São assim as manhãs de Outono no Vale da Vilariça, coberto de nevoeiro e frio. Da estrada que desce de Vila Flor para Sampaio pode-se apreciar esta vista esplendida. Parece que avistamos o mar ao longo do vale, é lindo de se ver.
Em mais um dos meus passeio por terras de Codeçais, aldeia do Concelho de Carrazeda de Ansiães, "à procura de máis", depois de ter pocorrido uma grande área de floresta, encontrei este exemplar ( Talefe ou Marco Geodésico), no meio da vegetação e pinheiros, construido no cimo de uma enorme fraga. Fiquei surpreeendido quando o avistei, pois já me tinham falado da sua existencia e depois de o já ter procurado uns tempos antes mas sem sucesso, fiquei também surpreendido pela sua forma, pois nunca tinha visto um neste formato.
A Lenda de São Martinho: Diz a lenda que quando um cavaleiro romano, viu um velho mendigo cheio de fome e frio, estando quase nu. O dia estava chuvoso e frio, e o velho mendigo estava encharcado. O cavaleiro, chamado Martinho, era bondoso e gostava de ajudar as pessoas mais pobres. Então, ao ver aquele mendigo, ficou cheio de pena e cortou a sua grossa capa ao meio, com a espada dando metade da capa ao mendigo e partiu. Passado algum tempo a chuva parou e apareceu no céu um lindo Sol.No dia de São Martinho a 11 de Novembro, fazem-se os magustos, tradição que remota de há muitos anos, fogueiras ao ar livre, reunindo-se familiares e amigos em quanto as castanhas estalam na fogeira. Comem-se castanhas assadas acompanhadas de vinho novo, jeropiga ou água-pé, já o velho ditado assim diz: "No dia de São Martinho, vai à adega e prova o vinho. No Nordeste Transmontano não se esquece esta tradição, o que não poderia deixar de ser, uma vez que é predominante o cultivo de castanha.
Alguns dos Provérbios do São Martinho:
- No dia de S. Martinho vai à adega e prova o teu vinho.
- Mais vale um castanheiro do que um saco com dinheiro.
- Dia de S. Martinho fura o teu pipinho.
- Pelo S. Martinho mata o teu porquinho e semeia o teu cebolinho.
- Se queres pasmar teu vizinho lavra, sacha e esterca pelo S. Martinho.
- Dia de S. Martinho, lume, castanhas e vinho.
- Pelo S. Martinho, prova o teu vinho, ao cabo de um ano já não te faz dano.
- Pelo S. Martinho mata o teu porco e bebe o teu vinho.

Ao longo do rio encontrei alguns pescadores, que esperavam com ansiedade que algum peixe pica-se.
Depois de passar a Estação, podemos ver os pilares de uma antiga ponte que o rio levou, que fazia em tempos a ligação entre os dois concelhos.
Como já estava a ficar tarde e estava a ameaçar chover resolvi voltar para traz fazendo o percurso sentido contrario, teve que ser com o passo mais longo pois estava para vir chuva. Quando cheguei à ponte da Cabreira, os pescadores que tinha visto, também já estavam a por pés a caminho. Eu ainda tinha que chegar a Estação de Codeçais onde tinha deixado o carro, ainda comecei por apanhar umas pingas de chuva mas já estava a uns 500 metros da Estação.
Mais uma etapa ganha!

A Anta de Zedes, também conhecida pelo nome de Casa da Moura, data provavelmente do III milénio a. C. e é constituída por uma câmara poligonal, de grandes dimensões, composta por nove esteios imbricados, sobre os quais assenta a laje de cobertura.
