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segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Último Acidente da Linha do Tua - Um Ano Depois

Dia 22 de Agosto relaizou-se uma caminhada na Linha do Tua da Estação de Abreiro até ao local do último acidente, do qual perdeu a vida uma passageira. Eu tive conhecimento deste evento através do Movimento Cívico da Linha do Tua, mostrando uma enorme vontade em participar, pelo gosto de caminhar na linha, por solidariedade às vitimas dos acidentes que surgiram na linha e por se asinalar o aniversário do último acidente da linha. Foi a COAGRET (Coordenadora de Afectados pelas Grandes Barragens e Transvases), organizadora da iniciativa. Os participantes nesta iniciativa concentraram-se junto a estação de comboio de Mirandela, partindo em transporte próprio ou em transporte público até ao Cachão, seguindo de autocarro até à Estação de Abreiro, onde se realizaria uma conferência de imprensa em jeito de denúncia dos responsáveis pela actual situação da linha do Tua, onde interviram várias entidades além da COAGRET, tais como o Movimento Cívico da Linha do Tua, o Bloco de Esquerda, a Quercos, os Verdes e o Chefe de Gabinete do Presidente de Mirandela, bem como alguns passageiros da viagem do último acidente na linha, em 22 de Agosto de 2008.

Depois de todas as entidades terem a palavra e serem entrevistadas pelos orgãos da comunicação social, inclusive os passageiros do último acidente presentes, deu-se então início à caminhada com rumo ao local do último acidente afim de ser colocado no mesmo uma coroa de flores em memoria da senhora falecida nesse tragico acidente do dia 22 de Agosto de 2008.

Dexamos a Estação de Abreiro ao som da gaita de foles por Daniel Conde do Movimento Cívico da Linha do Tua.
Fui acompanhado nesta caminha por Aníbal Gonçalves, um apaixonado pela fotografia e pela Linha do Tua, tendo criado um Blogue respeitante à Linha do Tua, intitulado "A Linha é Tua". No mesmo dia partimos de Vila Flor em direcção à Estação de Abreiro, onde chegamos pelas 1o horas, apreciando a paisagem de uma linha e de uma Estação paradas no tempo, à espera que um dia alí volte a passar uma composição sobre os carris. Além desta agradavel companhia, tive o prazer de conhecer pessoalmente alguns defensores da Linha e do Rio Tua, bem como alguns passageiros que seguiam na composição acidentada. Tive também o previlégio de conhecer Adriano Pereira, primo do Aníbal, também um dos passageiros, nesse dia trágico, que até aqui, só conhecia do blog "Ferrado de Cabões".

Ao longo desta caminhada, voltei a rever aquela paisagem magnífica que o rio e a linha nos proporcionam.

A partir da estação de Codeçais, tivemos a companhia do Adriano e de um amigo, que tinham vindo da Estação da Brunheda até Codeçais, acompanhando-nos depois até à Brunheda.
O calor fazia-se sentir, mas nem por isso deixamos de ter motivação e força nas pernas para continuar a nossa caminhada em memória daqueles que perderam a vida nesses trágicos acidentes e lutando pelo não encerramento da linha.

Chegamos à Brunheda pelas 13 horas, onde almoçamos na quinta do antigo chefe da estação da Brunheda (agora pertença do seu neto Mário Sales de Carvalho).

Depois do almoço, foi altura de nos deslocarmos ao local do acidente, onde foi colocada uma coroa de flores no centro da linha pelos passageiros participantes, que seguiam na composição acidentada a 22 de Agosto do ano passado, em memoria da vitima mortal nesse tragico acidente, Olema Barros.

Esta iniciativa foi levada a cabo de forma a homenagear as vítimas mortais dos acidentes que ocorreram na Linha do Tua, apurando responsabilidades, bem como defender o melhoramento da linha e não a deixar num abandono constante, realçando a sua importância a nivel turístico da região de Trás-Os-Montes, defendendo também o seu prolongamento até Puebla de Sanábria, com ligação às linhas de alta velocidade de Espanha.
Ainda durante a conferencia de emprensa, foi dito por alguns representantes, a falte de uma politica correcta por parte de alguns autarcas da região relativamente à situação em que se encontra hoje a Linha do Tua, nada fazendo para a sua preservação e o não encerramento da mesma.
Posteriormente colocarei um video, onde constará a intervenção por parte dos representantes das diversas entidades presentes, entrevista a passageiros da composição acidentada no dia 22 de Agosto de 2008, bem como alguns momentos ao longo da linha, almoço e colocação da coroa de flores no local do último acidente na Linha do Tua.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Comunicação ao país e passeio pedestre pela Linha do Tua

A COAGRET-Portugal propõe a todas as organizações idóneas da sociedade civíl, em particular aquelas que já tiveram intervenção no caso da linha do Tua que se unam em torno desta acção, a realizar no próximo sábado, dia 22 de Agosto de 2009.

Comunicação ao país e passeio pedestre pela linha do Tua
- 09h30 - concentração junto a estação de comboio de Mirandela, rumo à estação de Abreiro/Vieiro
- 09h37 - partida em transporte próprio ou em transporte público (Metropolitano para o Cachão onde se embarca no transporte complementar)
- 10h30 - conferência de imprensa em jeito de denúncia dos responsáveis pela actual situação da linha do Tua. Intervenção breve de todos os colectivos representados, segundo estrutura definida
- 11h00 - início da marcha rumo a estação da Brunheda e romagem simbólica ao local do último acidente ocorrido na linha do Tua
- 13h00 - almoço volante
Para mais informações, contactar:
Pedro Felgar Couteiro
COAGRET-Portugal
https://coagret.wordpress.com/
coagret.pt@gmail.com
Estação de Caminhos de Ferro de Mirandela, 4
5370-408 MIRANDELA
PORTUGAL
telm.COAGRET: (+351) 969761301

Fotografia: Estação de Abreiro

sábado, 1 de agosto de 2009

'Fim de Linha' - Reportagem Especial da SIC

O Movimento Cívico pela Linha do Tua, enviou-me um mail com os licks para a reportagem que a SIC, apresentou dia 30 de Julho, especial "Fim de Linha". Eu vi na televisão, mas para quem não viu, fica aqui o video dessa reportagem, onde mostra o que se tem feito em Espanha com as linhas de comboio de via estreita, ao contrario de Portugal, que ficam num constante abandono. Em Espanha são aproveitadas para turismo, o mesmo deveria acontecer em Portugal, o caso das linhas de via estreita no norte do pais, que têm encerrado e outras em vias disso, como a Linha do Tua, tão falado nos últimos tempos, tudo por causa da construção de uma barragem. Vai-se assim um património de longa duração, ficando no esquecimento. Deveria de ser aproveitado para turismo, pois a minha opinião, é que o turismo é uma das formas de desenvolvimento do Nordeste Transmontano. E essa paisagem magnífica que a Linha e o Rio Tua nos proporcionam, deixará de ser apreciada. Vamos apostar no Turismo, não deixando ao abandono uma das formas de o proporcionar, que é manter as linhas de via estreita em funcionamento.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Codeçais – Margens do Rio Tua

Dia 13 de Junho, como estava em Codeçais e dia estava convidativo para um passeio, resolvi dar uma descida até ao rio. Desci de carro o caminho em terra batida até à Estação. Não pude deixar de tirar umas fotografias à Linha e à Estação, só depois desci ao rio, na expectativa de fazer umas fotografias com reflexos nas águas do Tua.
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Descendo em direcção ao rio, qual foi o meu espanto ao ver um grupo de perdigotos ainda bem pequenos a correr à minha frente tentando esconderem-se entre a vegetação e as silvas, vendo mais à frente a mãe a correr.

Tive a sorte de ter ficado um pra traz, podendo-o assim fotografar, como se pode ver na fotografia.
Deixei que fosse ao encontro de seus irmão e continuei meu caminho ao longo das margens do rio.

Mais à frente parei para fotografar os reflexos junto a um barco, feito por alguém de Codeçais, para passarem para a outra margem do rio, afim de cultivarem terrenos do lado de lá do rio.

Continuei a caminhar parando aqui e ali fotografando algumas flores, borboletas e lagartos. Como a Primavera é linda! Estava um calor insuportável, estando 38 graus, decidi voltar para traz em direcção ao açude, onde a água do rio passa por cima, levando bastante corrente. Por ali passei algum tempo sentado à sombra nos bancos de madeira que colocaram debaixo das arvores, não perdendo muito tempo sentado pois a vontade de fotografar algo era mais forte.
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Como estava muito calor decidi terminar o meu passei por ali. Ao passar por onde tinha visto os perdigotos, voltei a ver outro, mas desta vez não me deu tempo para o fotografar, ainda estive à espera que sai-se do meio da vegetação, mas sem sucesso.
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Quando se vai a Codeçais, é sempre agradável dar um passei até ao rio, admirando a paisagem que envolve o rio e a linha.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Linha do Tua (Cachão - Frechas)

No dia 30 de Maio fiz, mais uma caminhada na Linha do Tua, desta vez acompanhado pela minha filha.
Tínhamos planeado fazer um percurso pequeno, pois ela, apenas tem 7 anos e não está abituada a andar tanto tempo a pé. Decidimos então ir até à Estação de Frechas de carro e aí esperar pelo metro que nos levaria até ao Cachão e voltaríamos a pé ao longo de 3 quilómetros até Frechas.
Chegamos então à Estação de Frechas às 9:40 horas, onde esperamos até à chegada do metro, que vinha de Mirandela com destino ao Cachão, onde termina o seu percurso, sendo depois o resto do percurso até ao Tua feito por táxi.
Chegou o metro eram 9:50 horas, entramos tiramos o bilhete e enquanto a minha filha deslumbrada pela viagem, eu tirava fotografias ao longo da viagem. Como o percurso era curto, rápido chegamos ao Cachão, isto às 9:58 horas.
Depois de umas fotografias junto à Estação, começamos a nossa caminhada com destino a Frechas.
Depois de deixarmos o Cachão, deparamos com alguns campos entre a Linha e o Rio, com vários produtos agrícolas (feijoeiros, batateiras, ervilhas, tomateiros, abóboras, alfaces, entre outros), bem como algumas arvores de fruto (pessegueiro, cerejeira, pereira, macieira, etc.).
Logo a seguir decidimos descer ao Rio, onde fiz umas fotografias com os montes e as arvores a reflectirem-se nas águas do mesmo.
Como não podia deixar de ser, nesta estação do ano que é a Primavera, as flores são predominantes ao longo da linha, bem como as lindas roseiras floridas que se encontram nalgumas casas encostadas à linha.
Estando, já bem perto de Frechas isto perto do meio dia, ouvimos o metro a aproximar-se, vinha este de regresso a Mirandela. Ao passar por nós, enquanto eu o fotografia, a minha filha filmava-o com a máquina de filmar. Deixamo-lo de ver e seguimos nossa caminhada.
Chegamos à Estação de Frechas eram 12:10 horas.
Foi um passeio magnifico, inesquecível, quer pela beleza ao longo da linha e do rio, quer pela companhia, pois foi a segunda caminhada que fiz com a minha filha, pois a primeira foi muito curta, apenas de Codeçais à Ponte da Cabreira, já há algum tempo.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Reflexos no Tua

Duas lindas fotografias do Rio Tua, tiradas no dia 30 de Maio, em mais uma caminhada pela Linha do Tua, desta vez entre Cachão e Frechas.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

A Lenda da "Ponte do Diabo"

Num dos comentários à mensagem “ Linha do Tua (Abreiro - Cachão)", fala-se na Ponte do Diabo. Já tinha colocado uma fotografia da mesma num dos postais postados na mensagem “Linha do Tua (Codeçais-Abreiro-Codeçais". Para quem não sabe nada da "Ponte do Diabo", aqui fica uma pequena explicação:

Quem se desloca pela Linha do Tua, de Abreiro em direcção ao Cachão, a seguir à Estação de Abreiro avista as ruínas da antiga ponte. Diz-se que de construção, era muito bela e ficava situada num abismo. Mas, a grande cheia de 1909, devido à grande quantidade de árvores que as águas do Rio Tua traziam, fizeram-na ruir e, nunca mais foi reconstruída.”Diz a Lenda que a Ponte foi construída de noite pelo Diabo, que prometeu também fazer uma Estrada da Ponte à Povoação, a troco da alma que uma Moça lhe entregaria para mais comodamente passar o Rio, a fim de ir buscar água a uma Fonte, sita na margem esquerda. Segundo as cláusulas do contrato, o Diabo daria a Ponte construída numa só noite, antes de cantar o Galo. Quando mais afanosa trabalhava uma Legião de Demónios, carreando, aparelhando e assentando pedras, cantou o Galo.
Que Galo é?
Perguntou o Rei das Trevas infernais.
Galo Branco, responderam-lhe.
Ande o canto! Ordenou ele. A breve espaço novo Có-Cró-Có se ouviu. Que Galo é? Tornou o mesmo.
Galo Preto.
Pico quedo!!! Vociferou ele. Falta apenas uma pedra por assentar nas guardas da Ponte e assim ficou, pois, por mais vezes que os Homens a tenham lá colocado, aparece derrubada no Rio na noite seguinte".

A nova Ponte sobre o Rio Tua, que agora existe, foi inaugurada em 11 de Setembro de 1941. É de uma altura estrondosa, donde se pode ver a Estação de Abreiro e a bela paisagem do Rio Tua.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Linha do Tua (Abreiro - Cachão)

Dia 11 de Abril, foi dia de mais uma caminhada na Linha do Tua, desta vez de Abreiro até ao Cachão, onde percorri 12,60 quilómetros, em seis horas.Saí de casa em direcção ao Cachão, onde cheguei às 9:30 horas, esperando pelo táxi que ia para o tua, o qual ali chegou quando faltavam 10 minutos para as dez da manhã, era o Sr. Fernando que já conhecia da caminhada que fiz do S. Lurenço à Foz Tua.
Esperamos ali até que chegasse o metro que vinha de Mirandela. Assim que chegou o metro dirigi-me ao maquinista para tirar o bilhete até Abreiro.
Como já acontecera da outra vez que apanhara o táxi do Tua até ao Pombal, eu era o único passageiro. Depois de um dedo de conversa durante a viagem com o Sr. Fernando (taxista), chegamos então a Abreiro eram 10:20 horas. O táxi seguiu para o Tua e eu ali fiquei na ponte de Abreiro para mais uma aventura na Linha do Tua.
Depois de umas fotografias e filmagens de cima da ponte desci até à Estação para dar assim início a mais uma caminhada.
O dia estava óptimo, favorável à fotografia, umas poucas de nuvens entre o céu azul, o que torna as fotografias magníficas, quando fotografamos as águas do rio reflectindo-se nelas as nuvens brancas.
A linha estava linda, rodeada de flores, o que caracteriza bem a Estação do Ano em que estamos. A Primavera é linda!
Ao quilometro 31, deparei com uns enormes rochedos, reflectindo-se nas águas do rio, magníficas esculturas naturais, feitas pelas correntes das águas.
Mais à frente avistei uma pessoa pensando que era alguém que também andasse a fotografar a linha, mas ao chegar mais próximo, vi que se tratava de um pastor com um rebanho de cabras. Andavam estas a pastar ao longo da linha, pois a erva verdejante junta à linha é propicia. Deixou de circular o metro na linha, mas não deixa de haver quem por ela caminhe. Não deu para saber donde era este rebanho, pois quando me cruzei com o pastor, este estava ao telemóvel e apenas demos as boas horas, mas penso que seria da Ribeirinha, pois não estava assim tão longe.
Continuando a caminhada, um pouco antes de chegar ao quilometro 33, deixo a linha e dirijo-me para o rio para fazer umas fotografias do rio, seguindo por este até bem perto da Ribeirinha.
Volto então à linha, estava já eu a chegar à Ribeirinha. Quando cheguei à Estação da Ribeirinha, lá estava o Sr.º Abílio sentado, a ouvir rádio e a ler jornal. Ali parei e conversámos um pouco, vindo eu a saber que a esposa do Sr.º Abílio, era da terra da minha esposa, de Codeçais. Como o Mundo é pequeno! Depois de uma conversa a três, despeço-me destas amáveis pessoas e continuo a minha aventura.
Depois de deixar a Estação da Ribeirinha, desço até a margem do rio, para filmar e fazer umas fotografias à açude que ali se encontra.
Subo novamente à linha e sinto barulho do outro lado da margem do rio, nisto vejo vir alguém rio abaixo de canoa, como estava um pouco desviado do rio não deu para fotografar, apenas filmei, uma vez que o zoom da câmara de filmar atinge maior distância.
Esperei mais um pouco a ver se vinham mais e nada, já estava bem desviado do rio quando sinto falar, eram mais três, desço então até ao rio, dando ainda para fazer uma foto. Como também ainda não tinha comido parei por ali a ver se vinham mais e para comer alguma coisa.
Não vieram, mas ali fiz umas fotografias magníficas, onde as nuvens se reflectiam nas águas do rio.
Deixei o rio e voltei à linha, mas quando já estava perto do Vilarinho, regressei novamente ao rio, voltando a fazer mais umas fotografias com as nuvens reflectidas no rio.
Passando por algumas hortas, regressei à linha chegando assim à Estação do Vilarinho. Logo a seguir encontra-se a ponte que faz ligação ao outro lado do rio.
Depois de uma paragem na ponte para umas fotos, sigo em direcção ao Cachão, pois já não havia mais nenhuma estação ou apeadeiro até lá.Um pouco mais a frente deparo com uns enormes rochedos do outro lado do rio, sem dúvida, belo de se ver!
Já bem perto do Cachão encontrei algumas papoilas, entre as quais havia uma branca, fiquei impressionado, pois nunca tinha visto uma papoila branca.
Já avistava o Complexo do Cachão, estava a aproximar-me do fim de mais uma etapa. Ao passar junto ao Complexo do Cachão o cheiro não era nada agradável.
Depois de passar a ponte metálica ali estava eu junto à Estação, eram 16:50 horas.
Completei assim mais uma etapa, cheia de emoções e paisagens magníficas que a linha e o rio proporcionam.