quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Sampaio – Portas e Janelas

Sampaio rural 1Este fim-de-semana a procura foi na aldeia de Sampaio, freguesia do concelho de Vila Flor. A procura foi feita pelas ruas da aldeia, procurando o antigo.

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Desde a Rua Cimo do Povo à Senhora da Conceição, encontrei casas bem rústicas de gente humilde, que as construíram já há muito tempo, estando a maior parte desabitadas, pois os filhos da terra migraram para a cidade, ficando assim as casas vazias e muitas delas ao abandono. A construção é de pedra (xisto) e madeira, onde se destacam as janelas e portas em madeira bem rústicas, proporcionando uma beleza esplêndida.

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Portas estas, quase todas elas com trancas de madeira, tendo algumas, uma argola de ferro, que tinha como finalidade prender o macho ou burro à entrada da loja (loja das bestas). Algumas delas também tem um buraco em forma de círculo no fundo, por onde entravam os gatos para a loja para caçarem algum rato.

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DSC01875Nalgumas delas destaca-se o antigo e o moderno, pois algumas que tinham trancas de madeira, agora têm fechaduras modernas.

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Entre as portas destacam-se também as janelas, sendo a maior parte em madeira. Algumas pintadas outras não ou já sem cor, devido às condições climatéricas ao longo dos anos e ao abandono.

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No meio da povoação, existia a casa da câmara, que segundo diz a tradição, tinha nos seus baixos uma cadeia masculina, sendo hoje uma casa de habitação. Na mesma zona da casa da Câmara existia a cadeia concelhia, aonde se pode ver ainda o gradeamento numa das janelas como se constatar na figura a baixo.

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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Panorâmicas de Sampaio 2

Mais umas panorâmicas, que fiz no último dia do mês de Janeiro, num passeio por Sampaio, podendo ver-se a aldeia praticamente na sua totalidade, bem como a Santa Cruz, o Cabeço de São Pedro e bem lá ao fundo a serra de Bornes, que nesse dia teve neve da parte de manha vindo depois a derreter com o sol que se fez sentir durante a tarde.








quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Seixo de Manhoses – Santa Cecíla

Seixo de Manhoses, fica a 6 km de Vila Flor e é uma das aldeias maiores do concelho, com 501 habitantes. Nesta freguesia existe o Santuário da Santa Cecília, onde se realiza a festa em honra da mesma no último fim de semana de Agosto. 
A esta romaria recorre um grande número de pessoas do concelho e concelhos vizinhos, uma vez que nesta altura há muitos emigrantes que vem passar férias as suas terras.
À entrada do Santuário encontra-se uma linda imagem do Cristo Rei, dando assim as boas vindas a quem o visita.
O Santuário, fica situado no planalto do Concieiro a Poente da aldeia, a 700 de altitude. É um óptimo miradouro e um belo lugar de lazer. É também lugar procurado por muita gente ao longo de todo o ano pela existência de um restaurante. A capela existente no meio do recinto, é de uma beleza esplêndida. Sabe-se que a primeira capela deste lugar data do século XVII, sendo depois substituída pela actual .
A Lenda de Santa Cecília
Conta-se que há muitos, muitos anos, andando um pastor a aguardar o seu rebanho ouviu os seus cães a ladrar muito. Dirigiu-se para o lugar onde eles estavam para saber qual o motivo de tanto ladrar. Viu então uma linda Senhora numa silveira. Era Santa Cecília. Veio ao povo dar a notícia. Trouxeram a Santa para a Igreja do Seixo, mas ela, no dia seguinte apareceu novamente no mesmo lugar. Isto repetiu-se algumas vezes e, então, os habitantes do Seixo resolveram construir, em sua honra, uma pequena capela no lugar que ela tinha escolhido para aparecer. Os habitantes de Carvalho-de-Egas achavam que a Santa lhes pertencia e chegaram até a rouba-la. Houve então uns pequenos conflitos entre a gente das duas localidades, mas a Santa acabou por ficar a pertencer ao Seixo, visto ter sido encontrada por um pastor de cá. Assim nasceu a fé e devoção que o povo do Seixo de Manhoses dedica a esta Milagrosa Santa que é a padroeira da música.
No cimo de uma enorme fraga encontra-se também um nicho muito lindo da Santa Cecília.
Atravessando a estrada para o outro lado do santuário encontra-se uma fonte, com um engenho de bombear a água, bastante interessante.
Visite Seixo de Manhoses e a Santa Cecília, no concelho de Vila Flor.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Panorâmicas de Vila Flor

Mais uma subida no dia 24 de Janeiro à Serra do Facho em Vila Flor, permitiu-me fazer umas panorâmicas desta linda vila do Nordeste Transmontano.




sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Pelourinho Vilas Boas

Pelourinho que se ergue no centro da aldeia guarda a história dos tempos em que Vilas Boas foi vila e sede de concelho, desde o séc. XIV até 1836.                                                                                  É um pelourinho do século XVII erguido sobre um soco quadrangular com três degraus. A coluna, com base também quadrangular, tem o fuste chanfrado a toda a altura até quase ao topo, onde existem quatro saliências cantonais, terminando o fuste em secção quadrada.  O remate, paralelepipédico, inicia-se com uma sucessão molduras sobrepostas e ostenta colunelos nos ângulos; mostra numa das faces as armas de Portugal e nas outras decoração ilegível.

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Imagem no mapa

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Relógio de Sol em Codeçais


Na torre da Igreja de Codeçais, Concelho de Carrazeda de Ansiães, encontra-se um Lindo relógio de sol.
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O relógio de sol, surge como o primeiro instrumento de medida do tempo.
Foram os povos do antigo Egípto e Mesopotâmia, quem primeiro dividiram o dia em 24 horas. Podemos considerar que foram os Egípcios o primeiro povo que assumiu como cultura, o problema da medição do tempo e cerca de 3500 anos AC construiram os primeiros obliscos (gnómons) que, colocados em lugares estratégicos, projectavam a sua sombra e esta ao mover-se ao longo do dia, formava uma espécie de quadrante que permitia efectuar a divisão do tempo. Surge assim, o relógio de sol, como primeiro instrumento de medição do tempo.

Em Portugal, encontramos ainda alguns exemplares por todo o país e na maioria dos casos, em aldeias, tal e qual como em Codeçais. Tinham como função principal a regulação da divisão da rega entre os terrenos da aldeia.

Em alguns locais, pessoas de costumes antigos, continuam a utilizá-los para este fim.

Embora nos dias de hoje a sua utilidade seja meramente decorativa, ela já foi/ou terá sido de grande utilidade na medição/organização do tempo, “guiando” o tempo disponível para as tarefas diárias dos seus habitantes.

Panorâmicas de Sampaio 1