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segunda-feira, 15 de março de 2010

Ao encontro do Santuário de Nossa Senhora do Castelo

No dia 14 de Março, eu e a família, saímos de Vila Flor para um passeio ao Santuário de Nossa Senhora do Castelo, pertencente à freguesia da Adeganha no Concelho de Torre de Moncorvo.

Ao chegar ao cruzamento da Portela, viramos há esquerda apanhando a EM 611 em direcção à Adeganha, estrada esta cheia de curvas e sempre a subir até aos Estevais, mas com uma vista magnífica, donde fiz algumas panorâmicas.

Depois de subir ao longo de várias curvas, chega-mos a Estevais. A primeira paragem que fizemos em Estevais foi nuns lameiros juntos à estrada para tirar umas fotos a dois burricos que ali pastavam. Em Estevais, encontramo-nos com umas pessoas amigas e foi altura de conhecer um pouco da aldeia, com destaque para a Igreja Matriz e para a Capela no centro da aldeia, bem como algumas casas mais antigas.

De seguida entramos no carro e seguimos em direcção à Póvoa, uma das aldeias do concelho de Torre de Moncorvo, esquecidas no tempo. Actualmente esta aldeia tem algum movimento por ali se localizar o estaleiro da Barragem do Sabor. Esta aldeia com aproximadamente 10 habitantes, não tem saneamento básico, não tem uma rede de água a funcionar na perfeição e as ruas encontram-se em terra batida cheias de buracos. Quem sabe se a construção da Barragem apesar de por fim ao último rio selvagem da Europa, não trará benefícios para esta aldeia esquecida no tempo.

A seguir deslocamo-nos para a Cardanha, onde a primeira paragem foi junto ao Senhor da Pedra, nicho este com gradeamento e portas em vidro com uma imagem em pedra de Cristo crucificado. Logo do outra lado da rua existe a Capela de Nosso Senhor dos Aflitos e mais há frente a Capela de S. Sebastião. A seguir visitamos a Igreja Matriz, admirando os seus interiores de tons vermelhos contrastando com o dourado.

Como já estava a ficar tarde eram horas de partir para o Santoário Nossa Senhora do Castelo, seguindo a estrada para a Adeganha. Ao chegar à Adeganha a vontade de visitar a aldeia era muita, mas se ali parássemos pouco tempo teríamos para visitar o Santuário, pois o caminho dali até ao Santuário não é muito propicio para um carro ligeiro, limitando-me apenas a fazer uma panorâmica da aldeia.

Sendo assim viramos há esquerda para o caminho em terra que nos levaria até ao Santuário, fazendo ainda algumas paragens para uma ou outra fotografia da natureza, mas sempre com precaução devido ao mau estado do caminho.

Chegamos ao Santuário, eram já 18:00 horas. O Santuário, localiza-se no cimo de uma fragada, donde se avista o extenso Vale da Vilariça.
Aqui fazem uma romaria à Senhora do Castelo, no último fim-de-semana de Agosto, sendo visitado por muitos emigrantes.

O Santuário é composto por duas capelas principais: a de São João Baptista e a da Senhora do Castelo, também por outras duas capelinhas, a de Nossa senhora de Fátima e a de Santa Filomena. Existe ainda um coreto e a casa das promessas, sendo feito recentemente um palco, a casa das bebidas e um recinto para bailes. É um lugar profundamente agreste, de rochas, carvalhas, zimbros e carrascos, cheio de lendas (a das açucenas que não murcham e a do soldado que vem da guerra) e de ruínas arqueológicas, pois diz-se que ali, existiu uma antiga fortaleza.

Ao subir à capela de S. João Baptista bem no cume da fragada pôde-se ver o vasto Vale da Vilariça, com o sol a pôr-se por traz da Lousa. Ali estivemos a apreciar a magnífica paisagem até ao por do sol, regressando já com a noite a cair.
Assim terminou um passeio com vontade de repetir, mas com mais tempo e sozinho, permitindo-me explorar estas e outras maravilhas.

Subindo a EM 611 até à Adeganha

No dia 14 de Março, sai de Vila Flor para um passeio ao Santuário de Nossa Senhora do Castelo, pertencente à freguesia da Adeganha no concelho de Torre de Moncorvo. Ao chegar ao cruzamento da Portela, virei há esquerda apanhando a EM 611 em direcção à Adeganha, estrada esta cheia de curvas e sempre a subir até aos Estevais, mas com uma vista magnífica, donde fiz algumas panorâmicas como esta do Rio Sabor e Torre de Moncorvo com a Serra do Reboredo logo atrás.
De seguida falarei sobre Estevais, Póvoa, Cardanha, Adeganha e o Santuário de Nossa Senhora do Castelo.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Cheia na Foz do Sabor (2)

Aqui fica mais uma imagem do resultado das cheias que se têm vivido nos últimos dias na Foz do Sabor, onde o Sabor e o Douro, não têm parado de transbordar, alagando assim os terrenos agrícolas mais próximos.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Cheia na Foz do Sabor (1)

Na Foz do Sabor no concelho de Torre de Moncorvo, vive-se mais um cheia, devido ao aumento do caudal dos dois rios (Sabor e Douro), consequência do mau tempo que se tem vivido em todo o país.
Era este o cenário que captei ontem na Foz do Sabor, em que alguns campos de cultivo já se encontravam debaixo de água, a ponte que dá acesso à aldeia já não faltava muito para ficar submersa e no local da praia fluvial, o parque já começava a ficar coberto pelas águas do Sabor e do Douro que ali se juntam. Também o cais já se encontrava engolido pelas águas.

Se o mau tempo se mantiver o caudal dos dois rios aumentará deixando assim a aldeia sem o acesso principal para Torre de Moncorvo, ficando a ponde de baixo de água, o que já aconteceu noutras cheias em que a população da Foz do Sabor e de outras aldeias próximas, para se deslocarem a Torre de Moncorvo, tinham que se deslocar por Vila Flor, uma vez que a ponte sobre a ribeira da Vilariça, também se encontrava debaixo de água, o que poderá vir a acontecer mais uma vez.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Rio Sabor ainda é selvagem...!

Tal como me referi ao Rio Tua na postagem anterior, também o leito do Rio Sabor subiu devido às fortes chuvadas que se fizeram sentir no mês de Dezembro de 2010.

Junto da ponte sobre o Sabor no Concelho de Torre de Moncorvo, verifica-se uma enorme corrente, onde a água tem uma cor acastanhada. No dia 29, ao final do dia, junto à ponte, havia algumas pessoas a olhar o rio e ai parei o carro e fui olhar também, verifiquei que o seu caudal tinha subido bastante, faltando pouco para chegar ao cimo da ponte. A vontade de o fotografar era enorme, mas já não era possivel, pois já não havia luz suficiente para fotografar. No dia seguinte de manhã ia preparado para tal, mas qual foi o meu espanto ao verificar que o caudal tinha baixando bastante, estando como nestas fotos tiradas no dia 31.

Também tal como o tua o sabor galgou as margens, cobrindo alguns terrenos agricolas, como é normal acontecer quando se verifica um aumento do seu caudal.

O cenário não deixa de ser espectacular, pois ao passar pela EN 325 (Ponte do Sabor - Torre de Moncorvo), os ribeiros que se vêm correr pelas fragadas abaixo em direcção ao rio tornam-se em lindas cascatas.

Pena é que imagens como estas, daqui por uns tempos, apenas estejam na nossa memoria ou registadas em fotografia.

Com a construção da barragem do Sabor, no futuro vamos deixar de ver o rio como ele se apresenta agora, natural e selvagem.
É bom que se reflita neste assunto!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Da Foz à Ponte do Sabor

Dia 13 de Dezembro, decidi começar o dia de Domingo, de uma maneira diferente. Levantei-me bem cedo, com um objectivo: fazer uma caminhada a pé ao longo do Rio Sabor, desde a Foz à Ponte do Sabor.

Cheguei à Foz do Sabor às 07:30 horas, ainda o sol estava atraz da Serra do Reboredo, deixei o carro ao pé do café na Foz, e desci até à ponte. Os reflexos no rio, chamaram-me logo a atenção, magnífico, lindo de se ver, as nuvens, as arvores, os barcos, as casas e a propria ponte se reflectiam nas águas do rio. Aí perdi algum tempo a tirar algumas fotografias, pois não podia começar a caminhada sem registar tal beleza.

Ainda um pouco antes de aparecer o sol, começei então a caminhada pela margem direita ao longo do rio. Percebi de imediato que iria chegar a casa com as pernas dos joelhos pra baixo todas molhadas, pois a vegetação ao correr do rio estava toda molhada.

Ao correr do rio, fui fazendo mais umas fotografias, aproveitando ainda os reflexos bem visiveis nas águas do mesmo, mas sabia, assim que o sol começa-se a ficar mais alto que iriam deixar de ser visiveis. Mas claro que haveria sempre algo de interessante para fotografar, ou não seja a propria paisagem envolvente ao rio.

Ao longo das margens do rio, encontram-se alguns barcos, utilizados pelos agricultores, para passar de uma margem para a outra, embora alguns se encontrem já num estado degradado, como se pode ver na imagem abaixo, mas ficando sempre bem num fotografia.

Tive o previlégio de ver duas garças, patos da água e vi também duas lontras, que ainda tentei fotografar, mas estas rapidamente mergulharam nas águas do rio. Depois do Bico da Ribeira (Ribeira da Vilariça que vem a desaguar nesse local conhecido por Bico da Ribeira), na outra margem, havia um rebanho de ovelhas aproveitando a erva verde. A partir daí em diante começei a ver já alguns trabalhos de limpeza e corte de arvores por parte de trabalhadores da barragem que irá ser construida neste Rio Sabor, acabando assim com o único rio selvagem da Europa.

Estava, já perto da Ponte do Sabor e lá estava mais um rebanho de ovelhas, desta vez na margem que eu seguia. Comecei então a avistar a Ponte, eram já 11:30 horas, quando eu cheguei junto desta.


A caminhada estava então concluida, istó é de ida, mas terei que voltar a pé novamente até à Foz, e assim fiz, mas havendo ainda tempo para algumas fotografias, chegando às 13:10 horas. Para minha surpreza, alí estava outro rebanho de ovelhas no pasto, num campo antes da ponte da Foz.

Ainda fiz mais algumas fotografias, junto a ponte, mas desta vez sem reflexos, pois a luz solar já não permitia tal maravilha.
Terminando, então os cliques, foi altura de regressar ao carro e ir embora para casa, tomar um banho e vestir uma roupa sequinha e almoçar.
Esta caminhada pelo Rio Sabor, foi a primeira, entre outras que pretendo fazer. Daqui a algum tempo, já não teremos o rio, como estamos abituados a ve-lo, isto devido a construção de uma dita barragem. É pena que se vá assim o rio, e a paisagem envolvente a este.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Ave Turquesa do Antigo Sabor


Ave turquesa e de boa ventura
No Sabor do peixe e da contrafacção
Súbita flecha entre as árvores
A morrer na enchente com o sonho
Submerso na esteira do rio-pântano

Guarda-rios fiscal de farda e boné azul
Subornado e pressionado na fronteira
Circulatória dos ventrículos do rio

Retarda um rancor pelos órgãos
e pelas igrejas submersas por
soldados de linhas direitas

Aguarda pela recapitulação das aves
Porque uma barragem é mais uma falha
Da natureza do que um edifício perpétuo
É a infusão do homem pelo cimento
Na sua lenta eutrofização


Poema: Tiago Patrício ( Revista de Poesia Saudad vol. 11)

Fotografia: Rio sabor, junto à Ponte no Concelho de Torre de Moncorvo

domingo, 2 de agosto de 2009

O azul e o verde no Sabor

A beleza do Rio Sabor, bem perto da Foz do Sabor, no concelho de Torre de Moncorvo, onde o azul do rio e do céu se mistura com o verde das vinhas, dos choupos e toda a vejetação envolvente.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Auto Retrato - Foz do Sabor

Depois de um dia de trabalho, a Praia Fluvial da Foz do Sabor é o local ideal, para descansar e apreciar as maravilhas do Sabor e do Douro.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Encontro do Sabor com o Douro

É na Praia fluvial da Foz do Sabor - concelho de Torre de Moncorvo, o local de encontro do Rio Sabor com o Douro.
O Rio Sabor nasce na Serra de Montezinho, passando perto da cidade de Bragança, recebendo as águas do rio Fervença, vindo desaguar à Foz do Sabor no Rio Douro que nasce na Serra de la Demandana.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Rio Sabor - Uma Beleza em extinção

Ao passar na ponte do Sabor, a vontade de descer ao rio e fazer umas fotografias foi enorme. Sabendo que um dia o não poderei fazer, acabei por não hesitar, registando assim mais uma vez, a beleza de um Rio em vias de extinção.
Por mais constestações pelos defensores de um rio selvagem, de uma beleza magnífica, as obras da barragem do Baixo Sabor continuam.
A construção da Barragem, vai criar mil e tantos postos de trabalho, mas esquecem-se que será só durante a sua construção, depois apenas seram postos de trabalho dedicados à manutenção, que será um pequeno número.
Acaba-se assim com a beleza do último rio selvagem da Europa, algumas espécies e seus habitats.
Vamos sentir saudades do rio, que estavamos habituados a ver e sentir, onde iamos pescar uns peixinhos, onde davamos uns mergulhos e onde nos deliciavamos a comer um merenda sentados à sombra nas suas margens.
Sabor, ficarás pra sempre na nossa memoria!
Nunca esqueceremos como eras!