por todo o trabalho magnífico, que têm feito em relação as festividades em torno da Semana Santa, trazendo à vila este espírito Pascal.
Para visualizar o Programa clique aqui

sábado, 27 de março de 2010

sexta-feira, 26 de março de 2010

Pombal em Vila Flor

Dia 19 de Março, quando fui dar volta às lixeiras para fazer a Foto Reportagem do Limpar Portugal, dei com este pombal na Serra do Facho em Vila Flor.

Ao longo do concelho de Vila Flor, bem como em todo o Nordeste Transmontano, encontram-se inúmeros pombais, a maior parte deles sem utilidade, em constante abandono e em ruínas.
Este que encontrei na Serra do Facho em Vila Flor, é um dos muitos que estam desabitados, mas que ainda não está em ruínas.

Os pombais são construções com variadas formas e dimensões, tendo sido utilizados para a criação de pombos, permitindo assim a produção de carne e de estrume que servia de fertilizante para a agricultura.
Existem alguns na forma de ferradura e outros na forma circular como este das imagens. Como se pode ver na imagem, no seu interior existem inúmeras cavidades em pedra que proporcionavam o habitat dos pombos.

Ao longo do Nordeste Transmontano, encontram-se alguns que já foram recuperados, o que é de louvar, pois estas construções são um elemento emblemático da paisagem e do património do Nordeste Transmontano.